<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758</id><updated>2012-01-25T23:53:21.214-02:00</updated><title type='text'>Marta Sousa Costa</title><subtitle type='html'>Suas crônicas mostram intimidade com a terra e a vida no campo, na simplicidade com que trata temas espinhosos como relações humanas, amor, ciúme, inveja, dor e morte.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>456</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-1171353330509867560</id><published>2012-01-24T23:18:00.005-02:00</published><updated>2012-01-25T23:43:11.999-02:00</updated><title type='text'>Sem querer bater na mesma tecla</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Ap9wQ6R47Dw/Tx9lcpq1_6I/AAAAAAAAAwA/o8H99pD8J38/s1600/IMG_0210.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="240" width="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-Ap9wQ6R47Dw/Tx9lcpq1_6I/AAAAAAAAAwA/o8H99pD8J38/s320/IMG_0210.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final de novembro de 2010, fizemos um cruzeiro de retorno ao Brasil, no transatlântico Costa Serena. Escrevi, na ocasião, uma crônica em que externei grande aborrecimento com a experiência, muito diferente de todas anteriormente vividas. É provável que, para algumas pessoas, o relato tenha parecido exagerado. Eu mesma me questionei, primeiramente ao me aborrecer, depois ao assumir a responsabilidade de publicar a crônica. Contudo, a circunstância de haver animado muitas pessoas a realizarem cruzeiros marítimos me colocou na obrigação de relatar, quando tive a primeira experiência desagradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou-me tudo à lembrança, ao saber da tragédia vivida pelos passageiros do Costa Concorde, da mesma linha e do mesmo tamanho do Costa Serena. Verdade que, em nenhum momento, quando em pleno oceano, imaginei que pudéssemos sofrer um naufrágio. Mas, se não receamos, foi por ter conhecido a cabine de comando de outro transatlântico, quando o comandante discorreu com entusiasmo sobre a segurança dos navios modernos, em razão da tecnologia avançada, podendo detectar outros navios ou acidentes geográficos, a grande distância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que tragédias podem ocorrer e ocorrem, independente das medidas de segurança tomadas; erros humanos acontecem, inclusive conosco, apesar da  determinação em fazer tudo pelo melhor. Ninguém está livre, em momento algum. Mas damos lugar pro azar, quando ignoramos regras básicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste blog, clicando na seção De Mala e Cuia, é possível encontrar as crônicas publicadas em 2010. Naquela ocasião, os contratempos começaram no check in, que se estendeu por horas, pela escassez de funcionários para atender aos 3.780 passageiros. Em vários cruzeiros anteriores, em outras companhias, o check in se processara de forma rápida e organizada, sempre despertando elogios. No Costa Serena, os incômodos continuaram pelos 18 dias da viagem, até chegar ao porto de Santos, onde desembarcamos, muitos passageiros tendo deixado comentários desabonadores na avaliação geralmente solicitada pelo navio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendo uma análise dos inconvenientes vividos,  chegamos a algumas conclusões sobre itens a ser observados, ao contratar um cruzeiro marítimo, a relação entre o número de passageiros e o de tripulantes sendo das mais importantes, por determinar o bom atendimento e a manutenção adequada do navio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O naufrágio do Costa Concorde prestou um desserviço a todas as companhias marítimas, colocadas no mesmo embrulho, pelo pânico generalizado. Mas isso é tão insensato como deixar de viajar de avião, pelas tragédias ocorridas, ou aposentar o automóvel, após um acidente; desistir do ciclismo, porque o primo caiu e bateu com a cabeça, quando vinha em alta velocidade e estava sem capacete; olhar com cara feia para o cavalo, por saber que uma queda pode ser fatal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os apreciadores de cruzeiros marítimos continuarão usufruindo desse prazer, os mais cautelosos procurando se informar sobre as condições de segurança e conforto proporcionadas pelas diferentes companhias. Em contrapartida, sob o impacto desse acontecimento, é imperativo que todas as companhias revisem os seus valores, colocando em primeiro plano as vidas humanas sob sua responsabilidade. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-1171353330509867560?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/1171353330509867560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2012/01/sem-querer-bater-na-mesma-tecla.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/1171353330509867560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/1171353330509867560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2012/01/sem-querer-bater-na-mesma-tecla.html' title='Sem querer bater na mesma tecla'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Ap9wQ6R47Dw/Tx9lcpq1_6I/AAAAAAAAAwA/o8H99pD8J38/s72-c/IMG_0210.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-6551030924762187592</id><published>2012-01-22T00:18:00.001-02:00</published><updated>2012-01-22T00:21:01.176-02:00</updated><title type='text'>Teimosia</title><content type='html'>Teimosia&lt;br /&gt;O filho acabou de ler a autobiografia do tenista Andre Agassi e disse que eu gostaria de lê-la. Fiz cara de dúvida, expliquei que nada entendo de tênis. “Aliás, nem sei quem é Agassi” _ completei, pensando terminar o  assunto, com tanta ignorância.  “É um grande tenista, agora aposentado. E sei que  vais gostar, é uma história humana” _ insistiu, teimoso como a mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se dando por vencido, passados alguns dias, chegou ele de viagem, trazendo um exemplar do livro. “Ganhei este de um amigo” _ falou. “Podia trocá-lo por outro, mas achei melhor te dar; assim, podes lê-lo quando quiseres”. Diante da gentileza, achei que devia deixar de ser chata e, pelo menos, tentar ler. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, a vida de Agassi (agora já somos íntimos) me fascinou a tal ponto, que fiquei dividida entre ler sofregamente, para conhecer logo toda a história, ou protelar a leitura, para prolongar o prazer. Ao final, ainda que ampliados minimamente os conhecimentos sobre o esporte, aumentou o respeito pelos tenistas profissionais, o esforço sobrenatural exigido ao corpo, o treinamento contínuo a que precisam se submeter, a solidão enfrentada na quadra, o desempenho exaustivamente cobrado, tanto por eles como pelo público. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, mais que pelo lado profissional, a autobiografia  encanta pelo desenvolvimento da personalidade de Agassi, pelas relações humanas, o amadurecimento que foi acontecendo, a duras penas. Em tempos em que raramente um livro ou texto nos fala aos sentimentos ou provoca reflexões, esse merece ser lido com calma, mesmo por quem nada entende do esporte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ser lido por pais que exigem demais dos filhos, atirando por cima deles seus sonhos não realizados, esperando que descasquem esse abacaxi, queiram ou não; por professores ou monitores que humilham seus alunos, incompetentes para retirar deles o melhor, e também por  aqueles capazes de descobrir o ouro encoberto, dando-lhe o brilho que merece; pelos jovens que entram em relacionamentos inconvenientes e depois não têm forças para sair deles, como pelos que sabem o que lhes serve mas se sentem sozinhos, enquanto a pessoa certa não chega. Da mesma forma que poderá fazer bem a quem sente o passo mais lento, enquanto pressente diminuir a distância dos jovens prestes a mostrar melhor desempenho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, em todo o processo de amadurecimento, encanta a franqueza com que ele se expõe e a garra com que busca o entendimento de si mesmo, sem se deixar subjugar. Surpreende o conhecimento que possui dos adversários, o respeito enorme por alguns e o desprezo por outros, por saber que, sendo grandes profissionalmente, são pequenos como seres humanos e nunca serão diferentes. E não só ele, mas muitos dos seus rivais, terminada a partida, perdida ou ganha, são cavalheiros e gentis, reconhecendo o merecimento do outro ou lamentando o seu desgaste _ atitude que seria linda de encontrar, mais seguidamente, pelas estradas da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final, dou a mão à palmatória: bem que o filho tinha razão e eu ia apreciar a leitura. Adorei, aliás; só me acrescentou. Teimosia é boa, algumas vezes; em outras, é a diferença entre fechar portas ou ampliar horizontes. E só não ofereço o meu exemplar para quem desejar lê-lo porque ele já seguiu em frente e tem lista de espera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-6551030924762187592?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/6551030924762187592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2012/01/teimosia_22.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/6551030924762187592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/6551030924762187592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2012/01/teimosia_22.html' title='Teimosia'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-4326721805219182281</id><published>2012-01-15T10:19:00.000-02:00</published><updated>2012-01-15T10:19:16.750-02:00</updated><title type='text'>Não falta alguém que conhece a história</title><content type='html'>A certa altura de sua autobiografia, o tenista Andre Agassi lembra palavras ouvidas de Nelson Mandela, o líder negro: “Temos que cuidar uns dos outros _ essa é a nossa tarefa na vida. Mas, além disso, temos que cuidar de nós mesmos, o que significa que temos de ser cuidadosos em nossas decisões, cuidadosos em nossos relacionamentos, cuidadosos em nossas declarações. Temos de administrar nossa vida cuidadosamente, para não nos tornar vítimas”.As palavras de Mandela foram definitivas para Agassi, num momento em que buscava, mais que tudo, entender a si mesmo. Próximo aos 30 anos, ao mesmo tempo em que  exagerava no comportamento de adolescente revoltado e rebelde, ele se ressentia com as reações da mídia e dos fãs às suas atitudes grosseiras e impensadas. Qualquer pessoa razoável, ao ler tudo o que Agassi conta sobre si mesmo _ com franqueza tão grande quanto a sua modéstia _ espera um desfecho trágico ou desagradável, após cada episódio. Ele, contudo, sentia-se injustiçado, sem perceber que ajudava  a aprofundar o poço onde se afogava. Quem nunca viu ou viveu esse filme?  É comum as pessoas compararem o novo ano a um livro com páginas em branco à espera que cada um escreva a sua história. Seria muito bom se, a cada ano, pudéssemos recomeçar do zero, passando a borracha em tudo o que aconteceu no passado. Melhor seria se, independente de data, pudéssemos fazer uma mudança radical, sempre que nos apetecesse, como quem troca os móveis da sala, quando cansa da decoração. Só que, na vida, as coisas não acontecem assim, como bem disse Mandela.Em vez de se assemelhar a um novo livro _ comparação que eu também já devo ter feito, anteriormente _ a vida mais parece um seriado de televisão, em que as cenas se sucedem, interligadas, umas em conseqüência das outras. Assim como as gentilezas costumam provocar sentimentos agradáveis, as grosserias e os malfeitos provocam  rejeição; mentiras precisam de mais mentiras, até a primeira ser desmascarada e não haver lugar para mais nenhuma; depois de uma falcatrua dificilmente não vem a seguinte, enquanto o espertalhão se acredita seguro. Descobertas, as pessoas recebem rótulos pelo seu comportamento, em cada situação, e depois passam dificuldades para provar que mudaram, quando gostariam de esquecer o passado e anular tudo o que disseram ou fizeram. Sempre sobra alguém que conhece a história e lá vem aquele assunto novamente, manchando a imagem arduamente elaborada. Somos responsáveis pelas nossas escolhas, pelas decisões que tomamos, em detrimento de outras; pelos relacionamentos e os caminhos que, através deles, trilhamos; por todas as coisas que fazemos: algumas bobas, sem que causem mal, outras perniciosas, trazendo conseqüências e arrependimento. O livro da vida só possui todas as páginas em branco no momento mágico do nascimento. A partir dali, todos os atos e omissões podem ter conseqüências. E não adianta querer arrancar certas páginas, para apagar o que nunca deveria ter sido escrito. Não falta um fofoqueiro pra tirar cópia e divulgar justamente o que pretendíamos esconder.Mas, a cada novo ano, lembramos que podemos virar a página e recomeçar, sem anular o que já foi escrito, apenas mudando a continuação da história. Porque virar a página significa apenas isso: fazer diferente, procurar outra forma para atingir a paz, o prazer e a felicidade a que todos temos direito. Por trazer essa esperança, o novo ano é sempre bem-vindo, mas só chegaremos felizes ao final se lembrarmos de, além de cuidar dos outros, também cuidarmos de nós, essa pessoa especial pela qual somos responsáveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-4326721805219182281?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/4326721805219182281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2012/01/nao-falta-alguem-que-conhece-historia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/4326721805219182281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/4326721805219182281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2012/01/nao-falta-alguem-que-conhece-historia.html' title='Não falta alguém que conhece a história'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-1823134698818205528</id><published>2012-01-09T11:48:00.001-02:00</published><updated>2012-01-10T00:00:59.903-02:00</updated><title type='text'>Você me entende?</title><content type='html'>Encerrei o ano de 2011 em clima de desencanto.  Perplexa com o que se manifesta em vários setores da vida pública, principalmente pelo acobertamento que uns proporcionam a outros, como se a maioria preferisse compactuar a desmascarar o que percebe ao redor. Triste, ao mesmo tempo, com a cara de pau ou a omissão de pessoas que deveriam ser as primeiras a dar o exemplo, pelas posições ocupadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti o Brasil como carroça desgovernada indo ladeira abaixo, enquanto alguns olham, sem ânimo para intervir, e outros aproveitam para se apoderar das sobras. Esses,  audaciosos, avançam a mão e pegam o que podem, sem medo das conseqüências, enquanto os honestos se retraem e preferem não se posicionar, para não “comprar briga”.  Mais que a audácia dos aproveitadores, dói a covardia dos que se consideram íntegros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendi, pelo observado aqui e ali, que o aceno do cargo cobiçado ou de melhor remuneração pode significar a diferença entre se conservar na linha ou jogar tudo pro ar e pegar o que se apresenta. E, quando os grandes dão o exemplo, os pequenos aprendem logo. Se o chefe rouba, dá idéias ao funcionário pouco convicto do valor da honestidade. Aliás, funcionário que conhece o “rabo preso” da chefia domina a situação. Assim, é preocupante o futuro, se ninguém segurar a carroça em queda livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Custamos a acreditar, quando as manchetes diárias nos falam do vale-tudo para atingir objetivos escusos, mas de repente ele se mostra, ao transpor uma porta. Assimilamos a realidade, quando caem as máscaras, e fica o dito por não dito, ignorados os compromissos assumidos, jogada ao ar a credibilidade esperada. E, depois da credibilidade abalada, como ficam as parcerias? É possível construir juntos, depois que o tapete foi puxado a primeira vez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, diante do desencanto, reage a crença em vários segmentos da sociedade civil, gente que não depende de votos ou do apoio popular e se mostra íntegra, sem precisar nada em troca. Gente que proporciona empregos e garante salários. Trabalhadores em pleno exercício de sua atividade, inclusive na área pública, capazes de fazer algo mais, por desejar compensar, com o bom atendimento, as falhas do sistema em que estão inseridos. Gente humilde, muitas vezes, capaz de dividir o pouco que possui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tantos que batalham, nas diferentes instituições, para proporcionar conforto, educação, atendimento médico e psicológico a quem foi abandonado à própria sorte. &lt;br /&gt;Cabe a essa turma ainda capaz de construir a formação dos jovens e, principalmente, das crianças. Valores como honestidade, trabalho, respeito ao outro e solidariedade precisam ser impressos com firmeza e constância, sem perda de oportunidade. Para isso, não se pode esmorecer, pensar que é melhor se render à sem-vergonhice e tirar também uma casquinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discursos são vazios, quando não acompanhados das ações correspondentes. E discursos vazios não faltam, nos mais diversos púlpitos. Mas se, através do país, as notícias correm céleres, desmascarando personalidades que acreditávamos isentas, mais ligeiras elas correm nos estados e municípios, no boca a boca das cozinhas, salas de visitas e de reuniões. Por isso, nem tudo está perdido, enquanto tivermos voz e meios de comunicação ao nosso alcance.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-1823134698818205528?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/1823134698818205528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2012/01/desencanto.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/1823134698818205528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/1823134698818205528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2012/01/desencanto.html' title='Você me entende?'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-5487579541666938739</id><published>2011-12-30T12:29:00.001-02:00</published><updated>2011-12-30T12:31:23.599-02:00</updated><title type='text'>Outras virão</title><content type='html'>Como um bebê chegando à família, cada novo ano tem o dom de despertar ansiedade e criar expectativas. Como se, a partir desse momento, tudo pudesse mudar. Para melhor ou para pior, nunca se sabe.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No caso do nenê, é natural que as expectativas sejam enormes, os pais criando um mundo de fantasias, certos de possuírem a fórmula mágica para formar um adulto feliz, equilibrado e bem sucedido. Com o passar do tempo, o guri ou a menina cresce, assume a direção da sua vida, mostra que sabe o que quer, em geral nada do que os pais projetaram. Pais sensatos, amorosos, aceitam a reviravolta em seus planos e até riem de si, contentando-se com o pacote que lhes coube, algumas vezes melhor do que o esperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já com o novo ano acontece algo que seria engraçado, se não estivéssemos dentro do filme: entra ano, sai ano, continuamos fazendo planos, esperando mudanças que desejamos aconteçam por milagre, acreditando piamente nos lindos votos que todos externaram, na última quinzena de dezembro. Votos cheios de otimismo e boa vontade, que ninguém avisou que dependeriam da nossa participação para se tornar realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saúde? Precisamos correr atrás, cuidar do corpo e da mente, manter o check up atualizado; não abusar de drogas, bebidas nem cigarro. Amor? Só aprendendo a escolher os parceiros, praticando a generosidade, a alegria e o bom humor. Sucesso? Exceto para uns poucos privilegiados, precisa dos neurônios funcionando a todo vapor e de uma boa dose de transpiração e concentração. Felicidade? Da mesma forma que o sucesso, não cai do céu; exige outro tanto de trabalho e empreendedorismo, sendo coisa que se constrói, tijolo por tijolo, como a casa dos sonhos, sem garantia de resistência às intempéries.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, estamos entendidos: os lindos votos de Feliz Ano Novo não possuem selo de garantia. O trabalho duro para que se transformem em realidade depende de cada um.&lt;br /&gt;Mas a parte boa é que não se precisa esperar a virada do ano para dar uma sacudida na vida. Melhor e mais sensato será, a cada noite, revisar os erros e acertos do dia, para fazer diferente ou repetir, no dia seguinte. E não levar desaforos demais para a cama; esforçar-se para aprender a reagir, antes de partir para os antiácidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esperar dos outros mais do que podem proporcionar, mas reparar se o comportamento não muda com quem sabe exigir; aprender a também requisitar, se for o caso. Ser amigo, gentil e generoso com quem entende essa linguagem, mas precavido e pé atrás com quem dá com uma mão e tira com a outra. Árdua aprendizagem, que não cabe num só ano de esforço. Serviço pra toda vida, talvez, com chance de muitas recaídas, lágrimas e desencanto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, apesar de todo o empenho, o ano tomar outro rumo, lembre que ele pode se comportar como o bebê que prepara  surpresas, sem que se tenha a quem reclamar. E aí a gente vai juntando os caquinhos, quando o imprevisto nos nocauteia; ou atirando foguetes e nos acreditando poderosos, quando tudo corre melhor que o programado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, em qualquer situação, não vale se sentir injustiçado, capacho que a vida brinca de pisotear. Melhor se saber parte de uma história em andamento, com muitos lances ainda por acontecer. E pouco importa esta noite em que o ano muda de nome; outras virão, pra que todos tenham  oportunidade de encontrar o caminho e refazê-lo, quantas vezes for necessário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-5487579541666938739?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/5487579541666938739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/12/outras-virao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/5487579541666938739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/5487579541666938739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/12/outras-virao.html' title='Outras virão'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-1869524291031177575</id><published>2011-12-25T17:08:00.001-02:00</published><updated>2011-12-25T17:10:43.429-02:00</updated><title type='text'>Chegou o Natal</title><content type='html'>Novembro me encontrou sem paciência para outro Natal. Nem me recuperei bem do anterior e já tenho este para enfrentar? O ano se foi num relance e me deixou com   projetos ainda por  realizar. Além do mais, todos à volta parecem cansados e sem forças para começar a correria às lojas, atrás de presentes que os presenteados, muitas vezes, deixam esquecidos numa gaveta qualquer, porque realmente não precisavam de mais um cinto ou outra bijuteria.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas dezembro chegou e a velha magia tomou conta do ar. Tempo de confraternização, de abraço apertado, votos de felicidade, saúde e paz, novos abraços, cheios de emoção, porque a data mexe com o emocional, desperta a criança que acreditava em Papai Noel. Quem sabe, lá no fundo, a gente ainda acredita? E por isso espera um milagre que nem sabe qual é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Natal foi chegando, nas lojas o Papai Noel distribuiu balas às crianças e falou que o presente viria depois. Recomendou ao menino que dormisse sem fraldas, disse à menina para deixar a chupeta, obedecendo às recomendações das mães, que bem podiam ter pedido ao Velhinho um pouco de bom senso e energia, pois se não sabem como agir com guris de três anos, imagine quando tiverem dezesseis.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O Correio fez a sua programação de Natal e milhares de pessoas corresponderam, realizando os pedidos de crianças que, de outra forma, talvez nada fossem receber do Papai Noel. Nas entidades assistenciais, as crianças também foram presenteadas por inúmeras instituições imbuídas do espírito social. A mulher desconhecida considerou que os filhos, já crescidos, não se importariam de ter os presentes que acaso fossem receber substituídos pelas bicicletas pedidas por outras crianças. E, num passe de mágica, meninos e meninas de famílias sem recursos se viram presenteados com bicicletas e laptops. Tudo porque é Natal e, nessa data, as pessoas abrem os corações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bom, então, que o Natal acontece, pelo menos uma vez por ano. Bom seria se, em todos os corações, ele se estendesse pelo ano todo, mas isso já é pedir demais. Verdade que, a cada dia, mais gente se mobiliza, num mutirão de solidariedade, e isso é o melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, deixei-me impregnar pelo espírito de Natal, acompanhei a montagem da árvore e do presépio, enfeitei a casa com flores e o coração com esperança. Perguntei à menina se escreveu a sua cartinha e colocou no Correio, e o mais importante: sabe quem dorme no Presépio? Conhece a  história do Menino que nasceu na estrebaria e foi aquecido pelo bafo dos animais, porque toda a gente lhe negou asilo? Diante dos olhinhos espertos e das respostas afirmativas, dispus-me a aproveitar o momento, sem lhe contar que ainda hoje isso acontece. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que bom que chegou o Natal, tempo de encontro e solidariedade. Ao Papai Noel, peço paz em todos os lares, alegria por tudo que a vida nos oferta e sabedoria para aceitar que alguns presentes desejados não estejam ao pé da árvore. Aliás, a esta altura, sei com certeza que o melhor presente ainda é o abraço apertado e sincero. Seja este, portanto, o meu presente a quem souber apreciá-lo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-1869524291031177575?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/1869524291031177575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/12/chegou-o-natal.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/1869524291031177575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/1869524291031177575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/12/chegou-o-natal.html' title='Chegou o Natal'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-7885526939188203654</id><published>2011-12-16T21:14:00.001-02:00</published><updated>2011-12-16T21:16:35.681-02:00</updated><title type='text'>Tudo o que se deseja</title><content type='html'>Ao término de certos dias, a sensação é de que um trator nos passou por cima e, se ainda estamos vivos, só pode ser por obra do acaso (ou Alguém lá em cima resolveu que ainda não é a nossa hora). Dói o corpo todo, recusa-se a cabeça a qualquer idéia, fechada pra balanço.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Quando o problema atinge várias pessoas, as preocupações são compartilhadas. Como ocorre, neste momento, em relação às escolas de educação infantil não governamentais ou filantrópicas, aquelas que se dedicam a proporcionar a crianças pertencentes a famílias de baixa renda (constituídas por  empregadas domésticas, faxineiras, recicladoras do lixo urbano)os conhecimentos de pré-escola, capacitando-as a enfrentar dignamente as primeiras séries.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferentes das escolas particulares, a que essas crianças não teriam acesso, as filantrópicas, além de serem gratuitas, funcionam em horário integral, entre 8h e 17h30´, proporcionando 5 refeições, de forma que as mães e pais podem trabalhar tranqüilos, certos de que seus filhos estão bem cuidados e alimentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferentes também das escolas públicas, as  filantrópicas, como a Casa de Santo Antônio do Menor (localizada em Pelotas, à rua da Luz, 12 A, fone 05332271274)e tantas outras, pelo Brasil afora, são compromisso assumido espontaneamente pela comunidade,que lhes supre a maioria das necessidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alçadas, contudo, à condição de escolas de educação infantil, cada uma e todas (somente em Pelotas, são oito) passaram a depender de verba federal, repassada através dos municípios, para fazer frente aos salários de professoras com nível de terceiro grau, cuja contratação se tornou obrigatória para essa atividade de ensino.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Ao término de 2011 (daí o sufoco), encerra-se o convênio que garantia a verba governamental. Alguns deputados federais e senadores, conscientes do mal que a interrupção da verba e a conseqüente interrupção no atendimento de muitas dessas escolas causará a milhares de crianças em vários estados brasileiros, criaram emendas com soluções paliativas, que, a seu tempo, serão aprovadas ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, em cada município deste imenso Brasil, juntamente com a Secretaria de Educação e o Poder Público, escolas, mães, pais, professores, autoridades e pessoas de boa fé buscam alternativas para o impasse causado pela interrupção da verba, pela certeza de que os municípios não possuem escolas suficientes para todas as crianças que batem às suas portas, exigindo o direito assegurado, por lei federal, ao ensino pré-escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São milhares de crianças, em todo o Brasil, prestes a se matricular nas escolas de educação infantil. A verba proporcionada pelo Governo Federal, embora mínima (R$2.171,77 p/criança ao ano), fará falta para os salários das professoras e dos funcionários. Essa foi a participação governamental (multiplicada pelo número de crianças, em cada instituição), pelos três anos em que durou o convênio com as organizações não governamentais, dedicadas à pré-escola; todo o resto foi suprido pela comunidade. Suspensa a verba, para 2012, as escolas estão em sérios apuros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem condições de arcar com os salários, algumas deixarão de matricular novas turmas, outras mudarão o público atendido, algumas receiam ter que fechar as portas.  &lt;br /&gt;Crianças na escola em tempo integral, como nesse caso, corresponde a mães com capacidade para trazer um salário para casa e garantir o sustento dos seus, sem depender de Bolsa Família ou outra ajuda governamental. Crianças com direito à educação adequada serão adultos donos do seu destino, sem precisar de cotas para ingressar aqui ou ali. Não é tudo o que se deseja? Por essa convicção compartilhada com muitas cabeças pensantes e bem intencionadas, um fio de esperança resiste, à espera de alguma alternativa que possibilite a continuação do atendimento prestado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-7885526939188203654?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/7885526939188203654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/12/tudo-o-que-se-deseja.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/7885526939188203654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/7885526939188203654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/12/tudo-o-que-se-deseja.html' title='Tudo o que se deseja'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-2548890412560866506</id><published>2011-12-09T22:07:00.001-02:00</published><updated>2011-12-09T22:15:04.620-02:00</updated><title type='text'>Para você saber</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-xqUYTZndEC0/TuKkdUQKsaI/AAAAAAAAAtk/Y5sFie3qPIY/s1600/100_1444.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-xqUYTZndEC0/TuKkdUQKsaI/AAAAAAAAAtk/Y5sFie3qPIY/s400/100_1444.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5684286503254667682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amiga perguntou, entre surpresa e escandalizada: “Mas a Casa de Santo Antônio do Menor não é uma ONG, é?” _ colocou ênfase no “é?”, como quem deseja, mais que tudo, receber um “não” em resposta. Entendi a sua perplexidade: as ONGs são tão mal faladas, por tudo que algumas aprontam, que é natural o receio de ser confundida com aquelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ONG é sigla de “Organização Não governamental”, nome atribuído a toda associação não pertencente ao governo, formada por um grupo de pessoas, com um propósito em comum e sem fins lucrativos. Não há desdouro nenhum em ser ONG, portanto. Ao contrário, pertencer a uma ONG, contribuir para o seu desenvolvimento, em qualquer forma, é próprio de pessoas que se interessam pelas outras, compreendem as dificuldades alheias e lutam para minorá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ONGs que se dedicam ao trabalho com a velhice,  outras se voltam à infância marginalizada ou aos jovens reféns das drogas; algumas se preocupam com  crianças e jovens com necessidades especiais;  outras ensinam os passos para abandonar o vício da bebida. ONGs mobilizam a sociedade em campanhas para distribuir entre os menos favorecidos o alimento que sobra em muitas mesas, a roupa esquecida no armário, o brinquedo (em bom estado) que deixou de agradar. Muitas cuidam da saúde e da proteção à natureza; dedicam-se a pesquisas na área da Medicina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ONGs fazem o trabalho que pertenceria ao Estado e que o Poder Público, seja Federal, Estadual ou Municipal, sozinho, não consegue realizar. ONGs são importantes, portanto, e seu desempenho imprescindível. Por isso, em algumas situações de risco, o Estado pede o auxílio de determinadas ONGs para prestar de forma mais ampla determinado atendimento. Em outras ocasiões, são as ONGs que solicitam a parceria do Estado, através de verbas que possibilitem melhorias no atendimento ao público visado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em quaisquer dessas circunstâncias, projetos são apresentados, contratos assinados, prestações de contas  entregues  mensalmente, além de o trabalho ser vistoriado, proporcionando ao Estado a certeza de que a verba está sendo usada de forma correta e para os fins que foi prevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que, enquanto as pessoas honestas cumprem à risca o combinado, fazendo até mais do que foi acertado, outras são especialistas em “meter a mão” no que lhes foi concedido para gerenciar. E são essas ONGs de má fé que atrapalham a vida das idôneas, provocando perguntas como a da amiga, desejosa de que a Casa de Santo Antônio do Menor não fosse uma ONG. Só que ela é, com muito orgulho, ciente de que é uma honra ser antiga creche, alçada à condição de escola de educação infantil, por convênio firmado com o Governo Federal, reconhecido seu trabalho com crianças que não teriam acesso aos bancos escolares, sem a existência de entidades sem fins lucrativos como essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revista VEJA, na edição de 9 de novembro de 2011, mostrou que as ONGs “do mal”, como aquelas que minaram os Ministérios do Esporte e do Turismo, embora em flagrante minoria, fizeram às outras enorme desserviço, por mancharem  seu nome, perante a mídia. Qualificou como enorme injustiça o atendimento que todas passaram a receber, inclusive por parte do Poder Público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as organizações não governamentais idôneas, aquelas com endereços conhecidos, portas abertas para serem visitadas, anos de atendimento comprovado e qualificado, não receiam ser reconhecidas como ONGs, pela certeza de que a comunidade reconhece e aprecia o seu trabalho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-2548890412560866506?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/2548890412560866506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/12/para-voce-saber.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/2548890412560866506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/2548890412560866506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/12/para-voce-saber.html' title='Para você saber'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-xqUYTZndEC0/TuKkdUQKsaI/AAAAAAAAAtk/Y5sFie3qPIY/s72-c/100_1444.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-4357916025505324937</id><published>2011-12-03T14:53:00.002-02:00</published><updated>2011-12-03T14:55:26.897-02:00</updated><title type='text'>Quando um caso puxa outro</title><content type='html'>Recebo mensagens gentis, com aparência de idôneas, através da internet: umas dizem que o dinheiro já foi depositado na minha conta, que acesse o site ali indicado, para ver o comprovante; outras avisam que estou em dívida com lojas onde nunca comprei ou, agressivas, reportam problemas com o SPC ou com a Receita Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, recebia, uma após outra, informações de que estava sendo traída, olhasse as fotos ali enviadas, para comprovar; ou abrisse o anexo, que fotos minhas, em poses comprometedoras, estavam à espera.Eu  me apressava a deletar os emails, antes que a curiosidade pregasse alguma peça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mensagens falsas, enviadas a inúmeras pessoas, funcionam como iscas para pescar o incauto. Excluídas sem acesso aos sites indicados, não chegam a atingir seu objetivo, que seria o de imiscuir vírus no computador, ou se apossar dos dados do desprevenido internauta, causando  problemas de perda de informações ou até financeiros.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Alvos costumeiros de todo tipo de malandragem, algumas muito perniciosas, outras consideradas graça de quem não tem mais o que fazer, terminamos por nos adaptar a esse tipo de situação, passando a encará-las quase com naturalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Universidade Católica de Pelotas, duas irmãs, vindas de Minas Gerais, tentaram fraudar o processo, com eficiente apoio tecnológico, fazendo a prova para Medicina em lugar das verdadeiras candidatas, que nem se deslocaram de sua cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Acompanhando as duas jovens, estava o pai de ambas, dizendo-se inocente, por acreditar que as filhas prestavam vestibular em seu próprio interesse. Exemplo de discrição, essas meninas. Que maravilhosas e conscientes médicas seriam as outras, caso conseguissem se sair bem no curso, mesmo entrando pela porta dos fundos. Mas o pior é a naturalidade com que lemos a notícia, habituados como estamos à safadeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No rádio do carro, ouço mensagem para evitar a “pirataria”, pois a compra de artigos “pirateados” faz com que milhões de reais sejam surripiados aos cofres públicos. Dinheiro que seria utilizado na educação e na saúde, assegura a mensagem radiofônica. “Até parece”, penso. E estranho que, em vez de priorizar o prejuízo causado aos donos da idéia (aos que criam os produtos, depois  pirateados), a mensagem só externa a preocupação com os impostos que deixam de ser pagos. Aqueles que deveriam ir para a educação e a saúde, mas que milagrosamente escapam pelo ralo da corrupção.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vivemos um momento ímpar de mau-caratismo e falta de vergonha, quando aqueles que deveriam dar o exemplo são os primeiros a transgredir. Mas a boa notícia _ não diz que sempre há alguma? _ é que a turma do contra, daqueles que se recusam a entrar nessa de tirar vantagem, a qualquer custo, ainda é enorme. Há muito mais gente honesta, solidária, incapaz de causar o mal, conscientemente, do que pessoas desse tipo que enche os jornais ou a caixa de emails, diariamente. A diferença é que boas ações, gestos altruístas, rendem notinhas que não despertam atenção, nocauteadas pelas outras, de maior impacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O exemplo vem de cima”, aprendemos desde cedo. Na Revista Pais e Filhos de novembro, um artigo lembra sobre a importância de falar as três palavrinhas mágicas _ por favor, com licença e obrigada _ para que as crianças se acostumem a repeti-las, tornando-se pessoas gentis, com facilidade para abrir portas e manter convívio agradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tempo de ensinar também às crianças que “o crime não compensa”, como se dizia antigamente: a safadeza, quando associada ao nome de alguém, é como xixi de zorrilho, impregnado na roupa. Pode-se deixar a peça de molho, que o mau cheiro permanece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-4357916025505324937?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/4357916025505324937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/12/quando-um-caso-puxa-outro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/4357916025505324937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/4357916025505324937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/12/quando-um-caso-puxa-outro.html' title='Quando um caso puxa outro'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-3020632862595020654</id><published>2011-11-25T22:20:00.004-02:00</published><updated>2011-11-25T22:43:52.533-02:00</updated><title type='text'>Respeito é bom e a gente precisa</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-537BRroYwZ0/TtAzK4zpWbI/AAAAAAAAAtA/P9Tq2m33JOY/s1600/100_1432.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-537BRroYwZ0/TtAzK4zpWbI/AAAAAAAAAtA/P9Tq2m33JOY/s400/100_1432.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679095392254908850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Casa de Santo Antônio do Menor, fundada em 27 de junho de 1985, com a finalidade de atender crianças pertencentes a famílias de baixa renda, é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, com Certificados de Utilidade Pública Municipal, Estadual, Federal e Filantropia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o ano de 2009, a entidade funcionou como creche, atendendo cerca de 60 crianças no horário das 8h às 17h, sendo o quadro funcional formado por recreacionistas e voluntários, por falta de condições financeiras para contrato formal com pedagogas, assistentes sociais e psicólogas, como seria o ideal. As despesas de manutenção da entidade assistencial eram custeadas pela mensalidade dos sócios, por doações recebidas da comunidade, promoções beneficentes realizadas pela diretoria e, quando necessário, por desembolso pessoal da própria diretoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-s_j9jfR-9DA/TtA0IQRk9_I/AAAAAAAAAtY/_7Qzn6xYEMw/s1600/100_1442.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-s_j9jfR-9DA/TtA0IQRk9_I/AAAAAAAAAtY/_7Qzn6xYEMw/s400/100_1442.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679096446526486514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2009, procurada por representantes do Conselho Municipal de Educação com convite para participar de programa do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), recebendo verba mensal _ com a condição de efetuar as mudanças necessárias para se transformar em Escola de Educação Infantil _ a diretoria da entidade se mostrou relutante, por receio de assumir compromissos financeiros que sozinha não poderia cumprir, caso houvesse alguma mudança nos planos governamentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da resistência da diretoria, houve insistência por parte das representantes do Conselho Municipal, pela certeza de representar grande benefício para o público atendido. Vencida a resistência, assinado o contrato, a Casa de Santo Antônio do Menor realizou as modificações exigidas pelo projeto: inicialmente, com recursos da instituição, adequou a estrutura física e demitiu as antigas recreacionistas; logo, utilizando a verba recebida, contratou professoras com diploma de terceiro grau, em obediência às regras contratuais.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;De janeiro de 2009 a outubro de 2011, o pagamento das mensalidades foi feito regularmente, com prestação de contas mensal, além de vistorias feitas à entidade, tudo em perfeita obediência às exigências governamentais. A Casa de Santo Antônio do Menor, graças inclusive à generosidade e ao reconhecimento da comunidade e do grupo de apoio, se tornou modelo em Escola de Educação Infantil, pela gestão eficiente e econômica, inclusive fornecendo 5 refeições diárias às crianças atendidas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No final de outubro, alertada, extra-oficialmente, de que o programa do FUNDEB não seria renovado, a presidente da entidade, sra. Rosa Maria Moreira, entrou em contato com o Conselho Municipal de Educação, que confirmou a notícia, sem precisar as razões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em condições semelhantes às da Casa de Santo Antônio do Menor, encontram-se outras sete entidades filantrópicas do Município de Pelotas, as oito dependendo da verba governamental para fazer frente ao compromisso dos salários assumidos, em obediência ao projeto. Todas sem entender a razão de não terem o contrato renovado, em 2012, principalmente por trabalharem com o máximo de dedicação e o mínimo custo para os cofres públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento crucial, aumentada a preocupação pela proximidade do período de matrículas para 2012, causou espanto a reportagem apresentada no Diário Popular de 23/11, sobre a deficiência de escolas de educação infantil, no Município de Pelotas, deixando 1,3 mil crianças, no ano de 2011, sem a possibilidade de usufruir dos primeiros e importantes contatos com os bancos escolares. Para 2012, a previsão de déficit é bem maior. Sem falar no drama enfrentado pelas mães de todas essas crianças, trabalhadoras privadas de assumir um emprego, por não terem com quem deixar os filhos pequenos, como conta a jornalista Michele Ferreira, na reportagem bem elaborada e abrangente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensam os órgãos governamentais em construir nove escolas de Educação infantil, cujos editais de licitação ainda não foram publicados, para provável utilização em 2013. A generosidade dos pelotenses construiu e mantém oito escolas de Educação Infantil, funcionando a pleno vapor, algumas com risco de precisarem interromper as atividades, caso o projeto do FUNDEB não seja renovado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria mais lógica, num primeiro momento, a garantia de funcionamento das oito escolas filantrópicas em atividade, evitando que maior número de crianças e famílias engrossem o caos social? Caso não possa ser renovado o contrato com o FUNDEB, a diretoria de cada uma das escolas envolvidas e a população de Pelotas não merece uma explicação?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-3020632862595020654?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/3020632862595020654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/11/respeito-e-bom-e-gente-gosta.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/3020632862595020654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/3020632862595020654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/11/respeito-e-bom-e-gente-gosta.html' title='Respeito é bom e a gente precisa'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-537BRroYwZ0/TtAzK4zpWbI/AAAAAAAAAtA/P9Tq2m33JOY/s72-c/100_1432.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-9148047290507205821</id><published>2011-11-19T23:24:00.001-02:00</published><updated>2011-11-19T23:25:46.707-02:00</updated><title type='text'>Experimente</title><content type='html'>O cara se propôs passar 50 dias sem mentir uma única vez, nem uma vezinha sequer. Nem aquelas mentirinhas inocentes do dia-a-dia, aquelas que facilitam as situações e evitam melindres, como garantir à mãe que a lasanha está ótima, só falta um pouquinho de sal, ou a falsidade de usar o “jeitinho” para conseguir o que se quer ou fingir que se está por dentro de algum assunto, para parecer culto e antenado, quando só se leu uma notinha rápida sobre ele.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O cara era um jornalista, Felipe Van Deursen, fazendo força para produzir uma matéria inusitada para a revista Super Interessante, o que afinal conseguiu e a reportagem ficou ótima. Mas pensa que foi fácil? Pensa que é fácil ficar sem dizer o que se pensa, realmente, ainda mais quando se tem a oportunidade, por ter sido inquirido? Experimente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de dizer tudo o que se pensa, só de ser absolutamente sincero, ao precisar emitir alguma opinião. Bem, isso parece simples, à primeira vista. Pior seria a obrigatoriedade de expor todos os pensamentos, aí eu acho que nenhum relacionamento resistiria. Até os suspiros mentais que certas situações provocam, se externados, já seriam catastróficos. Dar respostas sinceras não parece tão difícil.&lt;br /&gt;A maioria das pessoas tem dificuldade em externar a sua opinião, prefere o conforto em cima do muro, nem pra cá, nem pra lá. Já eu me sinto mais confortável sendo franca: não propriamente falando a verdade, porque a minha opinião não representa obrigatoriamente a verdade, apenas   dizendo o que penso. Mas até isso, que pode parecer simples, fica às vezes difícil de gerenciar. E se o outro se sente bem como está e não quer saber de mudar? Ou se o outro sabe que está errado, mas ainda não está preparado para enfrentar a mudança? Pra quê saber o que penso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, estamos acertados: nada de sair por aí emitindo opiniões, como donos da verdade. Em boquinha fechada, não entra mosca. Mas se alguém perguntasse a nossa opinião e estivéssemos proibidos de mentir? Se a amiga perguntasse “o que achas?”, metida no modelito recém comprado, aquele caríssimo, no qual ela falou a semana inteira? Seria válido exclamar “Que horror!”? Ou se o amigo, completamente apaixonado, perguntasse “Agora acertei, não é mesmo?” _ referindo-se ao desastroso relacionamento anterior _ seria fácil dizer que a atual escolhida é mais pilantra que a outra? Ou _ partindo para situações menos estressantes _ em vez de dizer que devíamos estar dormindo, quando o telefone tocou pela décima vez, poderíamos responder que tínhamos coisa mais interessante para fazer? Ou que apenas precisávamos de um momento de sossego? Se alguém perguntasse por que sumimos do clube, daria para confessar que trocamos de turma, porque aquela estava muito chata?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Decididamente, já que a idéia não é produzir uma matéria que dê o que falar, ao preço de perder amores e amizades, melhor segurar a língua. Mas continuo achando que é mais fácil conviver com pessoas sinceras, que se posicionem, mesmo quando às vezes não gostamos de ouvir. Por isso, perdoem, mas só me perguntem alguma coisa quando desejarem uma opinião sincera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-9148047290507205821?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/9148047290507205821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/11/experimente.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/9148047290507205821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/9148047290507205821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/11/experimente.html' title='Experimente'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-7443149934736310414</id><published>2011-11-11T21:06:00.000-02:00</published><updated>2011-11-11T21:08:18.891-02:00</updated><title type='text'>Uns e outros</title><content type='html'>Em crônica anterior, aproveitando o mote da leitura de um livro, referi-me a “gente do bem” e “gente do mal”, o último grupo sendo aquele que “tem outro por dentro”, ou seja: finge ser uma coisa e na verdade é outra, muito diferente; pessoas perigosas, cuja maledicência é preciso reconhecer e cujo convívio é de bom senso evitar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, em “Mentes Perigosas”, refere-se a eles como psicopatas, sociopatas e outros nomes aceitos na área médica. Cidadãos comuns pensam neles como “do mal”, e assim a eles se referem, perplexos, aqueles que já os encontraram em seu caminho. Sem precisar dizer mais, todos entendem que o sujeito é perigoso e incorrigível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer, todos entenderiam, se a verdade fosse declarada e seus feitos divulgados. Só que a gente “do bem” costuma ser discreta e, por isso, conta somente aos mais próximos, quando é vítima de algum mau caráter. E não alardeia a verdade por diversas razões, além da discrição: receio de estar equivocada, de ser considerada fofoqueira,  de ser mal interpretada, por ter se colocado na situação em que se tornou vítima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Como ocorre a uma mulher, assediada por profissional bem conceituado, em seu local de trabalho. Se nenhuma outra contou experiência semelhante, a vítima prefere esconder o fato, para não provocar o pensamento “algo ela deve ter feito para acontecer logo com ela”. E, dessa forma, protegido pela discrição e a vergonha de ter sido vítima, o vilão da história está livre para continuar agindo. Até que exagere na repetição dos fatos e a verdade comece a pipocar, aqui e ali, desmascarando-o.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Por falar em vilão, a escritora também chama a atenção, no referido livro, para a mudança de comportamento, na sociedade brasileira, cada vez mais condescendente com os bandidos, tanto nas novelas como na vida real. Nas primeiras, é comum os espectadores torcerem pelo mau caráter, em geral apresentado como mais inteligente, ardiloso, em detrimento do “herói”, quase sempre irritantemente ingênuo e fácil de enganar, deixando-se enrolar pelas artimanhas do outro; na vida real, além da aceitação implícita no conceito “ele rouba, mas faz”, basta o sujeito ser poderoso para as falcatruas passarem em brancas nuvens, bem-vindo em todas as rodas, como se não fosse o sem-vergonha por todos conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essa tolerância, cada vez mais acentuada na sociedade brasileira, cabe grande parte da culpa pelo descaramento que tomou conta da classe política, invadindo inclusive outras áreas, sempre tidas como de total idoneidade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No fundo, os vilões de cada história sabem que, se uns acobertarem aos outros e todos conseguirem se safar com os bolsos cheios, jurando inocência, ao fim de pouco tempo  voltarão ao poder e a novas oportunidades para se aproveitar dos tolos, que somos nós. &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Mas gente do bem só encontra seus iguais quando compreende, pelas repetidas experiências desastrosas, que más amizades e maus líderes não merecem apoio; quando se posiciona, cobra atitudes corretas e castiga ou afasta do seu convívio os malfeitores; quando descobre que há muita gente boa, por esse mundo afora, e é perda de tempo conviver com outro tipo de gente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-7443149934736310414?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/7443149934736310414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/11/uns-e-outros.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/7443149934736310414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/7443149934736310414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/11/uns-e-outros.html' title='Uns e outros'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-6463123033217243381</id><published>2011-11-05T17:26:00.001-02:00</published><updated>2011-11-05T17:28:04.992-02:00</updated><title type='text'>Do bem e do mal</title><content type='html'>As notícias lidas e ouvidas, diariamente, são tão  perturbadoras, que a vontade é ignorar esse mundo insano: nos jornais, só ler as tiras cômicas, as crônicas sociais e as páginas literárias; na TV, preferir o Mundo Animal, onde a perversidade gratuita raramente se manifesta. Contudo, ainda que fizéssemos isso, não estaríamos a salvo do mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro “Mentes Perigosas”, a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva alerta para o “psicopata que mora ao lado”, na forma de pessoas que, convivendo conosco, com aparência comum, sem sinais exteriores de anormalidade,  são especialistas em causar o mal, sem a menor empatia com o sofrimento desencadeado por suas ações. Muitas delas, ainda que não se enquadrem naqueles casos passíveis de punição pela justiça humana, são capazes de destruir famílias, empresas e vidas, pela manipulação dos sentimentos e das situações.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ela cita exemplos: o namorado que se faz de apaixonado, para dar o golpe e desaparecer, assim que põe a mão no dinheiro “emprestado”; a “amiga” que se instala no apartamento de outra, usufrui de tudo e ainda se dá ares  de coitadinha, incapaz de conseguir emprego; o executivo que finge auxiliar o superior e termina ficando com o cargo dele, por meio de artimanhas; a funcionária que parece caída do céu, ao se candidatar ao emprego, preenchendo todos os requisitos, ao ponto de a patroa julgar desnecessárias as referencias; o homem que bate na mulher, pede perdão e bate novamente, alegando amor e ciúmes; os familiares, religiosos, professores e profissionais que se aproveitam da vulnerabilidade de crianças e jovens; os políticos desonestos e todos que ocupam cargos em instituições, com a intenção de se beneficiar. Quando essas situações se repetem, sem despertar o menor remorso, elas caracterizam pessoas “do mal”, incorrigíveis, tipos que precisamos aprender a reconhecer e evitar, para não ser a próxima vítima. Porque, quando a escritora fala que “eles moram ao lado”, ela quer dizer que podemos encontrá-los a qualquer momento, tê-los junto a nós, lançando sua teia, pelo fato de, sendo mentirosos, sem sentimentos, manipuladores, também serem encantadores, inteligentes e bom papo. Sem essas características, não atingiriam seus objetivos facilmente, como em geral acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos dificuldade em reconhecer o mal no outro; procuramos desculpas para as atitudes que nos chocam ou desagradam. Qualquer pessoa pode errar uma e muitas vezes, mas gente “do bem” sabe quando agiu mal, reconhece o erro, procura saná-lo. Gente “do bem” não vive de se locupletar à custa dos outros, nem de difamá-los para tirar vantagem.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pessoas “do mal”, alerta a psiquiatra, são como o escorpião da história, que, ao se encontrar a salvo do outro lado do rio, não resistiu e picou o sapo que lhe dera carona na travessia. “Por quê?” _ perguntou o sapo bonzinho, atônito, enquanto submergia. “Porque é da minha natureza”_ respondeu o escorpião, com  a mesma naturalidade com que alguns se expõem, quando certos de que os outros não reagirão.    &lt;br /&gt;Estudos afirmam que cerca de 96% das pessoas são “razoavelmente decentes e capazes de bons sentimentos”. Sendo isso verdade, como podem os malfeitos da minoria de 4% prevalecerem nas manchetes diárias? Será que o grande espaço ocupado pelos pilantras, aproveitadores, ladrões e mentirosos contumazes não se deve ao comodismo dos outros, que cedem lugar, preferindo se encolher que tomar atitudes de enfrentamento, ao perceber o descaramento e a falta de escrúpulos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-6463123033217243381?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/6463123033217243381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/11/do-bem-e-do-mal.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/6463123033217243381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/6463123033217243381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/11/do-bem-e-do-mal.html' title='Do bem e do mal'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-20062311528152720</id><published>2011-10-28T16:05:00.002-02:00</published><updated>2011-10-28T16:10:47.920-02:00</updated><title type='text'>A lição que se aproveita</title><content type='html'>A Líbia, país ao norte da África _ palco de muitas lutas e abuso de poder por parte de vários outros povos, inclusive europeus _ obteve a independência em 1952, ocasião em que um líder religioso foi coroado rei. Teoricamente independente, era forte a influência econômica dos Estados Unidos e do Reino Unido, autorizados a manter tropas em seu território. A descoberta de jazidas de petróleo, em 1959, tornou-a ainda mais atraente aos olhos estrangeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1969, revoltado com a opressão da monarquia pró-ocidente então vigente na Líbia, o chefe militar Muammar Khadafi liderou a revolução que ocasionou a queda do regime monárquico. Ironicamente, alçado ao poder, implantou a ditadura mais longa da história da África e dos povos árabes. Responsável por vários atentados, inclusive internacionais, financiou revoluções e terroristas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após 42 anos de regime de terror, em fevereiro de 2011, incentivados pela derrubada do poder no Egito e na Tunísia, os líbios iniciaram, nas ruas, um movimento de protesto contra o longo governo do ditador. Logo o levante popular se transformou em guerra civil, ocasionando a fuga do ditador, em agosto, e a sua morte, em outubro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assassinado por homens de seu povo, imagens de sua morte circularam pela internet, num extravasamento do ódio acumulado em décadas de opressão. Ferido, mas ainda vivo, Khadafi sofreu atos de barbárie, atrocidades amplamente divulgadas, após ser capturado e mesmo depois de morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Muammar Khadafi, como qualquer líder ou cidadão comum, não teve somente o lado perverso ou daninho, tanto que conquistou seguidores fanáticos, em seu país, e a certa altura da história conseguiu a aprovação de vários líderes mundiais que, interessados em estabelecer negociações com o país rico em petróleo, não tiveram pejo em posar ao seu lado, em fotos sorridentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Político astuto, soube usar os interesses e vaidades alheios a seu favor e, até certo ponto, deu ao povo árabe a impressão de que se preocupava com ele, fortalecendo a economia, ao nacionalizar a extração do petróleo, os bancos e as empresas estrangeiras.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“Morto pelas mãos da revolução”, como foi anunciado ao mundo o seu assassinato, sua morte pretende significar “o fim da tirania e da ditadura” _ por acaso, as mesmas razões que o alçaram ao poder. Resta saber como se portarão, no futuro, esses que o executaram, com tanto gosto. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O poder corrompe, com facilidade; dá a falsa ilusão de que se é dono do coletivo, principalmente por culpa dos  outros, que deixam acontecer, como seguidamente o fazem. E fazem-no por razões que vão da incompetência, passando pelo comodismo, até a esperança de, sendo solidários, também se locupletarem. Tudo isso mesclado ao jogo de vaidades, bem articulado pelos espertos, capazes de convencer os tolos de que são mais que marionetes, utilizadas para ressaltar a arte de quem as maneja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história se repete e continuará se repetindo, pela característica humana de acomodação e consentimento, enquanto ardem os olhos dos outros. Mas em cada história se aprende um pouco e nessa a lição é a força da mobilização em torno de uma causa, quando o povo entende que chega de abusos e descobre que o poder de mudar está em suas mãos, como a história do mundo nos mostra, em significativos capítulos. Aí o povo sai às ruas, em protesto, insurge-se pela internet ou em artigos na mídia, mostra o seu descontentamento e avisa que é hora de mudar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-20062311528152720?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/20062311528152720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/10/licao-que-se-aproveita.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/20062311528152720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/20062311528152720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/10/licao-que-se-aproveita.html' title='A lição que se aproveita'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-7002976480342807413</id><published>2011-10-21T23:44:00.001-02:00</published><updated>2011-10-21T23:47:40.229-02:00</updated><title type='text'>Expectativas</title><content type='html'>Presenteei a menina com uma boneca, no Dia da Criança.  A boneca fala muitas frases, mas a neta gostou mais da mamadeira e da chupeta presas à caixa. Enfiou a chupeta na boca da boneca e isso pareceu mais divertido que ouvi-la falar. Correu até a pia do banheiro, encheu a mamadeira e isso, com certeza, foi divertido. Ajustou o bico da mamadeira à pequena abertura na boca do bebê e esvaziou o seu conteúdo. Não satisfeita, repetiu a operação, o ato de alimentar a “filha” mais interessante que ouvi-la balbuciar frases variadas. Depois, recostou a boneca na almofada do sofá, para fazê-la dormir. Aí, deu risada: “Ela fez xixi no sofá da vovó”! _ comprovou, deliciada, passando a mão na almofada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prima ganhou uma boneca que caminhava, após ser operada de apendicite. Escondida sob o vestido, nas costas, a boneca possuía uma chave que, girada no sentido dos ponteiros do relógio, propiciava um caminhar duro, pernas e braços se movimentando no mesmo ritmo, como robô. Era linda a boneca, aos meus olhos de criança.  &lt;br /&gt;Passado pouco tempo, a segunda prima também precisou ser operada de apendicite e _ oh, maravilha! _ foi presenteada com um boneco, flexível como um bebê de verdade, que chorava, ao ser apertado um botão em suas costas. Lindo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eu possuía um bebê de borracha que fazia xixi, após ser alimentado com uma mamadeira de água. Mas, naturalmente, ao conhecer a boneca que caminhava e o bebê chorão, ambos “made in USA”, eles se transformaram no meu sonho secreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha infância, ao contrário de hoje, as crianças só tinham direito a presentes em ocasiões especiais, como Natal, aniversário e Páscoa, quando recebiam ovinhos de chocolate; além disso, brinquedos eletrônicos costumavam ser importados e caríssimos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na clarividência dos meus nove anos, deduzi que operação de apendicite correspondia a premio especial. E apendicite, naquele tempo, era quase modismo, o que me dava grande chance. Assim que não deu outra: quase com alegria, não fosse pela forte dor, recebi a notícia de que precisaria ser operada, imediatamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recuperada da anestesia, fui presenteada com uma caixa grande de lápis de cor e um livrinho com figuras para colorir, no lugar da esperada boneca. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Àquela altura dos acontecimentos, contudo, por frases ouvidas aqui e ali, eu já havia feito a dissociação entre apendicite e bonecas importadas, de forma que o importante foi me sentir especial, com toda a atenção recebida, por ter sido operada. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Passados muitos anos, qual a minha surpresa ao ver, na prateleira da loja, a preços surpreendentemente acessíveis (fabricadas na China?), vários tipos de bonecas, cada uma fazendo mais gracinhas que a outra. Ao ter comprimido o botão na barriga, a primeira repete tudo que ouve, a segunda fala várias frases, a terceira canta modinhas infantis. Escolho aquela com maior repertório de expressões, justamente um bebê flexível. O pretexto é o Dia da Criança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Isso acontece”, falo para a neta, quando mostra a almofada molhada, assimilando o fato de que, para ela, acostumada a brinquedos eletrônicos, interagir com a “filha” seja mais interessante que ouvi-la desenrolar o monólogo programado. Tal como, na infância, imaginei que receberia o presente desejado, agora também imaginei que se encantaria com a fala da boneca; a imaginação fértil prega peças e cria falsas expectativas. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Talvez seja interessante providenciar uma fralda descartável para a boneca, que agora se chama Maria Alice. Sem frustração, caso a graça seja molhar o sofá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-7002976480342807413?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/7002976480342807413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/10/expectativas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/7002976480342807413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/7002976480342807413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/10/expectativas.html' title='Expectativas'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-7608947661068613565</id><published>2011-10-16T19:39:00.001-02:00</published><updated>2011-10-16T19:41:02.330-02:00</updated><title type='text'>Os ranchos de torrão na paisagem gaúcha</title><content type='html'>A amiga perguntou se, no fundo do baú de onde retiro lembranças, não havia um rancho de torrão, como aqueles que antigamente povoavam as estâncias. Procurando, encontrei não um, mas vários ranchos, cada um com a sua história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num tempo em que, no interior do Rio Grande do Sul, havia carência de material de construção, os ranchos, usualmente moradia das famílias dos peões, eram construídos com blocos maciços de terra vegetal e capim, sobrepostos. Lançadas umas sobre as outras, com força e habilidade, as leivas se aglutinavam, pela compressão, como cimentadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cobertura do rancho era de palha santa-fé, costurada com arame fino sobre uma armação de madeira. Um homem ficava embaixo e o outro sobre a armação, colocando os feixes de palha e trespassando-os com o arame, para fixá-los, conforme o arame (colocado na agulha apropriada, presa a um bambu) era reenviado pelo que estava no solo _ operação que, por utilizar arame de quincha, chamava-se “quinchar”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após algum tempo, o capim e as raízes secavam, fazendo com que, pelo material usado, os ranchos possuíssem bom isolamento acústico e térmico, sendo frescos no verão e quentes no inverno.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As janelas, em geral, possuíam somente postigos, mas,  de acordo com o capricho dos proprietários, algumas ganhavam vidros e até cortinas curtas em algodão floreado.Muitos, inclusive, caiavam as paredes internas e externas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cômodos costumavam se dividir em um ou dois quartos e uma ampla cozinha, ponto de reunião da família. Como o banheiro costumava ser uma casinha de madeira, afastada da casa, os banhos aconteciam também na cozinha, numa bacia de louça ágata, onde era colocada a água quente, retirada da chaleira de ferro sempre sobre o fogão a lenha. &lt;br /&gt;As leivas eram retiradas exatamente do local onde o rancho seria erguido, proporcionando o piso firme de terra batida, inclusive no terreno ao redor da casa. &lt;br /&gt;No início da década de 70, meu sogro começou a construção de casas de alvenaria para os empregados, em substituição aos poucos ranchos ainda existentes,  obedecendo sempre à mesma planta, com o máximo de aproveitamento do material: sala, 2 ou 3 quartos, cozinha, banheiro e um tanque coberto, à saída da cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha sogra e eu acompanhávamos com grande entusiasmo a construção da moradia de um posteiro, funcionário antigo. Quando ficou pronta, fomos visitá-la, esperando encontrar a dona da casa feliz e sorridente. Para nossa surpresa, ela se declarou aborrecida com a perspectiva de ter que passar a lavar o chão de ladrilhos vermelhos. “Antes, era só baldear e pronto” _ explicou, referindo-se ao sistema de jogar água sobre o piso, por ser de terra batida.  Passado o desencanto, tivemos que rir, por compreender que a noção de conforto varia de pessoa para pessoa. Jamais imagináramos que alguém pudesse não apreciar banheiro e cozinha com água encanada, além de uma salinha gostosa para reunir a família.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aos poucos, os ranchos de torrão desapareceram da paisagem gaúcha, substituídos pelas “casas de material”. Sem o aconchego do fogão a lenha, trocado pelo fogão a gás, as famílias passaram a se reunir em frente à televisão e as antenas sobre o telhado se transformaram em símbolo social.  O campo entrou na modernidade e novos sonhos de consumo se transformaram em necessidades imprescindíveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-7608947661068613565?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/7608947661068613565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/10/os-ranchos-de-torrao-na-paisagem-gaucha_16.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/7608947661068613565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/7608947661068613565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/10/os-ranchos-de-torrao-na-paisagem-gaucha_16.html' title='Os ranchos de torrão na paisagem gaúcha'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-6826923183542463034</id><published>2011-10-16T19:39:00.000-02:00</published><updated>2011-10-16T19:41:01.781-02:00</updated><title type='text'>Os ranchos de torrão na paisagem gaúcha</title><content type='html'>A amiga perguntou se, no fundo do baú de onde retiro lembranças, não havia um rancho de torrão, como aqueles que antigamente povoavam as estâncias. Procurando, encontrei não um, mas vários ranchos, cada um com a sua história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num tempo em que, no interior do Rio Grande do Sul, havia carência de material de construção, os ranchos, usualmente moradia das famílias dos peões, eram construídos com blocos maciços de terra vegetal e capim, sobrepostos. Lançadas umas sobre as outras, com força e habilidade, as leivas se aglutinavam, pela compressão, como cimentadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cobertura do rancho era de palha santa-fé, costurada com arame fino sobre uma armação de madeira. Um homem ficava embaixo e o outro sobre a armação, colocando os feixes de palha e trespassando-os com o arame, para fixá-los, conforme o arame (colocado na agulha apropriada, presa a um bambu) era reenviado pelo que estava no solo _ operação que, por utilizar arame de quincha, chamava-se “quinchar”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após algum tempo, o capim e as raízes secavam, fazendo com que, pelo material usado, os ranchos possuíssem bom isolamento acústico e térmico, sendo frescos no verão e quentes no inverno.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As janelas, em geral, possuíam somente postigos, mas,  de acordo com o capricho dos proprietários, algumas ganhavam vidros e até cortinas curtas em algodão floreado.Muitos, inclusive, caiavam as paredes internas e externas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cômodos costumavam se dividir em um ou dois quartos e uma ampla cozinha, ponto de reunião da família. Como o banheiro costumava ser uma casinha de madeira, afastada da casa, os banhos aconteciam também na cozinha, numa bacia de louça ágata, onde era colocada a água quente, retirada da chaleira de ferro sempre sobre o fogão a lenha. &lt;br /&gt;As leivas eram retiradas exatamente do local onde o rancho seria erguido, proporcionando o piso firme de terra batida, inclusive no terreno ao redor da casa. &lt;br /&gt;No início da década de 70, meu sogro começou a construção de casas de alvenaria para os empregados, em substituição aos poucos ranchos ainda existentes,  obedecendo sempre à mesma planta, com o máximo de aproveitamento do material: sala, 2 ou 3 quartos, cozinha, banheiro e um tanque coberto, à saída da cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha sogra e eu acompanhávamos com grande entusiasmo a construção da moradia de um posteiro, funcionário antigo. Quando ficou pronta, fomos visitá-la, esperando encontrar a dona da casa feliz e sorridente. Para nossa surpresa, ela se declarou aborrecida com a perspectiva de ter que passar a lavar o chão de ladrilhos vermelhos. “Antes, era só baldear e pronto” _ explicou, referindo-se ao sistema de jogar água sobre o piso, por ser de terra batida.  Passado o desencanto, tivemos que rir, por compreender que a noção de conforto varia de pessoa para pessoa. Jamais imagináramos que alguém pudesse não apreciar banheiro e cozinha com água encanada, além de uma salinha gostosa para reunir a família.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aos poucos, os ranchos de torrão desapareceram da paisagem gaúcha, substituídos pelas “casas de material”. Sem o aconchego do fogão a lenha, trocado pelo fogão a gás, as famílias passaram a se reunir em frente à televisão e as antenas sobre o telhado se transformaram em símbolo social.  O campo entrou na modernidade e novos sonhos de consumo se transformaram em necessidades imprescindíveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-6826923183542463034?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/6826923183542463034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/10/os-ranchos-de-torrao-na-paisagem-gaucha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/6826923183542463034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/6826923183542463034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/10/os-ranchos-de-torrao-na-paisagem-gaucha.html' title='Os ranchos de torrão na paisagem gaúcha'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-9018587955503350040</id><published>2011-10-07T18:36:00.001-03:00</published><updated>2011-10-07T18:38:15.558-03:00</updated><title type='text'>Mania de conflito</title><content type='html'>Em Reportagem Especial, no domingo 28 de agosto, o jornal Zero Hora, RS, chamou a atenção para uma característica gaúcha que acabou se transformando em entrave para o desenvolvimento. A reportagem questionava se o passado de revoluções  seria o responsável pela tendência do gaúcho ao conflito, como método para resolver as diferenças (modernamente, a negociação é considerada mais promissora, por criar parceiros, em lugar de vencedores e perdedores). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tentativas de reforma e modernização”, nas palavras do repórter Itamar Melo, são travadas pela “incapacidade de criar consenso em torno de projetos fundamentais”. Como exemplo, ele cita reformas necessárias, barradas por determinados sindicatos, e “casos prosaicos”, criados por diferentes ativistas. Quem não conhece alguns?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na política, agora segundo a cientista política Maria Isabel Noll, “projetos com pontos positivos e negativos são rejeitados como um todo, porque não há negociação”, diferente do que ocorre em outros Estados, onde “situação e oposição se unem em defesa de pontos fundamentais”. No Rio Grande, o “imobilismo” é incentivado pela força das corporações e grupos de interesse, que se unem para impedir quaisquer mudanças. Sem que as mudanças propostas encontrem aceitação, no Estado, nos municípios, nas instituições, tudo fica travado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada nova idéia, mil vozes se erguem, gritando “Sou contra”, na maioria das vezes sem sequer saber bem do que se trata. Pelo costume de contrariar, algumas vezes; pelo despeito de não ser o dono da idéia, em outras _ e aqui a opinião já é pessoal. Mas o pior é que o projeto promissor esmorece, volta pra baixo da pilha, em lugar de sofrer as alterações necessárias e se transformar em realidade, para beneficiar a quem de direito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais cômodo ser contra qualquer novidade. Imagine como ficam os outros, quando a idéia de alguém ameaça dar certo. Por isso os grupos se fecham, rejeitando as razões daqueles tidos como oposição. E quando alguém consegue romper o círculo, bracejando para alcançar outra margem, vozes e mãos tentam impedi-lo de avançar, colocando  impedimentos e puxando-o para trás e para baixo _como fazem os caranguejos, mais preocupados em impedir o avanço dos outros que em providenciar a sua própria salvação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reportagem, fruto de pesquisa, apresentando inúmeros exemplos que comprovam a sua veracidade, coloca o dedo na ferida do comportamento gaúcho, fazendo-a sangrar.  Considerando que “roupa suja se lava em casa”, talvez fosse mais inteligente não comentá-la. Acontece que, infelizmente, notícias diariamente divulgadas nos levam a recear que essa situação, exemplo da nossa mesquinha humanidade, se repita por esse Brasil afora, com raras exceções. E nesse caso é bom que cada um faça o seu exame de consciência.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Mas, voltando à negociação, ela só rende frutos quando são reconhecidos o poder e a força de ambos os negociadores. E aí entram as parcerias, as instituições apoiadoras. Sozinho, escorado apenas num bom discurso, ninguém faz valer as suas idéias, ainda que razoáveis.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O prazer da polêmica atrapalha a concretização dos projetos. Troque-se a polêmica pela negociação e a conseqüente realização, para ver no que dá. Acredite-se, até prova em contrário, que algo bom pode sair de outras cabeças. E, sempre que isso acontecer, que a nossa tenha a humildade e a luz necessária para apoiar e aplaudir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-9018587955503350040?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/9018587955503350040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/10/mania-de-conflito.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/9018587955503350040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/9018587955503350040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/10/mania-de-conflito.html' title='Mania de conflito'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-8656365759764931249</id><published>2011-10-01T01:14:00.000-03:00</published><updated>2011-10-01T01:15:41.075-03:00</updated><title type='text'>Uma história banal</title><content type='html'>A pulseira era de prata mexicana, com um berloque grande: um peixe gordinho, com pedrinhas em verde vivo no lugar dos olhos. Usada sem maiores cuidados, certo dia foi notada a perda de um dos olhos do peixinho e aí você já sabe que a dona da pulseira passou a enxergar só o defeito, que a cada dia parecia mais gritante. Era colocar a pulseira e com três dedos da outra mão segurar o peixinho, para comprovar que continuava sem um olho (como se, sem ajuda, ele pudesse se recuperar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após algum tempo sem conseguir resolver o problema, exasperada, a dona pegou um alicate, abriu o elo do berloque e retirou-o da pulseira. “Que solução inteligente”, alguém ironizará e até concordo, mas foi a única que lhe ocorreu. E até que, por um momento, a sensação foi de alívio, como acontece quando a gente resolve cortar com o passado e seguir em frente, deixando os incômodos para trás. Só que, com isso, a pulseira ficou descaracterizada e terminou posta de lado; o peixinho foi esquecido em qualquer lugar e logo perdido.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Passado mais algum tempo, voltou a moda das pulseiras com berloque. A mulher lembrou-se da sua e a encontrou no fundo da caixa das bijuterias. Num Mea Culpa tardio,  reconheceu que, com mais paciência e interesse, poderia  ter dado um final feliz ao que transformara em drama. Mas por onde andaria o peixinho dos olhos verdes? Quem lhe teria percebido o encanto? Alguém teria compreendido que duas novas pedrinhas coloridas e um pingo de Super Bonder resolveriam a questão?  Por que dera tanta importância ao pequeno inconveniente? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorriu de si mesma: “Pequeno inconveniente? Não foi o que pensei, quando preferi arrancar o peixinho. Mas agora é tarde, não adianta pensar nisso”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi esse pensamento, “agora é tarde”, que a fez lembrar a história ouvida à tarde. Aquela história corriqueira do relacionamento que vai mal, não vale a pena lutar por ele, tentar contornar os problemas; mundos muito diferentes, cada um na sua, ninguém disposto a ceder ou  olhar o lado do outro. Quando pequenos defeitos ou diferenças crescem ao ponto de abafar todas as qualidades ou pontos de união antes reconhecidos. História banal em que o olho do peixinho passa a ser o centro das atenções, causa de todos os aborrecimentos. Até que, esgotados, um ou os dois decidem que, já que a pedrinha verde foi perdida, o peixinho ficará sem olho e assim perdeu o valor. De comum acordo ou pela vontade de um, acabam o relacionamento, o namoro, o casamento, a amizade. Só pra descobrirem, algumas vezes, que a pulseira é que perde o valor, sem o berloque que lhe dá sentido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-8656365759764931249?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/8656365759764931249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/10/uma-historia-banal.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/8656365759764931249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/8656365759764931249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/10/uma-historia-banal.html' title='Uma história banal'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-2927761489934059325</id><published>2011-09-23T20:32:00.001-03:00</published><updated>2011-09-23T20:34:25.389-03:00</updated><title type='text'>Mas o tempo segue em frente</title><content type='html'>No meio rural, desde o final do século passado, grandes mudanças ocorreram. BR-116 asfaltada e instalação da rede elétrica, por exemplo, pareciam sonhos para a geração seguinte, no interior do Município de Pedro Osorio, extremo sul do Rio Grande, onde se passa essa história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, porém, após longa espera, foi liberado o trecho da estrada entre Pelotas e Jaguarão, diminuindo pela metade o tempo necessário ao percurso (a essa altura, para facilitar, as porteiras de arame já haviam sido substituídas por cancelas e depois por mata-burro). Mais tarde, através das torres da CEEE, chegou a eletricidade. Para compensar o tempo perdido, todas as propriedades rurais foram abastecidas com eletrodomésticos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na Fazenda da Figueira, a geladeira a querosene (que já havia sido modificada para gás), foi substituída pela  duplex; a despensa e o açougue ganharam freezers. Aliás, o açougue foi o primeiro a ser beneficiado com a refrigeração adequada, fazendo alguns hóspedes falarem em levar para lá a cama, nas noites quentes, antes que a medida fosse estendida aos quartos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizes da vida com a conquista da energia elétrica, alguns se desfizeram dos antigos geradores _ medida que se mostrou precipitada, já no primeiro temporal. Mal os primeiros raios cruzavam o céu, faltava a energia. E o pior é que então o freezer estava cheio, pois a facilidade de conservação da carne ocasionara a substituição do abate de ovinos pelo de bovinos. No caso particular, como os geradores haviam sido conservados, por medida de precaução, eles passaram a funcionar muito mais que no tempo em que não havia rede elétrica externa, pela impossibilidade de ficar com freezer e geladeira desligados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, o telefone via rádio se tornou acessível e, sem demorar muito, chegou o celular e logo a internet, através do modem de alguma companhia telefônica.&lt;br /&gt;Enquanto isso, os rebanhos ovinos diminuíram, pela desvalorização da lã diante dos sintéticos, e até a carne de cordeiro ganhar status levaria certo tempo. Os fazendeiros passaram a pensar como empresários rurais, fazendo planejamentos e projeções para os próximos anos, sem prescindir de notebook e internet. Aumentaram as áreas de agricultura e o barulho dos tratores abafou o grito do quero-quero e assustou as emas, que foram pra longe, com seus filhotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os novos tempos mudaram os hábitos e ficou mais simples comprar sabão em pó que perder horas, fazendo o sabão pra consumo próprio. Antenas de televisão denunciavam a novidade, nas casas dos peões, distribuídas pelo campo. As mulheres se deixavam ficar em frente à telinha desde o programa matinal da Xuxa e por isso novas necessidades de consumo foram criadas e as hortas foram abandonadas. Antigos hábitos de economia _ como cerzir as meias, com auxílio de um ovo de madeira, colocado em seu interior, ou confeccionar as roupas de todos os membros da família _ foram esquecidos. As crianças, desinteressadas dos  boizinhos  de ossos e dos carrinhos de madeira artesanais, passaram a sonhar com a Barbie e o Homem Aranha. As estradas melhor conservadas também proporcionaram mudanças nos meios de locomoção: para ir à cidade mais próxima, os funcionários trocaram o cavalo pela bicicleta, inicialmente, depois pela moto e pelo Chevette de segunda ou terceira mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tantas mudanças, a violência chegou ao campo. A paz se tornou lembrança de quando as portas permaneciam abertas, as casas dispensavam grades e o latido dos cães significava a chegada bem-vinda de alguém. Na sala, o hábito da leitura sofreu a concorrência da TV; escassearam as noites no alpendre, ninguém mais contou estrelas ou procurou o Cruzeiro do Sul, as Três Marias e, por fim, a passagem dos satélites artificiais, no céu estrelado. No galpão, fascinados pela telinha, os peões substituíram os causos de lobisomens, estradas mal-assombradas e panelas cheias de ouro enterradas sob as árvores, pelos lances emocionantes da novela das oito. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas, se perdeu em romantismo e folclore, o campo ganhou em eficiência; a atividade rural virou Agronegócio e se tornou responsável por grande fatia da economia nacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com muitas coisas boas, outras ruins, o tempo seguiu em frente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-2927761489934059325?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/2927761489934059325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/09/mas-o-tempo-segue-em-frente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/2927761489934059325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/2927761489934059325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/09/mas-o-tempo-segue-em-frente.html' title='Mas o tempo segue em frente'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-6079232785236200865</id><published>2011-09-16T22:26:00.001-03:00</published><updated>2011-09-18T13:53:30.228-03:00</updated><title type='text'>Sobre o que estávamos falando?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-oi9uzRYb1-E/TnYh-vZx4wI/AAAAAAAAArU/iQb9GvHxlz8/s1600/DSC_0456.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-oi9uzRYb1-E/TnYh-vZx4wI/AAAAAAAAArU/iQb9GvHxlz8/s400/DSC_0456.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653743743970435842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe aquelas pessoas que começam um assunto, passam para outro e daí a pouco nem sabem do que estavam falando? Faço isso, às vezes. Quando menina, bastava começar a arrumação no armário de livros da mamãe para me interessar pela leitura de algum e esquecer o que tinha ido fazer ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredite, foi o que aconteceu, quando resolvi mexer na caixa onde guardo, junto com fotos preservadas de alguns antepassados, os dados genealógicos obtidos em várias pesquisas, justamente naqueles muitos anos em que morei no campo, com raras vindas a cidade de Pelotas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como, então, apesar das inúmeras e produtivas atividades desenvolvidas, o tempo continuava sobrando, depois de devorar todos os livros que encontrei pela frente, comecei a me interessar pela história dos antepassados e me lancei à pesquisa. Na Bíblia materna, encontrei o ponto de partida para o conhecimento das minhas origens, tanto pelo lado materno como paterno; em papéis guardados pelo sogro, achei outro fio que conduzia ao passado. Dali em diante, fui puxando os fios e descobrindo que eram compridos, pois sempre havia outro pai e outra mãe, que por sua vez eram filhos de... e assim a história foi encompridando, as árvores se misturando, tios casados com sobrinhas, viúvos casando com as cunhadas, confusão de nomes, irmãos com sobrenomes diferentes. Levei tempo para entender, mas acabei familiarizada com muitos personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo porque algumas pessoas tiveram a preocupação de preservar documentos, fotos e álbuns. Se ninguém tivesse  esse interesse, não haveria história, tal como a conhecemos. História fantasiosa, às vezes, porque quem conta pode enfeitá-la, para se engrandecer. Como as pessoas que se submetem à regressão e depois sempre relatam que, em outras vidas, foram reis, princesas, sheiks árabes; ninguém se descobre o ajudante de cozinha do administrador do castelo.  Mas, exageros à parte, é interessante conhecer nossas raízes, descobrir de onde vieram os antepassados, especular a razão por que deixaram pra trás o seu lugar de origem para enfrentar o desconhecido, em terra estranha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, com a facilidade da internet, qualquer um pode começar a sua árvore genealógica, através de sites próprios para isso. Começa com os dados de que dispõe (pais, irmãos e avós, por exemplo) e logo verá os galhos se estenderem, com informações colhidas aqui e ali e comunicação com outras árvores já existentes, inclusive na internet. É impressionante o número de pessoas que sequer sabe os nomes do bisavô, por nunca ter perguntado. Começar a juntar os dados, aproveitando a existência de pessoas que possuem as informações, pode ser muito interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que eu estava falando, mesmo? Por que enveredei por esse assunto? Ah, lembrei. Eu ia contar que, bisbilhotando na caixa onde guardo fotos e documentos antigos, comecei a lembrar de quando fazia pesquisa genealógica, para aproveitar o tempo que sobrava. Por associação de idéias, lembrei da vida que então se levava no meio rural, das muitas atividades desenvolvidas para garantir o bem-estar cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas dessas atividades _ como fazer sabão e velas, para uso caseiro _ ficaram no passado, parte das vivências de cada um. Preservadas em crônicas, tornam-se o depoimento de uma época. Velhos recortes de jornais, guardados em outra caixa qualquer,  amanhã farão sorrir a quem nasceu em outro século e nem consegue imaginar um mundo sem internet, celular, comida congelada e estradas asfaltadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-6079232785236200865?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/6079232785236200865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/09/sobre-o-que-estavamos-falando.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/6079232785236200865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/6079232785236200865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/09/sobre-o-que-estavamos-falando.html' title='Sobre o que estávamos falando?'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-oi9uzRYb1-E/TnYh-vZx4wI/AAAAAAAAArU/iQb9GvHxlz8/s72-c/DSC_0456.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-4621308314397831205</id><published>2011-09-09T20:47:00.003-03:00</published><updated>2011-09-09T22:07:01.069-03:00</updated><title type='text'>Outros tempos, outras vivências</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-y5ad8s4slmc/Tmq4GckzuXI/AAAAAAAAArM/qNWbMeg1UFo/s1600/DSC_0500.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-y5ad8s4slmc/Tmq4GckzuXI/AAAAAAAAArM/qNWbMeg1UFo/s400/DSC_0500.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650531103379011954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Remexi o baú e, em crônicas anteriores, puxei lembranças do início da minha vida na Fazenda da Figueira, interior do Município de Pedro Osorio, quando recém casada e dona de casa iniciante.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Naquela época (início da década de 70), usufruíamos de algumas regalias a que já me referi, modernidades então incomuns no meio rural, como o gerador de energia, a rede de água potável e a luz de bateria em lugar das velas ou dos lampiões usados em outras propriedades.  Da mesma forma, os meios de comunicação eram eficientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre a sede e as casas dos posteiros, localizadas em pontos estratégicos do campo, a comunicação era feita por telefone interno, permitindo combinar atividades e saber o que ocorria no outro extremo da propriedade. Quando as chuvas se prolongavam, ameaçando enchente grossa, o Orocildo telefonava, avisando que o rio Piratini estava subindo e por isso tinha começado a retirar o gado para outro local, onde não correria perigo. Era comum a água do rio subir com assustadora rapidez, lembrando o pânico da enchente de 1959, quando a família do Elmiro precisou se resguardar  sobre o telhado da casa inundada, até o socorro chegar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, no inverno, a chuva persistia por dias, ameaçando enchente, a dúvida era entre permanecer na sede, que poderia ficar ilhada por dois ou três dias, ou vir para Pelotas, onde tínhamos casa, bem pouco habitada. Era comum preferirmos ficar lá, inclusive para administrar melhor os problemas ocasionados pelas águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vieram os filhos, como encarávamos com naturalidade os desmandos da natureza, por termos sido os dois criados no meio rural, tudo continuou igual. Lembro especialmente de certa tarde, no inverno, quando a chuva caía, há vários dias, como se São Pedro houvesse esquecido alguma torneira aberta no céu, e, antes que a estrada ficasse interrompida, o marido perguntou se haveria  problema em permanecermos lá ou se preferia sair antes que fosse tarde. Com a casa organizada, despensa abastecida, farmácia caseira com previsão para várias eventualidades, respondi que preferia ficar. Por sorte, tudo correu bem até o sol voltar e o trânsito ser restabelecido, fazendo acreditar num anjo protetor de olho pregado em pais jovens.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Porque, para a época a que me refiro, até que a nossa situação era das mais tranqüilas. A maioria dos nossos amigos passava maiores dificuldade, principalmente pela circunstância de estarem mais longe dos recursos, de maneira geral. Doenças infantis, por exemplo, ocasionavam  primeiramente uma incursão ao livro A Vida do Bebê, do Dr De Lamare. Se as recomendações do livro não surtissem efeito, procurava-se o médico, o que representava uma viagem a Pelotas ou a consulta médica intermediada pela sogra, no meu caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comunicação com a cidade era feita através do rádio, marido e mulher com licença de rádio amador e consciência da necessidade de falar somente o essencial, pois a conversa não era particular, constituindo-se em distração para outros. Embora, algumas vezes, também déssemos risadas dos diálogos ouvidos, por acaso. Na cidade, o rádio ficava no apartamento dos sogros e eles é que faziam o meio de campo, conforme as nossas solicitações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outubro, começava a esquila (tosa da lã ovina), que durava um mês. Os esquiladores eram terceirizados e tinham a sua própria cozinha improvisada. A combinação era receberem a carne, diariamente, por isso o abate de ovinos  era intensificado. Independente do café da manhã, às 9h o cozinheiro da parceria preparava um churrasquinho para a turma. Os peões também tinham o costume do churrasquinho a essa hora, quando os meninos da casa, atraídos pelo cheirinho da costela de cordeiro no espeto, ignoravam as recomendações paternas para não perturbarem e se achegavam com jeito de quem só quer olhar, sendo obsequiados com as melhores partes pelo velho Saldanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época da esquila, o programa preferido meu e dos dois guris era sentar sobre as bolsas de lã e assistir ao trabalho rápido e minucioso das tesouras cortando a lã, na intenção de preparar as ovelhas para o verão e de usufruir da renda proporcionada pela entrega, na Cooperativa de Lãs, num tempo em que a lã valia bastante e, por isso, o rebanho ovino era enorme.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eram outros tempos, outras vivências. Nem melhor, nem  pior que o tempo de hoje; apenas diferente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-4621308314397831205?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/4621308314397831205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/09/outros-tempos-outras-vivencias.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/4621308314397831205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/4621308314397831205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/09/outros-tempos-outras-vivencias.html' title='Outros tempos, outras vivências'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-y5ad8s4slmc/Tmq4GckzuXI/AAAAAAAAArM/qNWbMeg1UFo/s72-c/DSC_0500.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-7601999869581498373</id><published>2011-09-02T21:34:00.005-03:00</published><updated>2011-09-05T22:15:12.959-03:00</updated><title type='text'>Muito antes da internet</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WRBK7kqHads/TmV0BFwiwtI/AAAAAAAAAq8/e6IeeBo4vL4/s1600/DSC_0506.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 230px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-WRBK7kqHads/TmV0BFwiwtI/AAAAAAAAAq8/e6IeeBo4vL4/s400/DSC_0506.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649048869680628434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em crônica anterior, comecei a contar sobre a vida na Fazenda da Figueira, como recém-casada. Antes da chegada da rede elétrica, da telefonia e das estradas asfaltadas ao Município de Pedro Osório, onde fica a propriedade. Muito antes da internet, com certeza. Quando os dias eram longos e sobrava tempo para pensar, brincar, amar, inventar.  Por isso, enquanto o marido se dedicava às suas atividades, nas pastagens e na oficina de máquinas, eu aprendia e me divertia, descobrindo os macetes da vida de uma dona de casa, no meio rural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época, década de 1970, a ordem era utilizar ao máximo todos os recursos disponíveis. Incentivada pela sogra, eu criava galinhas, adquirindo pintos de um dia, na Escola Agrotécnica, ou colocando os ovos na chocadeira, o que proporcionava o encantamento de ver os pintinhos furando os ovos, no milagre da vida. Para facilitar o trabalho, que seria o mesmo, independente da quantidade, já que precisaria mantê-los aquecidos e alimentados, fossem um ou mais, comprava 100 pintos por vez. Daí, logicamente, a produção de ovos era enorme. Por mais que consumíssemos, nós e a cozinha dos funcionários, os ovos se acumulavam, até eu poder vir à cidade e presentear os familiares. Problema que foi resolvido com a descoberta de que submergi-los em cal era excelente método de conservação.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Com a fartura de ovos, eu ia para a cozinha e aprendia a preparar cremes, pudins, bolos e bolachinhas. Na cozinha, imperava o fogão a lenha, cuja chapa precisava ser limpa, diariamente, com uma lixa fina, e cujo calor eu tinha  grande dificuldade em conservar _ por isso, na primeira vez em que fiquei sem cozinheira, fui presenteada com um fogão a gás, acessório inusitado no campo, então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-3xHHlQZq810/TmF6gY6dBWI/AAAAAAAAAqk/WkDf2azSYRM/s1600/DSC_0454.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-3xHHlQZq810/TmF6gY6dBWI/AAAAAAAAAqk/WkDf2azSYRM/s320/DSC_0454.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5647930104561337698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nesse ímpeto de produção, o leite obtido pela ordenha das quatro vacas holandesas era desnatado, diariamente,  com o auxílio de uma desnatadeira manual, o que se transformava em bom exercício para os braços, pelo movimento de rotação da manivela, durante os 60 minutos empregados no processo. A nata era conservada na geladeira a querosene até atingir a quantidade adequada para fazer manteiga, quando seria batida à mão, numa tigela, com a colher de pau. Também poderia ser aprontada na batedeira elétrica, mas isso teria que ser à noite, quando o gerador estivesse ligado, e naquela hora a preferência era por sossego. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O requeijão, receita da mamãe, também era muito apreciado, quando havia fartura de leite, embora o resultado final variasse do ótimo ao sofrível, sabe-se lá a razão. &lt;br /&gt;Ainda na mesma idéia de aproveitar todos os recursos, com a graxa bovina, acrescida de soda cáustica e breu, mensalmente eram preparados vários quilos de sabão, que, colocados em caixas de madeira e cortados em retângulos, depois de fria a massa, eram usados para lavar a roupa e para a limpeza da casa. O sabão era feito ao ar livre, num grande tacho de cobre, sobre um fogo de chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas noites de verão, no alpendre, sob o céu  estrelado, sogro e sogra lembravam o início de sua vida, na Fazenda. “Hoje tudo é muito fácil”, dizia ela, mostrando a máquina de costura portátil, onde embainhara as fraldas para os filhos, por não haver fraldas prontas, naquela época. “A roupa era lavada na sanga”, continuava, antes da instalação da caixa d´agua, abastecida pela bomba acionada por  um primitivo motor a gasolina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Fazenda da Figueira, parte da estância adquirida, em hasta pública, na cidade de Jaguarão, em outubro de 1868, pelos irmãos Possidônio e Felisberto Mâncio da Cunha, permanece na família, desde então (contam que Possidônio, com procuração de Felisberto para efetuar a compra em nome dos dois, percorreu a galope a distância entre Pelotas e Jaguarão, trocando de cavalo, conforme aquele cansava, a fim de não perder a oportunidade do negócio). Pelo casamento, tornei-me parte dessa história. Mas as vivências que conto pertencem a todas as mulheres que, como eu, descobriram  motivação e prazer na vida no campo. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-7601999869581498373?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/7601999869581498373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/09/muito-antes-da-internet.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/7601999869581498373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/7601999869581498373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/09/muito-antes-da-internet.html' title='Muito antes da internet'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-WRBK7kqHads/TmV0BFwiwtI/AAAAAAAAAq8/e6IeeBo4vL4/s72-c/DSC_0506.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-8947589014335853266</id><published>2011-08-26T22:50:00.001-03:00</published><updated>2011-08-27T17:34:18.449-03:00</updated><title type='text'>Do fundo do baú</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-KFgR9UWwGw0/TllTTTZtZCI/AAAAAAAAAqc/VxztjtyTAEA/s1600/DSC_0496.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 217px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-KFgR9UWwGw0/TllTTTZtZCI/AAAAAAAAAqc/VxztjtyTAEA/s400/DSC_0496.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5645635198976353314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve tempo em que, mais que “do lar”, fui “do campo”. Recém casada, morei muito tempo na fazenda, no interior de Pedro Osório, com esporádicas vindas a Pelotas _ situação que me agradava, pelas raízes campeiras, desenvolvidas desde a infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, na fazenda, naquela época _ pela distância estabelecida pelas estradas precárias (antes da construção da ponte sobre o rio Piratini e do asfalto, na BR116), pela falta de luz elétrica, telefonia e outros avanços que depois aconteceram _ era preciso criatividade para enfrentar o dia-a-dia. Tendo optado por ter filhos mais tarde (em razão de conhecer a vivência de pai distante, tratando das atividades na propriedade rural, e mãe na cidade, cuidando dos filhos, em idade escolar) e estando o marido envolvido com seus afazeres, cabia-me inventar, além das tarefas necessárias ao bom andamento doméstico, outras que driblassem a solidão dos dias que se estendiam, intermináveis.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Naquele tempo, principalmente em razão do isolamento em que viviam os moradores do campo, com idas quinzenais ao abastecimento comercial mais próximo, a ordem era ser o mais independente possível, produzindo na propriedade tudo que pudesse facilitar a vida, além de obter o maior aproveitamento de cada produto ou situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a rede elétrica ainda não houvesse chegado lá,   possuíamos dois geradores de energia (um na reserva), o que nos dava certo conforto, desde que nos adaptássemos às circunstâncias. A geladeira, por exemplo, era a querosene, e muito vi o sogro estirado no piso frio da copa, acertando a mecha até ficar azul, atividade que exigia muita paciência e a utilização obrigatória do querosene da marca Jacaré. Mas, ligado à tardinha, o gerador permitia que se assistisse ao noticiário e às novelas, na TV Zenith 14 polegadas, visor em preto e branco_ presente de casamento, muito apreciado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando prontos para dormir, do interior da casa (grande conforto), desligávamos o gerador, continuando com a luz das baterias.  Sempre que chovia, havia a preocupação em juntar água destilada para manter o nível, nas baterias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem a possibilidade de possuir um freezer, a carne consumida era basicamente de ovinos, mas mensalmente era providenciado o abate de uma vaca para fornecimento de carne aos posteiros, que dela faziam charque, a fim de garantir a conservação (posteiros são funcionários que moram com a família em casas afastadas da sede, responsabilizando-se pelo cuidado das áreas mais distantes). Seguidamente também ocorria o abate de porcos, motivo de festa, pois os parentes do capataz, Elmiro, tiravam folga do instituto de beleza em Rio Grande e vinham ajudar na empreitada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da Banca do Sêo Antoninho, no Mercado central, eu trazia mais de cem metros de tripa, pimenta e alho, para juntos prepararmos as lingüiças, enchendo as tripas com o auxílio da máquina de guisado, retirado o moedor. A imensa cabeça do porco, raça Landrace, passava a noite cozinhando no caldeirão de ferro, sobre uma trempe, no fogo à lenha. Pela manhã, a carne da cabeça era cortada, temperada e prensada nas formas adequadas para preparar o queijo de porco. Para maior durabilidade, os lombos de porco, depois de temperados e assados, eram conservados em meio à banha, em vasilhas semelhantes às utilizadas para a coleta do leite. As lingüiças, quando prontas, _ após a repartição com a cozinha dos funcionários e com os inúmeros ajudantes _ eram postas no varal, para secar ao sol; algumas iam para a banha, junto com os lombinhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, quando publiquei crônicas com lembranças da infância, um amigo, homem da cidade, disse que gostaria de saber sobre a vida na fazenda, como adulta. Considerei, na ocasião, que as histórias, por banais, não despertariam interesse.  Mas o tempo passou, levando inclusive o tempo que sobrava, e os fatos então corriqueiros se tornaram pitorescos.  Por isso, anos após, remexo o baú e puxo lembranças.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-8947589014335853266?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/8947589014335853266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/08/do-fundo-do-bau.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/8947589014335853266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/8947589014335853266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/08/do-fundo-do-bau.html' title='Do fundo do baú'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-KFgR9UWwGw0/TllTTTZtZCI/AAAAAAAAAqc/VxztjtyTAEA/s72-c/DSC_0496.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-1042205285978859062</id><published>2011-08-23T23:15:00.001-03:00</published><updated>2011-08-23T23:17:25.074-03:00</updated><title type='text'>Ao volante</title><content type='html'>O trânsito de uma cidade é o seu cartão de visitas. Em Punta del Este, quando algum automóvel avança sobre a faixa de segurança, por exemplo, desconhecendo o direito do pedestre, é comum se olhar a placa, com certeza de que não é uruguaia. Uruguaios costumam ser educados, inclusive no trânsito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, brasileiros, não temos esta cultura. Até nem é por mal, algumas vezes; falta de costume, talvez. Com uma boa e persistente campanha de educação para o trânsito, contudo, a situação poderia mudar, em pouco tempo. Principalmente se a campanha motivasse o público infantil, tornando-o parceiro. Já imaginou o controle do moleque, no banco de trás? “Olha a faixa, papai!” _ e o pai retiraria rápido o pé do acelerador. Quem quer ficar mal no conceito do filho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas campanha para mudar cabeças precisa de tempo para ser assimilada, não é coisa de um sábado cá, outro lá. A mídia também precisa ajudar, voltando ao assunto, de vez em quando. E todas as faixas de segurança precisam ser repintadas, para os motoristas se conscientizarem da sua existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas escolinhas infantis, as crianças aprendem a guardar os brinquedos, cantando a música apropriada para esse momento. Em casa, a mãe inicia a canção e a criança já vai juntando o material espalhado, na maior animação. Um jingle de incentivo à gentileza no trânsito é provável que funcionasse, sem doer no bolso, como aconteceria, se multas educativas fossem adotadas. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas, ainda que uma campanha seja implantada e os motoristas aprendam a se comportar, os pedestres também precisam aprender novos hábitos. É comum alguns ignorarem a faixa de segurança e atrapalharem o trânsito, atravessando logo adiante. Até em frente aos hospitais alguns tomam essa atitude, mães com filhos ao colo atravessando depois da faixa, quando poderiam atravessar em segurança. O que significa que a campanha, para ser eficiente, precisaria ser dirigida a motoristas e pedestres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, reconhecido o direito do pedestre, a passagem deve ser realizada com presteza, mostrada a intenção de atravessar. Como agir, por exemplo, quando duas senhoras descem a calçada e ficam conversando, na maior tranqüilidade, como às vezes acontece, paradas junto ao meio fio? Bem que a campanha poderia mostrar, em flashes bem-humorados, os “micos” do trânsito, para que, sentindo-nos ridículos, passássemos a evitá-los. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois a “guerra” não acontece somente entre motoristas e pedestres.  O ato de entrar no carro e assumir a direção parece acionar o botão da arrogância, em algumas pessoas. Todos os sapos que o sujeito precisou engolir, ao longo do dia, são expelidos pela satisfação de se julgar no controle. Permitir o acesso de outro veículo ao fluxo, nas avenidas congestionadas, ou atender à solicitação do motorista estacionado, desejoso de retornar a circular, são gentilezas não proporcionadas por quem precisa se sentir poderoso, de vez em quando. Melhor fingir que não viu o sinal, pedindo passagem, e seguir em frente, acobertado pelos vidros escurecidos.&lt;br /&gt;Temos todos, motoristas e pedestres, muito a aprender. Campanhas educativas e persistentes são necessárias; somente a boa intenção não muda as cabeças. Mas é bom lembrar que motoristas se tornam pedestres, mal estacionam o automóvel. Trocadas as posições, será ótimo contar com pessoas educadas, atrás do volante.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-1042205285978859062?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/1042205285978859062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/08/ao-volante.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/1042205285978859062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/1042205285978859062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/08/ao-volante.html' title='Ao volante'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-944195037594076720</id><published>2011-08-23T23:08:00.001-03:00</published><updated>2011-08-23T23:10:52.236-03:00</updated><title type='text'>Todo cuidado é pouco</title><content type='html'>Falar tudo o que se pensa pode ser perigoso, embora dificilmente alguém escape de alguma indiscrição,  principalmente quando está sob pressão e a observação imprópria flui, quase sem perceber. Ou, ao contrário, quando o sujeito está desprevenido, de bem com a vida, acreditando-se em companhia confiável, razão pela qual se permite externar a opinião que pode ocasionar a sua ruína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pátina do tempo dá um colorido especial ao que passou. Contar safadezas há muito passadas, lembrar amores sepultados no passado pode proporcionar boas risadas, pela periculosidade perdida. Só é preciso observar o período necessário ao vencimento; precipitações podem desencadear sentimentos adormecidos de raiva ou ciúme, daí o cuidado exigido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecedor dessas peculiaridades do comportamento humano, Medeiros e Albuquerque, jornalista, escritor, político e professor pernambucano (1867-1934), desejando deixar para a posteridade o conhecimento de fatos guardados a sete chaves, teve o cuidado de concentrá-los num livro, entregue ao amigo editor, com o pedido de publicação 10 anos após a sua morte, com o título Quando eu era vivo... &lt;br /&gt;Dessa forma, tranqüilo quanto às represálias que as suas opiniões pudessem desencadear, pôde escrever com toda a franqueza, inclusive sobre o que pensava dos seus pares e de suas obras. Custo a crer que, sendo o homem de opinião forte que era, houvesse conseguido conter a língua, em todas as ocasiões em que desejou se manifestar, mas pode-se concluir que ele a segurou bastante, em consideração aos de seu tempo. Guardou-se para o futuro.&lt;br /&gt;Se o ex-ministro Nelson Jobim houvesse tido tal sapiência, estaria ainda confortável na sua cadeira, no Ministério da Defesa. Mas a observação, totalmente desnecessária, sobre o fato de ter votado em José Serra e não em Dilma, nas eleições presidenciais, faz pensar se ele já não estaria mesmo a fim de “virar a mesa”. Convidado pela presidente eleita para o cargo de Ministro da Defesa, sendo o voto secreto, a franqueza, além de desnecessária, não poderia cair bem. É aquilo que se aprende em criança (e  seguidamente a gente esquece): em boca fechada, não entra mosca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais, nesse tempo do “politicamente correto”, é preciso cuidado ao externar opiniões, para não melindrar alguém. Pois não é que ter se referido a uma ministra como “fraquinha” e de outra política falar que “mal conhece Brasília”, foi o suficiente para acirrar os ânimos de uma senadora e de uma deputada federal, que, em nota oficial, declararam que “os ataques”, ocorridos no quinto ano da Lei Maria da Penha, poderiam ser “caracterizados como violência psicológica e moral”? Com tantas leis implantadas, defendendo direitos de uns e outros, todo cuidado é pouco. Agora, o que anteriormente seria classificado como “bola fora” ou “inconveniência” pode ser enquadrado como crime, sujeito à punição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, pelo visto, até na política, onde o “jogo de cintura” se torna essencial, de vez em quando alguém se sente sufocado. Essa a razão, quem sabe, de também o ex-ministro, em solenidade de homenagem ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ter dito “ser preciso tolerar a convivência com idiotas que escrevem para o esquecimento” (ZERO HORA, 6 de agosto), referindo-se à polêmica frase “Esqueçam o que escrevi”, que alguns dizem ser verdadeira, outros não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, o ministro estava precisando de descanso. Por via das dúvidas, é bom pensar bastante, antes de dizer qualquer coisa. Antes de escrever, ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-944195037594076720?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/944195037594076720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/08/todo-cuidado-e-pouco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/944195037594076720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/944195037594076720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/08/todo-cuidado-e-pouco.html' title='Todo cuidado é pouco'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-1041179400505078000</id><published>2011-08-06T19:52:00.002-03:00</published><updated>2011-08-06T20:13:00.724-03:00</updated><title type='text'>De repente</title><content type='html'>Tudo ia às mil maravilhas na vida da neurocientista Jill Bolte Taylor; melhor, impossível. Aos 37 anos, professora na Harvard Medical School, fazia pesquisas sobre o comportamento do cérebro e apresentava em palestras as suas conclusões.  Vivia “de maneira grandiosa”, em suas palavras. Até que, de repente (por que sempre há um “de repente” no meio do caminho?), justamente aos 37 anos, ela sofreu uma forma rara de derrame no hemisfério esquerdo do cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No espaço de quatro horas, enquanto seu “cérebro se deteriorava” _ ainda em suas palavras _ ela acompanhou a perda da capacidade de falar, ler, escrever e armazenar informações. Fiel ao espírito científico, considerou como “derrame de sabedoria” a oportunidade de acompanhar em si mesma as reações observadas em anos de estudo, algumas _ como a demora em buscar ajuda _ pouco compreendidas até então. Aliás, a leitura do capítulo "Manhã do derrame" pode ajudar a entender muitos relatos de pessoas que passaram por essa experiência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, durante o intenso trabalho de recuperação, observou o comportamento de diferentes colegas médicos e do pessoal da enfermagem, alguns lhe trazendo paz, transmitindo confiança, enquanto outros causavam angústia e mal-estar. Na condição de paciente, percebeu a sua suscetibilidade à linguagem não verbal daqueles encarregados de atendê-la, a energia drenada por alguns, a falta do contato visual por parte de outros, que a tratavam de modo desinteressado, apenas cumprindo tarefas (esse capítulo deveria ser lido por todos que escolhem como profissão essa área da saúde, para se conscientizarem do bem ou mal que podem causar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Também importante, para todos que convivem com alguém nessas condições: com o centro da linguagem afetado, impossibilitada de se comunicar, detestava o constrangimento de alguns, ao se acercarem, mas apreciava sobremaneira que lhe tocassem a mão e falassem em voz baixa e pausada, contando coisas (nesse ponto, cabe um Mea Culpa, pois esse tal constrangimento já me ocorreu muitas vezes, por pura ignorância). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a recuperação total, Jill voltou à sala de aula, às pesquisas, palestras e trabalho voluntário. No livro “A cientista que curou seu próprio cérebro”, ela conta suas experiências desde a manhã em que sofreu o derrame cerebral até a recuperação, impressionada com “a beleza e resistência do cérebro humano”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A amiga falou no livro e, diante do meu interesse, presenteou-me com um exemplar. Levei alguns dias até telefonar para dizer o quanto o apreciara; tempo suficiente para deixá-la receosa de ter “pisado na bola”, levando-me a pensar em situações desagradáveis. Contudo, é mais que tempo de aproveitar o que a modernidade nos proporciona em acesso à informação sobre os mais diversos assuntos para entendermos melhor o nosso próprio funcionamento.  É mais que hora de perdermos o medo de encarar a verdade de que tudo pode acontecer, a qualquer momento, e o fato de saber disso não vai “atrair o azar”. Ao contrário, justamente o conhecimento de certas situações pode ser a forma de evitá-las.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por isso, “A cientista que curou seu próprio cérebro” é leitura aconselhável para pessoas não impressionáveis. Impressionáveis são aquelas que lêem as indicações, na bula do remédio, e já começam a sentir os sintomas. Não impressionáveis são as que procuram estar atentas às informações fornecidas pelo seu corpo, mesmo sem esperar nada de ruim, apenas pela compreensão de que tudo pode ocorrer, quando menos se espera, e o prevenido leva vantagem na recuperação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Principalmente, a leitura é importante no sentido de conscientizar da situação do outro, que continua um ser inteligente, perspicaz e necessitado de carinho, atenção e contato físico. Coisas que às vezes a gente esquece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-1041179400505078000?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/1041179400505078000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/08/de-repente.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/1041179400505078000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/1041179400505078000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/08/de-repente.html' title='De repente'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-1345785655368791126</id><published>2011-07-29T13:36:00.001-03:00</published><updated>2011-07-29T13:38:43.495-03:00</updated><title type='text'>O que você faria se não tivesse medo?</title><content type='html'>Muitas vezes, nas prateleiras de diferentes livrarias, o livro me lançou um olhar esperançoso, pronto para mudar de endereço. Magrinho, com um título apelativo, era sempre preterido por outro, justamente pela escassa leitura que proporcionaria, em ocasiões em que um livro mais volumoso  se tornava necessário para entreter as horas. Não sei se afinal o li inteiro ou somente o folheei, indecisa sobre levá-lo ou não. Sequer sei se era meu o exemplar que encontrei, comprimido entre outros, na prateleira da casa. Sei que a leitura faz pensar e isso é o melhor que se pode dizer de qualquer livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quem mexeu no meu queijo?”, de Spencer Johnson, é a história _ aparentemente infantil e despretensiosa _ de dois homenzinhos e dois ratinhos, que, após encontrarem um aposento repleto dos mais variados e deliciosos queijos, passaram a viver lá, no maior conforto e felicidade, convencidos de que aquilo duraria para sempre. Certo dia, ao acordarem, homens e ratos viram o aposento vazio: todo o queijo sumira. “E agora? O que fazer?”, “Não foi justo o que aconteceu conosco” _ foi o mínimo que os homenzinhos pensaram, concluindo, num primeiro momento, que deveriam simplesmente esperar, pois os tempos de fartura com certeza voltariam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim ficaram, esperando e se lamuriando, enquanto suas forças diminuíam.  Diferente dos ratinhos, que, mal perceberam a falta do alimento preferido, saíram a correr pelo labirinto, à procura do Novo Queijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudanças acontecem, esporadicamente. Nada permanece igual, por maravilhoso e confiável que pareça ser. Mudanças acontecem nas cidades, nas empresas, nas famílias, nos relacionamentos e dentro de cada um. É mais comum que se processem lentamente, algumas despercebidas pra quem se sente confortável, acreditando que fechar os olhos é garantir a continuidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudam as circunstâncias e o que era essencial perde o valor, torna-se obsoleto. Enquanto alguém reage, parte para outra, descobre um “queijo” maior e mais gostoso, não falta quem fique patinando na perda, incapaz de dar a volta por cima.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Alguns estão sempre alertas, prontos para novas oportunidades, como os ratinhos da história. Reagem às surpresas e imprevistos procurando novos caminhos pelos labirintos. Outros ficam travados, incapazes de se renovar, perdida a segurança que acreditavam direito seu. Saudosistas, vivem de lembranças, esperando a volta milagrosa de algo que o tempo levou. Por outro lado, como Haw, um dos homenzinhos da história, há quem se acredite sem forças para construir algo novo, até compreender que disso depende a sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o bem ou para o mal, mudam as situações e as circunstâncias; mudam as pessoas ao nosso lado; mudamos nós. Surgem novas necessidades e interesses, pontos comerciais abrem e fecham, produtos ontem valorizados viram sucata, amores e parcerias sucumbem ao tempo. Quem consegue se reciclar segue em frente; quem resiste ás mudanças logo descobre que ficou pra trás. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desconhecido é uma incógnita, porta aberta para não se sabe o quê, por isso o homenzinho parou à entrada do labirinto e se perguntou: “O que você faria, se não tivesse medo?”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou contar todo o livro, porque escritores  preferem ser lidos, naturalmente. Mas essa é uma boa pergunta pra gente se fazer, de vez em quando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-1345785655368791126?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/1345785655368791126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/07/o-que-voce-faria-se-nao-tivesse-medo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/1345785655368791126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/1345785655368791126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/07/o-que-voce-faria-se-nao-tivesse-medo.html' title='O que você faria se não tivesse medo?'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-466231302619540225</id><published>2011-07-23T09:39:00.001-03:00</published><updated>2011-07-23T09:41:06.722-03:00</updated><title type='text'>A necessidade ensina</title><content type='html'>Quem não adora sacar fotos com o celular? Quase todas as pessoas que conheço não perdem tempo nem pose, sempre alertas, aproveitando todas as oportunidades. Eu, ao contrário, entendo celular como um aparelho para fazer e receber ligações e mensagens. “É só o que preciso” _ falo, ao trocar de aparelho, mas ninguém acredita, daí que termino com um aparelho mais sofisticado do que precisaria, sem vontade de ler o manual para aproveitar todos os recursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas só agem sob pressão. Ou só se mobilizam para aprender quando a necessidade bate à porta. Para algumas coisas, sou desse tipo. Passo anos desinteressada de uma atividade considerada interessante pela maioria das pessoas e, de repente, me obrigo a aprender, motivada por algum interesse súbito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experimente levar a neta ao parque de diversões, para ver se não aprende na hora a sacar fotos. É só vislumbrar a carinha risonha, aparecendo ora numa janelinha, ora em outra, explorando os labirintos; a expressão feliz, descendo a mil no escorregador; a sensação de vitória, escorregando pelo cipó, “igual ao Tarzan”. Sem alguém por perto a quem recorrer, entendi ser de minha responsabilidade preservar para a posteridade esse momento. Mais que ligeira, peguei o celular e fui clicando “opções” e mais “opções”, até enquadrar o rostinho e pronto! Consegui.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Simples como precisar fazer uma transferência entre contas, ir ao banco fora do horário de pique e começar a clicar, fazendo e desfazendo, até acertar a operação. Ufa! Consegui, novamente. Até que não foi tão difícil. Mas ainda bem que não havia ninguém pra ver o tempo que levei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma que, anos atrás, quando afoitamente aceitei o cargo de secretária, numa entidade assistencial, sem sequer saber datilografia, que era o usual naquela época. Muito disposta, lá ia eu para a máquina preparar os ofícios, mas eram tantos os erros que inúmeras folhas precisavam ser desperdiçadas até um documento ficar digno de ser enviado. Observando tamanho esforço, o marido, ao lado, discretamente insistia para que eu experimentasse o computador. Mas a computação ainda era um bicho-de-sete-cabeças, tempo do DOS, programa anterior ao Windows, coisa apavorante para uma cabeça nada afeita a tecnologias, por isso eu resistia. Após muitas folhas e tempo desperdiçado, contudo, um dia o bom senso prevaleceu e resolvi aprender pelo menos o básico para preparar os tais ofícios, o que fiz com sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lá pra cá, muita coisa mudou, inclusive porque a vida vai tocando a gente por diante e forçando aprendizagens, para não se perder o bonde da modernidade. Assim, aceitei o blog que o filho organizou para mim, quando blogs ainda não eram corriqueiros como depois se tornaram. A princípio, era ele quem publicava as minhas crônicas, no blog, mas logo compreendi que precisava ficar independente, assumir todas as funções. Só que, emancipada, desejei incrementar o  www.martasousacosta.com e aí descobri que novamente era comigo mesma. Clicando aqui e ali, consegui alguns progressos, antes de recorrer à ajuda profissional. Ainda faltam acertos e detalhes, mas o mais importante foi a comprovação de que, com maior ou menor esforço, quando algo é do nosso interesse ou necessidade, a gente se vira e termina conseguindo. Legal, isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-466231302619540225?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/466231302619540225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/07/necessidade-ensina.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/466231302619540225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/466231302619540225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/07/necessidade-ensina.html' title='A necessidade ensina'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-9220563690649601248</id><published>2011-07-16T23:07:00.001-03:00</published><updated>2011-07-16T23:09:58.318-03:00</updated><title type='text'>Por que logo comigo?</title><content type='html'>A mulher disse que se sentiu injustiçada, ao ser detectada uma metástase, quando acreditava ter vencido o câncer. “Por que logo comigo?” _ perguntou. Achei graça: “e por que não?” Aí rimos juntas, porque muito dessa não aceitação vem do fato de a gente achar que não merece. Além disso, a descoberta da existência de uma metástase não significa uma sentença de morte, como alguns tendem a considerá-la. Significa apenas que a luta continua _ aceitou a amiga, já em paz com a vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que logo comigo? Bem, o câncer é uma doença democrática e pode atacar a qualquer um. Quando escolhe a gente, é porque era pra ser; não é a mão divina nos castigando, nem porque tivemos maus pensamentos, comemos carne demais ou tomamos leite de menos. Algumas dessas coisas até podem influenciar, mas milhões de pessoas fizeram o mesmo e não ficaram doentes. Simplesmente o pacote era para nós, que afinal não somos diferentes de ninguém e bem podemos ter alguma coisinha, de vez em quando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, quando alguém é acometido de qualquer tipo de mal (como se descobrir diabético e ter que maneirar no açúcar), a forma escolhida para encarar a situação pode ser determinante na qualidade de vida, a partir desse momento. Algumas pessoas se tornam tão pesadas para os próximos, com a sua carga de infelicidade, que até parece que querem castigar pai, mãe ou marido por estarem sadios. Verdadeiras “malas” nas vidas dos outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em qualquer doença, há mais vítimas além da pessoa diretamente atingida. Sofrem todos à volta, familiares e amigos, com os desdobramentos da doença e com os questionamentos sobre o futuro. Sofrem por expectativas assustadoras, muitas vezes não concretizadas. Com o avanço da medicina, pessoas passam anos se tratando contra algum mal e morrem de outro, quem sabe depois de quem tanto se preocupou com o aparecimento da sua doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada pessoa possui a sua carga de problemas, algumas bem mais terríveis que uma doença detectada e em tratamento. São dificuldades financeiras e de relacionamentos, famílias inteiras atingidas por um pai ou filho submisso ao álcool ou às drogas, dores físicas ou da alma, momentos de desânimo e depressão, que sobrecarregam os dias. O nosso problema sempre parece maior que o do vizinho. Seja uma unha inflamada e latejante ou o diagnóstico de uma doença grave, tudo o que acontece conosco exige uma série de resoluções e tomadas de atitude, daí a razão de coisas às vezes mínimas assumirem importância enorme, pela circunstância de mobilizarem o nosso tempo e atenção.  Só que o outro também tem  incômodos, problemas e aflições. Será que merece?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, nada mais justo que, dentro do possível, cada um assuma a sua carga. Sem stress, sem se sentir vítima, apenas para não sobrecarregar os próximos, já assoberbados com os seus próprios problemas, a maioria desconhecida dos outros.  &lt;br /&gt;Para levar a vida de um modo mais feliz, procuramos a fórmula milagrosa. Mas receitas de bom senso alguns experimentam, até com sucesso. Uma delas _ bem simples, aliás _ é olhar pros lados pra ver a multidão que segue em frente, corajosamente, apesar dos pesares e de todos os males. Só pra comprovar, mais uma vez, que cada um possui sua carga. E todas ficam mais leves, quando ninguém se sente vítima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-9220563690649601248?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/9220563690649601248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/07/por-que-logo-comigo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/9220563690649601248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/9220563690649601248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/07/por-que-logo-comigo.html' title='Por que logo comigo?'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-2305141651662027977</id><published>2011-07-10T14:03:00.001-03:00</published><updated>2011-07-10T14:04:55.074-03:00</updated><title type='text'>Eu tô numa idade...</title><content type='html'>Quem sabe se, justamente por estar perto desta idade, cada vez ouço mais frases começadas com “Eu tô numa idade...” E cada um completa a frase à sua maneira ou conforme a motivação do momento, todos cheios de razão e convictos dos seus direitos, inclusive o de deturparem o idioma nacional. Uns dizem que estão em idade de falar tudo o que pensam, outros de não levar desaforo pra casa ou de só fazer o que têm vontade. Por decreto pessoal, tem homem que se recusa categoricamente a usar gravata, marido que deixou de acompanhar a mulher ao cinema, mulher que não faz mais as comidinhas gostosas que fazia, muitos que se acham espirituosos externando todas as suas impressões, alguns que aboliram os banhos diários, outros sem a menor paciência com crianças e jovens. Todos nessa “tal idade” em que acreditam haver conquistado o direito de fazer e dizer tudo o que lhes der na veneta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, parece que as pessoas resolveram se assumir com toda a sua irascibilidade, impaciência, impertinência. Como se houvessem passado a vida se violentando, por se mostrarem gentis, agradáveis e participativas. Agora, chegando a certa idade, concluíram que basta disso, o melhor é virar a mesa, ser autêntico às raias da grosseria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estranho é que, num mesmo grupo, se muitas pessoas nessa “tal idade” e com igual disposição de falar tudo o que pensam, doa a quem doer, exercerem os “direitos adquiridos”, as conseqüências serão previsíveis. Se um falar o que quiser, de qualquer jeito, sem medir as palavras, e o outro não estiver mais em idade de ouvir desaforo, se a questão não acabar em socos, pelo menos redundará no afastamento e na quebra de relações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando alguém sai por aí a ditar regras e a apontar defeitos alheios, alguns até podem ouvir, por pura educação, quando educados para respeitar os mais velhos. Mas, ainda que não cheguem ao ponto de revidar com respostas desaforadas, é provável que se afastem, na primeira oportunidade, porque ninguém gosta de gente dona da verdade, tenha a idade que tiver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas cadê a sabedoria proporcionada pela idade, gente? O bom senso dos anciãos, comprovado nos conselhos das sociedades antigas? A paciência e benevolência da velhice? A tolerância aumentada pela lembrança das bobagens que também se fez e disse, quando jovem? De uns tempos pra cá parece que tudo isso se transformou em impaciência e pressa em curtir a vida à maneira de cada um, como se antes o sujeito não fosse dono do seu destino e nada pudesse fazer  do jeito que gostaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será uma geração de frustrados a desses que enchem a boca para falar “eu tô numa idade...”, como se houvessem acumulado desejos insatisfeitos, ao longo de anos? Puxa, que pena dessa gente que precisou envelhecer para ter a coragem de ser como é. E pena maior ainda de todos que precisam conviver com eles, aguentando essa turma de donos da razão, sem capacidade para enxergar os outros universos, sem empatia para entender que há problemas mais difíceis de carregar que esses anos que pesam nas costas. Sem discernimento para compreender o quanto ainda poderiam contribuir e acrescentar, em lugar de comodamente bater em retirada.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por outro lado, tudo tem seu lado positivo: imagine que desaforo talvez representasse esta crônica, se escrita por alguém muito jovem. Já na minha idade...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-2305141651662027977?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/2305141651662027977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/07/eu-to-numa-idade_10.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/2305141651662027977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/2305141651662027977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/07/eu-to-numa-idade_10.html' title='Eu tô numa idade...'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-3273653779548585346</id><published>2011-07-02T19:17:00.002-03:00</published><updated>2011-07-02T19:23:35.390-03:00</updated><title type='text'>O jogo dos ciclos</title><content type='html'>A menina chorou, inconsolável, quando Astor, companheiro de muitas aventuras, morreu de velhice. Diante do desconsolo da filha, o pai falou ao amigo que preferia não ter outro cachorro, para não deixá-la passar pelo mesmo  sofrimento, pois cães duram menos que pessoas e ela provavelmente teria outras perdas. O amigo, médico,  aconselhou que permitisse outro cãozinho, se a menina desejasse, pois perdas fazem parte da vida e precisamos aprender a aceitá-las.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O homem contou que tem dificuldade em aceitar a morte; sofre pela expectativa da sua proximidade; renega-a em si e em todos que ama.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Uma escapatória à dor seria não firmar laços, evitar contatos íntimos, fugir de amores e amizades. Muito sofrimento talvez fosse evitado, dessa forma. Muita alegria, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amigo falou que desde cedo explica aos filhos que nascimento e morte fazem parte da vida; a glória de nascer pressupõe o desamparo de morrer _ não há como evitar. Lição que as flores transmitem aos bons entendedores, quando perdem as pétalas e se alquebram nos vasos, esgotado seu tempo de enfeitar os salões e alegrar nossos olhos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em criança, ouvia-se “ninguém fica pra semente”, como início da aprendizagem de que um dia tudo acaba.  A vida é feita de ciclos. Alguns têm continuidade; outros são fechados abruptamente. Poucos relacionamentos resistem ao jogo dos ciclos. Muitos se perdem, deixando apenas lembranças, boas ou más; outros se adaptam, acompanham as mudanças, amadurecem e se fortalecem. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Alguns ciclos são mais difíceis de transpor, o que faz com que, às vezes, pelo menos por algum tempo, permaneçamos presos ao que deixou de existir. Inclusive para filhos adultos, por exemplo, é difícil aceitar a morte dos pais como fim de um ciclo. Contudo, ainda que um sobreviva ou permaneça (como acontece nos rompimentos), nunca mais as coisas serão iguais, sem a presença do outro: fossem boas ou ruins, serão diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quando acontece de os dois se irem, fecha-se em definitivo o ciclo da casa paterna e novamente os filhos precisam se adaptar às circunstâncias e ocupar espaços antes preenchidos ou inexistentes. No novo ciclo, cada membro da família se vê obrigado a descobrir o seu papel, ajuste em geral penoso, mas essencial ao crescimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora dolorosas, as mudanças de ciclos proporcionam  amadurecimento. Sem GPS ou manual de sobrevivência, cada um logo descobre que está por sua conta, nesta estrada  assustadora. Logo percebe, também, que, ao contrário do que ocorre nos contos de fadas, o socorro não virá de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sofre a dor da perda _ qualquer perda _ precisa se violentar ainda mais, se quiser encontrar o seu próprio caminho. A amiga diz que a música foi o seu amparo, no estudo das partituras encontrou a muleta que a ajuda a prosseguir; outros se apóiam na religião, muitos se recolhem ao trabalho, alguns transformam a dor em solidariedade. Para todos, consolo é a certeza de que só se sofre pela perda do que nos fez feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-3273653779548585346?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/3273653779548585346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/07/o-jogo-dos-ciclos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/3273653779548585346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/3273653779548585346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/07/o-jogo-dos-ciclos.html' title='O jogo dos ciclos'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-3156413895487428580</id><published>2011-06-25T13:26:00.001-03:00</published><updated>2011-06-25T13:29:13.915-03:00</updated><title type='text'>O ninho aquecido</title><content type='html'>O neto paulista chegou, à tardinha, cansado da viagem desde São Paulo. Entrando na casa, esqueceu o cansaço e saiu a correr pelos cômodos, como “dono do campinho”. Ao passar pela sala de jantar, deu muitas voltas em torno da mesa, na maior velocidade, bracinhos erguidos, simbolizando  alegria; depois, subitamente cauteloso, segurou-se na porta de vidro para descer devagar o degrau de acesso à sala de estar, retomando logo a corrida, enquanto se desviava com mestria do sofá e dos outros móveis, na pressa de chegar ao objetivo final: o seu quarto (na verdade, o antigo escritório do avô, em nova e mais prazerosa função). Desinteressado dos circunstantes, que acompanhavam, perplexos, a corrida de reconhecimento (riso contido a custo), chegando ao quarto parou, abriu a “arca do tesouro” e iniciou a aventura do reencontro com seus brinquedos, jogos, livros, pincéis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, bem cedo pela manhã, veio de perto a neta gaúcha, ansiosa por encontrar o “primo”. Ignorada a diferença de idades, ela com três, ele menos de dois anos, passaram de uma atividade a outra, na maior animação. Tantas opções descobriram, graças à criatividade, que por sorte não se demoraram no brinquedo recém inventado: um se esconder atrás da estátua, o outro achá-lo e correr a bater no gongo, para anunciar a descoberta; revezando-se, repetiam a brincadeira, sempre no mesmo esconderijo, interpretado a cada vez como grande novidade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Certo dia, os filhos, recém formados, saíram da casa e da cidade, para construir seu futuro, em outras plagas. De preferência _ entendi _ onde fossem desconhecidos, para que tivessem a certeza de contar apenas com o seu próprio esforço.  Naquela ocasião, apresentada à expressão “ninho vazio”, comparei filhos a pássaros, que precisam testar suas asas e se fortalecer, voando para longe do ninho seguro, onde pais, principalmente mães, têm tendência a protegê-los em exagero. Prejudicando a auto-estima, em alguns casos; limitando as potencialidades, em outros, por facilitarem demais, tornando tão gostoso o ambiente caseiro, de onde “sair pra quê?” _ e assim os filhos permanecem no ninho, achando-se espertos, sem saber o que perdem em crescimento emocional, por não serem obrigados a enfrentar a rotina de pagar a conta da luz para não tê-la desligada, conservar pelo menos água na geladeira, cuidar que não fique sem reposição o último rolo de papel higiênico _ coisas banais, essenciais ao crescimento. Sem falar na dificuldade em encarar relacionamentos duradouros, por medo de errar na escolha ou de não saber preservá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os filhos partiram em busca de si mesmos, os pais, para não ter o ninho deserto, chamaram amigos e filhos de amigos e amigos dos filhos e a casa se conservou viva e alegre, como os filhos compreenderam, nos retornos possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crianças se acostumaram a vir, acompanhando os pais nas reuniões de adultos, e hoje são os jovens que  alegram e enfeitam o ambiente, com suas presenças bem-vindas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, em festejo familiar, olhando a farra da criançada, já acrescida de outros, filhos de alguns dos tantos que sempre alegraram a casa, soube que a vida se renova, quando deixamos acontecer. Desconheço se algum tipo de pássaro volta ao ninho, após partir; sei que filhos retornam ao ninho que se conserva aquecido, para onde também trazem seus rebentos, a fim de que desde cedo possam usufruir o prazer do amor e da amizade cultivados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-3156413895487428580?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/3156413895487428580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/06/o-ninho-aquecido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/3156413895487428580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/3156413895487428580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/06/o-ninho-aquecido.html' title='O ninho aquecido'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-6549763522860906373</id><published>2011-06-11T08:30:00.001-03:00</published><updated>2011-06-11T08:32:55.395-03:00</updated><title type='text'>Provas de amor</title><content type='html'>Placidamente sentada na poltrona de veludo azul, a cabeça praticamente vazia de pensamentos, fui acometida por um desejo incontrolável de comer um bife feito na hora, daquele tipo que pula direto da frigideira para o prato, mal passado, suculento; coisa de dar água na boca, só em pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época, eu fazia (ou recebia?) um tipo de quimioterapia cujo maior inconveniente era o enorme cansaço que proporcionava, acompanhado do vazio de idéias. A vantagem era o cansaço ter dia previsto para começar, estendendo-se por período também determinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo dessa ocorrência, podia me organizar com antecedência, inclusive pelo fato de ficar num pique animadíssimo, nos dias que antecediam aos de pasmaceira total. Assim, na véspera, costumava fazer as compras necessárias e deixar a despensa preparada para quaisquer situações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estando em São Paulo, hospedados no apartamento do filho solteiro, costumávamos pedir as refeições por tele-entrega, nessas ocasiões, para facilitar. Pois aconteceu que, naquele dia, sentindo o desejo incontrolável de um suculento bife, lembrei que, apesar de não prepararmos as refeições em casa, tinha seis lindos tournedos no freezer, à espera do momento apropriado, por não ter resistido à compra, ao vê-los apetitosamente arrumados no pratinho de isopor, no balcão do supermercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desejo transformado em necessidade imperiosa me obrigou a agir. Com esforço, levantei-me da poltrona, fui até a cozinha, preparei duas xícaras de arroz, tirei os filés do freezer, deixei óleo, sal e frigideira sobre o balcão da cozinha. Exausta, voltei para a poltrona e esperei. Dali a pouco, chegou o marido. Contei do meu desejo de comer um filé e ele se prontificou a encomendar do restaurante. Eu, que nem sou mulher de desejos (nem na gravidez, quando podia ter aproveitado), falei: não serve, tem que ser feito na hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O marido _ daquele tipo que mal entra na cozinha para pegar um copo de água _ argumentou que nunca fizera um bife, não tinha nem idéia, impossível. Sua única experiência culinária fora uma sopa de peixe, quando escoteiro, a qual nem ele tivera coragem de comer. Mas, diante das circunstâncias, lá foi ele para a cozinha, após as devidas explicações, enquanto eu arrumava a mesa para três, pois logo o filho deveria chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal ele colocou os bifes na frigideira quente, a fumaça começou a infestar o apartamento; acostumados a cozinhas funcionais, não havíamos percebido que aquela não possuía exaustor. Nesse momento, chegou o filho, escandalizado com a fumaça e o cheiro de bife que já sentira no elevador. Imaginou que o porteiro, desacostumado daquela cozinha funcionando, logo subiria, para saber do ocorrido. Aliás, “não era mais fácil encomendar os filés?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para piorar, como no dia seguinte seria o meu aniversário e, pelos cálculos, eu já estaria menos cansada, o filho contratara um serviço de bufê e convidara vários amigos para jantarem conosco. Ao pensamento de “a fumaça vai ficar impregnada nas cortinas!”, começamos, eu e ele, a ventilar o apartamento, escancarando as janelas, em pleno agosto. Enquanto isso, o cozinheiro completou o seu trabalho e, muito orgulhoso, apresentou os três tournedos, encerrando os questionamentos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No ponto perfeito, os filés foram saboreados quase em êxtase, misturado o sumo ao arroz soltinho. O filho reconheceu que “da frigideira para o prato é diferente”, o marido resolveu preparar outro, o filho gostou da idéia e foi aprender. Fiquei no primeiro, mais não precisava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lá para cá e antes disso, muitos presentes e provas de amor tenho recebido. Nenhuma tão marcante como a lembrança de um cozinheiro improvisado, numa cozinha enfumaçada, preparando o mais delicioso bife que já comi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-6549763522860906373?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/6549763522860906373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/06/provas-de-amor.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/6549763522860906373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/6549763522860906373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/06/provas-de-amor.html' title='Provas de amor'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-440248420421389396</id><published>2011-06-07T18:44:00.001-03:00</published><updated>2011-06-07T18:51:59.355-03:00</updated><title type='text'>Enquanto isso não acontece</title><content type='html'>Estudei em colégio público. No Colégio Municipal Pelotense, para ser mais explícita, ainda no prédio velho.  Na época, ícone em educação. Foi ótima a escolha de meus pais. Lá, além dos excelentes professores, convivi com colegas do sexo feminino e masculino, de diferentes classes sociais, em igualdade de condições, propiciada pelo uso do uniforme obrigatório.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Interessante que, apesar de o grupo de amigas estudar no Colégio São José, particular, sentia-me maravilhosamente bem no Gato Pelado. Até achava graça quando os colegas _ aproveitando que o outro educandário, só feminino, encerrava as aulas quinze minutos após _ saíam adoidados para esperar a outra saída, desinteressados de nós, com quem conviviam normalmente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Assim, o convívio natural entre os dois sexos, quando a maioria das escolas particulares fazia essa distinção, foi outro benefício do ensino público, além do alto nível dos professores, da disciplina rígida e da convivência com  colegas de diferentes níveis sociais. Naquele ambiente eclético, qualquer tipo de discriminação seria impensado, embora diferenças houvesse, alguns destacados pelas notas sempre altas, outros pela freqüência ao Conselho, em virtude do mau comportamento, observado pelo Sêo Elias, o inspetor de disciplina. Nessas ocasiões _ contavam os transgressores _ a pena imposta era uma enorme conta de dividir, capaz de levar horas de cálculos, em que a maior dúvida era se o Sêo Elias saberia o resultado. Os castigados achavam impossível, tal o tamanho da operação, que ocupava as duas páginas do caderno aberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, os filhos também freqüentaram colégios públicos. Inicialmente, o Colégio Estadual Pedro Osório, depois também o Pelotense, colégio do coração dos seus pais. Nessa época, o educandário já sofrera grandes transformações, em virtude da dificuldade de verbas públicas. Na primeira greve dos professores, sem data para terminar, ambos pediram para ser transferidos para um colégio particular, onde estavam os seus amigos. Lá, surpreendeu a formação de grupinhos, segregados os colegas com menos dinheiro ou prestígio social.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Com o passar do tempo, o ensino público ficou cada vez mais desprestigiado, tanto pelos baixos salários dos professores como pela precária manutenção das escolas e do material pedagógico. Em conseqüência, pais e mães apertam o cinto para manter os filhos em escolas particulares, sabedores de que esse esforço, se bem utilizado por eles, será recompensado com uma melhor qualificação profissional, no futuro. Aumenta o fosso entre os que podem freqüentar escolas de elite e entre aqueles “beneficiados” com bolsas protecionistas, quando poderiam ter acesso pelo seu próprio mérito, se respeitados os seus direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante dessa realidade, sobram as perguntas: há pior discriminação que limitar as oportunidades oferecidas a crianças e jovens de baixo poder aquisitivo, penalizando a maior parte da população com uma educação precária, por não ter condições de pagar uma escola particular? Não seria mais lógico o Estado prestigiar as escolas públicas, propiciando o convívio saudável entre crianças e jovens de todas as situações sociais, na aceitação e certeza de todos iguais, respeitadas as diferenças? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que, para que isso aconteça, é preciso que o Estado faça o dever de casa, proporcionando àquelas condições para se equipararem às particulares. Enquanto isso não acontecer, não venham as autoridades nos falar em discriminação. Nem afirmar que, pela constituição, todos são iguais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-440248420421389396?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/440248420421389396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/06/enquanto-isso-nao-acontece.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/440248420421389396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/440248420421389396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/06/enquanto-isso-nao-acontece.html' title='Enquanto isso não acontece'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-135473811611554195</id><published>2011-05-28T16:39:00.001-03:00</published><updated>2011-05-28T16:40:36.558-03:00</updated><title type='text'>O real e o imaginário</title><content type='html'>Quando um assunto “vira moda”, de repente todos começam a falar nele. Com o interesse da mídia atiçado, coisas estranhas logo começam a acontecer, dificultando o entendimento sobre o real e o imaginário. Estranhas no sentido de nada ter a ver com o problema em questão, simples aproveitamento da exposição na mídia, quando “espertinhos” (ou “espertinhas”) aproveitam “o gancho” e resolvem tirar partido, inventando ou aumentando histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse tempo de “politicamente correto”, todo cuidado é pouco. Pessoas idôneas podem ser colocadas em maus lençóis, por má intenção ou má interpretação de atos antes considerados inocentes ou aceitáveis, hoje vistos com desconfiança. Porque agora se sabe que o inimigo pode estar ao lado, em casa, na praça, no local de trabalho.Conscientes dessa realidade, alguns se aproveitam das circunstâncias, inventando situações inexistentes ou explorando a fraqueza ou ingenuidade dos parceiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homens bem-sucedidos, personalidades com exposição na mídia, políticos, sem falar em jogadores de futebol e esportistas de renome, de maneira geral, tornam-se alvos fáceis para mulheres determinadas a resolver definitivamente os seus problemas financeiros. Pensando usufruir de alguns momentos de prazer inconsequente, vêem-se enredados numa trama articulada para encrencá-los definitivamente. Acreditando usufruir de privacidade, arriscam-se a ter suas preferências, inclusive sexuais, transformadas em piada, quando expostas na mídia. Outros são acusados de estupro e, ainda que apelem em sua defesa, com sucesso, para o sexo “consensual” _ termo muito usado, atualmente _ conviverão com essa dúvida, sempre que seu nome for lembrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, com a facilidade proporcionada pelos recursos do celular, hoje se tornou comum a divulgação, na internet, de filmes e fotos de momentos íntimos, alguns com a aquiescência de ambos os parceiros, em geral adolescentes, sem capacidade de avaliar os prejuízos futuros ocasionados pelo seu desejo de exposição e exibicionismo. Outros, porém, são divulgados à revelia dos interessados, geralmente do sexo feminino, após o rompimento, quando o descartado fica com o orgulho ferido e resolve usar a arma ao seu alcance. Arma que, sem matar fisicamente, causa mal irreversível, pois, ainda que a vítima consiga a proibição da divulgação, é impossível impedi-la totalmente, depois de lançada na internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como, hoje, a facilidade de acesso ao noticiário  mundial traz ao nosso conhecimento todo tipo de anomalias e perversões, o ouvido, já acostumado, aceita com naturalidade toda divulgação, sendo o réu condenado pela opinião pública, antes de julgado pelos tribunais. Embora se acredite que muitas histórias divulgadas sejam reais, outras tantas resultam da maldade humana, ampliadas pelo prazer da maledicência e pela inveja. Ninguém consegue vencer o poder exercido pela mídia e pela internet; notícias divulgadas fogem ao controle. Particularmente, &lt;br /&gt;contudo, cada um pode e deve procurar se resguardar. E esse resguardo começa pela escolha dos parceiros e das companhias. As más escolhas são as responsáveis pelas atrapalhações _ para dizer o mínimo _ em que as pessoas se metem, em geral se achando muito espertas e acreditando que com elas certas situações não acontecerão jamais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-135473811611554195?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/135473811611554195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/05/o-real-e-o-imaginario.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/135473811611554195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/135473811611554195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/05/o-real-e-o-imaginario.html' title='O real e o imaginário'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-6270060560884355930</id><published>2011-05-25T20:24:00.001-03:00</published><updated>2011-05-25T20:27:06.403-03:00</updated><title type='text'>Dó-ré-mi</title><content type='html'>Toda segunda-feira, a aula de Música reunia as três  turmas  do Curso Normal. Basicamente, a aula era de canto coral, ao qual nos referíamos como “Orfeão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas vezes, a professora escolhia uma música e ficava trabalhando nela, semana após semana, como se, absorvidos aqueles conhecimentos, todas nos tornássemos aptas a fazer o mesmo, futuramente, com os nossos alunos. Em outras ocasiões, caprichava no “dó-ré-mi”, gesticulando como maestro, ora para um grupo, ora para o outro. A primeira aula das segundas-feiras era o meu momento de tormento pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em crônica anterior, referindo-me ao Bullying, comentei que nem sempre, nas escolas, ele é praticado pelos colegas; algumas vezes, não poucas, são os professores que maltratam os alunos, abusando da posição de mando. Em geral, a marcação se dirige a algum aluno que, por qualquer motivo, desperta sentimentos conflitantes ou animosos no professor. Devia ser o caso daquela professora comigo. Verdade que não tenho a menor aptidão musical, completamente incapaz de sequer solfejar com êxito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justamente por isso se esperaria que a mestra não tentasse arrancar de mim nenhuma nota musical, mas ela não pensava assim. Contra todos os preceitos didáticos, esforçava-se, aula após aula, para apontar a minha incapacidade, como se eu tivesse culpa de pensar que cantava uma música e entoasse outra, num inexplicável desencontro entre o cérebro e as cordas vocais. Pois eu juraria que estava cantando certo, até ouvir o costumeiro “alguém está desafinando neste grupo” _ e vê-la parada à minha frente, como se aquilo fosse novidade.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;O sofrimento se repetia, aula após aula, talvez porque ela não acreditasse em tanta incapacidade. Às vezes, para fugir à situação constrangedora, eu tentava ficar de boca fechada, mas ela via e, com um gesto da mão, me mandava cantar; em outras, experimentava abrir e fechar a boca, como se cantasse, sem emitir um som, o que ela também percebia. Desgostosa, às vezes me atrasava de propósito e perdia a primeira aula, mas não podia exagerar, pela necessidade de freqüência.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Assim, aos tropeços musicais, desenvolvia-se o meu curso, eu sem saber que atitude tomar, as colegas procurando não rir, embora a situação fosse muito engraçada. Até que compreendi que o problema não era eu e parei de me importar. Passei a cantar desinibidamente, ignorada a preocupação com os ouvidos alheios, já que a minha dificuldade não era respeitada. Quando ela falava “alguém está desafinando nesse grupo”, fazia cara de “fazer o quê?” e ríamos todas, libertas do constrangimento, deixando-a sem jeito, como merecia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei que ia “rodar” em Música, no exame final. A prova era justamente uma sessão de solfejo. A futura sogra, com excelentes aptidões musicais, ofereceu-se para me auxiliar na aprendizagem, sem obter muito êxito. Estranhamente, passei. Talvez a professora tenha entendido que o que lhe parecia insuficiente era o meu melhor ou quem sabe cansou de mostrar autoridade.  De minha parte, compreendi que alguém só nos coloca em posição inferior quando lhe damos esse direito. Aprendizagem bem mais proveitosa que solfejar no tom certo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-6270060560884355930?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/6270060560884355930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/05/do-re-mi.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/6270060560884355930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/6270060560884355930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/05/do-re-mi.html' title='Dó-ré-mi'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-2611499608717896381</id><published>2011-05-19T21:57:00.002-03:00</published><updated>2011-05-19T22:03:47.975-03:00</updated><title type='text'>A bola da vez</title><content type='html'>A cada momento, a mídia escolhe um tema para “bola da vez”. Sugestionados, todos passam a tratá-lo como a maior novidade, atribuindo-lhe a importância antes negada.  Seguindo essa linha, após muito ignorar o problema e as trágicas conseqüências, enfim escolas e pais resolveram encarar o bullying, forma de violência persistente e demolidora, dirigida aos mais fracos ou diferentes.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A palavra bullying vem de bully, que significa “valentão”, em inglês. Pode ser física (geralmente praticada pelo sexo masculino) ou psicológica, a preferida por meninas e jovens do sexo feminino. É sempre uma forma de discriminação, um “chega pra lá”, pretenso “sou mais importante que tu”. Pretenso porque, em geral, atrás das atitudes agressivas do valentão ou do exibicionismo da “patricinha”, esconde-se a insegurança, a falta de reconhecimento ou excesso de cobrança, o medo de ser confundido com o escolhido para “bode expiatório”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Meninos, jovens e adultos bem-resolvidos não precisam diminuir os outros, para conquistar um lugar no grupo. Da mesma forma, pessoas seguras de si, contentes com a sua condição, não sentem prazer em espezinhar o gordinho, o baixinho, a colega sem roupas de grife, o colega de modos mais delicados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mãe e pai atentos logo percebem quando o filho demonstra pouca vontade em ir à escola, inventando desculpas para escapar ao convívio indesejável. Na contramão, se estiverem atentos, também perceberão os ares provocativos, as grosserias dirigidas aos colegas. Em ambos os casos, uma boa conversa pode ser a diferença entre deixar o problema crescer ou atacar na raiz. Sabendo-se protegido, o menino deixa de aceitar as provocações;  procura ajuda, se agredido; aprende a enfrentar as dificuldades. Fortalecida em sua autoconfiança, a menina desprestigiada pelas colegas passa a vê-las como são: perfeitas idiotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso percebam atitudes de medo ou reclusão, após conversar com os filhos, os pais devem se sentir à vontade para procurar a escola. Dentro de suas paredes, a responsabilidade pertence a ela. A escola deixa de cumprir o papel de educadora, quando se omite, ignorando a agressividade que alguns sofrem, marcando-os para o resto da vida. Agressividade vinda, algumas vezes, dos próprios professores, quando desmoralizam e intimidam os alunos, para disfarçar suas carências.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Quem nunca encontrou um valentão em seu caminho? Ou a colega que olha de cima, achando-se importante? Ou um professor do tipo que puxa pra baixo, em lugar de incentivar? Por isso, a auto-estima de crianças e jovens precisa ser incentivada, para que não se sintam vítimas, ao serem agredidos; para que aprendam a se impor e enfrentar as diversas situações que encontrarão, ao longo da vida. Ou alguém pensa que adultos não sofrem agressividade nem são humilhados pelos seus pares? E, em todos os casos, o final feliz ou trágico dependerá da resposta escolhida por cada um. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Esgotado, o tema Bullying deixa os jornais, mas o problema continua existindo e medidas precisam ser tomadas, sempre que detectado. Por trazer à baila essa discussão, foi importante o papel da mídia, propiciando inclusive campanhas de esclarecimento. Mas, dentro dos lares e das escolas, o trabalho continua. Não há mais lugar para a omissão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-2611499608717896381?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/2611499608717896381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/05/bola-da-vez.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/2611499608717896381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/2611499608717896381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/05/bola-da-vez.html' title='A bola da vez'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-5751722375631922618</id><published>2011-05-16T21:14:00.001-03:00</published><updated>2011-05-16T21:15:46.292-03:00</updated><title type='text'>Até que enfim</title><content type='html'>A deputada federal Cida Borghetti (PP-PR) entrou com projeto de lei que “estabelece punições para alunos que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino” – divulgou o jornal Correio do Povo, de Porto Alegre. O projeto 267/11, já em fase conclusiva, estabelece suspensão para o estudante infrator e, em caso de reincidência grave, comparecimento à autoridade judicial competente. Além das punições correspondentes, o projeto propõe regras de comportamento a serem obedecidas pelos alunos, de maneira geral, estabelecendo o respeito aos códigos de ética e de conduta como responsabilidade e dever da criança e do adolescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de diminuir o poder de assédio aos estudantes, exercido por traficantes e outros criminosos adultos, acobertados sob a impunidade garantida aos adolescentes, a Lei, se implantada integralmente, também criará o “Estágio a partir dos 14 anos”, em que os estudantes terão oportunidade de aprender um ofício, receber remuneração e manterem-se ocupados, no turno em que não estiverem na escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que enfim alguém, uma mulher, preocupou-se com a infância e a adolescência brasileira, tentando colocar um freio à permissividade desenfreada, provocada em parte pela boa vontade do Estatuto da Criança e do Adolescente em protegê-los contra a violência, inclusive no lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; De certa forma, se aprovado, o projeto virá para “colocar ordem no poleiro”. Desde a implantação do Estatuto, a turma mirim contou com o maior apoio para subverter toda e qualquer ordem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Pelotas, em 2006, uma professora da rede municipal  de ensino perdeu a visão no olho direito, ao ser atingida por uma cadeira, quando tentava apartar a briga de dois alunos de 8 e 10 anos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em 2009, em Porto Alegre, agredida por uma aluna de quinze anos, uma professora da rede estadual foi hospitalizada com traumatismo craniano.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Em Vacaria, um professor foi esfaqueado e morto, quando tentava separar uma briga entre dois alunos de uma escola técnica estadual. O agressor, com dezoito anos, foi condenado a 14 anos de prisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na zona sul de São Paulo, agredida por um aluno da primeira série do Ensino Médio, outra professora teve uma vértebra fraturada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na zona rural de Viamão, golpeada na cabeça por uma régua de madeira de 50 cm, inesperadamente manejada por um aluno da oitava série, outra professora desmaiou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante trote na Fundação Municipal de Educação e Cultura _ FUNEC de Santa Fé do Sul, SP _ uma caloura de Pedagogia foi queimada pela colega veterana com um produto químico despejado em suas costas, precisando ser hospitalizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Na zona sul de São Paulo, agredida por um aluno da primeira série do Ensino Médio, uma professora teve uma vértebra fraturada. O conselho da escola determinou a expulsão do aluno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto em Porto Alegre como em Bagé, em consequencia de desentendimento banal, mães de alunos agrediram as professoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que resgatar a autoridade perdida pelos professores, em sala de aula, o projeto da deputada Cida Borghetti visa a formação de cidadãos éticos, conscientes dos seus deveres e direitos. Tudo o que o Brasil precisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-5751722375631922618?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/5751722375631922618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/05/ate-que-enfim.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/5751722375631922618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/5751722375631922618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/05/ate-que-enfim.html' title='Até que enfim'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-8589000039310846132</id><published>2011-05-14T21:38:00.003-03:00</published><updated>2011-05-14T21:46:18.191-03:00</updated><title type='text'>O mundo precisa de poesia</title><content type='html'>Qualquer pessoa que trabalhe em alguma entidade filantrópica, as chamadas ONGs (Organizações Não Governamentais), sabe a dificuldade para conseguir verbas governamentais, mesmo com certificado de Filantropia, Utilidade Pública Federal e todos os comprovantes solicitados, duramente obtidos. Quando, por felicidade, algum projeto é aprovado (geralmente de quantias irrisórias, levando em conta o número de pessoas beneficiadas), as prestações de contas precisam ser minuciosas, provando o bom uso das quantias recebidas, para garantir a continuação do recebimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Entidades pequenas, contando geralmente com a boa vontade de voluntários para tais atividades, vêem-se em sérias dificuldades para fazer frente a todas as requisições. Mas, amparando-se aqui e ali, honram os compromissos assumidos, única forma de garantir a continuação das verbas para projetos essenciais, geralmente para atender velhos, crianças e pessoas com necessidades especiais, que dependem desse atendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entende-se, contudo, a necessidade de firmeza tanto na aprovação como na exigência de prestações de contas bem justificadas, pois o dinheiro público deve ser respeitado. Com o seu, cada um está livre para fazer o que quiser; dinheiro público, como explica o termo, saiu do bolso de todos os cidadãos, através de impostos exorbitantes, razão pela qual precisa ser bem aplicado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas, vez por outra, a mídia surpreende com notícias difíceis de assimilar. Como a autorização do Ministério da Cultura para a cantora Maria Bethânia dispor de R$1.300.000,00 (hum milhão e trezentos mil reais) para criar o site “O mundo precisa de poesia”, notícia divulgada na Folha de São Paulo e muito criticada na internet. A proposta é Maria Bethânia gravar um vídeo por dia, durante 365 dias, com poesias dos maiores poetas de língua portuguesa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A autorização permite que os recursos sejam obtidos através de patrocínios com o respaldo da Lei Rouanet, que garante abatimento de impostos, em troca de incentivo fiscal. Sendo recursos previstos em lei, Maria Betânia teria direito de candidatar-se a eles. A dúvida é se deveria. A eterna dúvida entre o legal e o ético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A equipe do site inclui cineasta, roteirista, fotógrafo, produtor, maquiador e equipamentos. Cada vídeo terá a duração de dois minutos e a obra toda levará cerca de 600 minutos (10 Horas?), segundo o cineasta Andrucha, diretor do projeto.  Mas nada disso vem ao caso, se a Lei existe, Maria Bethânia pensou: “perguntar não ofende” _ e recebeu “sim” como resposta.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Segundo a Lei Rouanet, qualquer pessoa ou entidade que possuir um projeto cultural pode se candidatar; ter o projeto aprovado é um pouco mais difícil. Bethânia conseguiu. Seu projeto pleiteava cerca de R$1.800.000,00 e foram aprovados R$1.300.000,00. Indignados, os internautas  caíram em cima da cantora, alegando que ela não precisava disso; sendo quem é, provavelmente teria facilidade em conseguir patrocínios privados e venda de espaços publicitários, no site.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria mais interessante se 5 ou 10 escolas de música, de dança, grupos de teatro, bandas em formação _ principalmente esses que trabalham com crianças e jovens da periferia, mostrando-lhes um novo horizonte _ tivessem o seu projeto aprovado, em lugar de um único projeto, seja de quem for? Parece que sim, mas não é o que reza a Lei. Assim, não adianta malhar quem consegue transpor as barreiras, seja ético ou não. A Lei propicia isso. Como outras, a Lei Rouanet é propensa a proteger amigos e partidários. É que, além de poesia, o Brasil precisa de muita coisa, principalmente vergonha na cara.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-8589000039310846132?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/8589000039310846132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/05/o-mundo-precisa-de-poesia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/8589000039310846132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/8589000039310846132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/05/o-mundo-precisa-de-poesia.html' title='O mundo precisa de poesia'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-6931891725013329396</id><published>2011-05-08T19:52:00.000-03:00</published><updated>2011-05-08T19:54:10.868-03:00</updated><title type='text'>De coração</title><content type='html'>Certo dia, na escola onde eu estudava, a professora teve a idéia de iniciar uma série de palestras, que seriam proferidas pelas mães das alunas, as nossas mães.  Fui pega de surpresa pelas colegas, quando convidaram justamente a minha mãe para a primeira palestra. A surpresa aumentou quando, prontamente, ela aceitou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de admirá-la muito e apreciar as histórias da sua infância e juventude, fiquei receosa sobre o que ela teria de interessante para contar às minhas colegas, sendo uma “simples” dona de casa, mãe de sete filhos. Principalmente por, conhecendo a turma, saber que se poriam  a rir com a maior facilidade, mal a primeira começasse, naquele jeito de ser das adolescentes de então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, temerosa, preparei-me para a situação, sem conseguir arrancar de mamãe nenhuma dica sobre o que pretendia falar, nem vê-la treinando ou preocupada com o evento. Era como se palestrar para um grupo de adolescentes fosse coisa banal, em seu currículo. “Mal sabe o que a espera”_ pensava, sem querer assustá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema escolhido em aula foi “decoração”. No dia combinado, mamãe chegou, pontualmente. Recebida com  carinho, por parte das colegas e da professora, começou a explanação, no seu jeito descontraído. O grupo era heterogêneo, talvez por isso mamãe enfatizou que, para uma casa ficar gostosa e agradável, mais valia o carinho e o bom gosto em reunir o que se tem do que a  preocupação em adquirir coisas caras, modismos que logo enjoam. Foi a primeira vez em que ouvi a explicação de que o importante, em decoração como em tudo na vida, é fazê-lo “de coração”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia sinceridade em suas palavras, pois as colegas conheciam a nossa casa, convidadas anualmente para a comemoração do meu aniversário, quando a surpreendida era mamãe, desavisada de que aquela turma toda chegaria após a aula e ficaria para o jantar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Surpreendentemente, o público adolescente ficou quietinho, mudo, rostos amigáveis e olhares atentos; muitas palmas, ao final. Até eu recebi elogios pela mãe que tinha. Imerecidos, aliás. Depois, não sei se as palestras tiveram continuação, pois só guardei a que me serviu de lição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos anos passados, vivi várias vezes situações semelhantes, quando os filhos, também adolescentes, solicitavam para serem deixados na quadra anterior à festa ou ao bar a que desejavam comparecer. Ou quando, junto com os amigos, se mostravam frios, distantes, desejosos de serem deixados logo a sós, após alguma interrupção para receberem lanche ou guloseimas, esses bem recebidos. Como essas, outras situações me fizeram sorrir, lembrando a minha própria adolescência, quando a aceitação do grupo parecia o mais importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, com o tempo, conforme a vida foi mostrando as várias faces, cresceu o entendimento sobre a arte de ser mãe, aquela que ama, brinca, educa, corrige e abraça. Aquela que entende, principalmente; aceita cada filho ou filha do jeito que é, fazendo somente as cobranças indispensáveis ao crescimento, para que se tornem pessoas felizes, integradas, agradáveis ao convívio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque isso as mães, em todos os tempos, precisam ter  de sobra: paciência e compreensão para esperar que as várias fases do crescimento sejam superadas. Com a certeza de que serão plenamente compreendidas, admiradas e valorizadas, quando o amadurecimento chegar. Até lá, paciência, compreensão e amor em doses infinitas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-6931891725013329396?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/6931891725013329396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/05/de-coracao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/6931891725013329396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/6931891725013329396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/05/de-coracao.html' title='De coração'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-2598385934750065086</id><published>2011-05-06T14:38:00.002-03:00</published><updated>2011-05-06T14:41:13.070-03:00</updated><title type='text'>Elogiar é preciso</title><content type='html'>Elogios não devem ser lançados a esmo, para se despachar ou agradar a meio mundo. Pessoas que elogiam a qualquer pretexto logo ficam desacreditadas. Boazinhas demais, seus elogios perdem a força, a credibilidade. Mas elogiar é quase obrigação, quando se aprecia algo, principalmente se realizado para o bem comum.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Essa a razão desta crônica: elogiar, mesmo em atraso. Aliás, exceto casos raros, elogios sempre vêm a tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, lá vai: adorei a duplicação das avenidas Ferreira Vianna e Adolfo Fetter, caminho para o Laranjal. Ficou bom demais ir até a praia, tranquilamente, apreciando a paisagem à volta, o casario já quase sem interrupções, muitas e interessantes casas comerciais. Antes, a preocupação com o trânsito, a necessidade do olhar atento, o receio de alguma ultrapassagem apressada por conta de outro motorista, tudo contribuía para que não fosse um passeio, mas simples deslocamento para atingir o objetivo. Hoje, é só se conservar à direita, se estiver sem pressa, e acompanhar o fluxo tranqüilo dos automóveis.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Logo que a duplicação ficou pronta, lá fui eu, curiosa, apreciar a novidade tão esperada. Às vésperas de viagem, envolvida com outros acontecimentos, não tive condições de escrever a crônica entusiasta que a melhoria inspirou. Surpresa, acompanhei, através da mídia, o descontentamento com as rótulas. A maioria dos comentaristas se fixou nas rótulas, em vez de se permitir saborear a estrada liberada, o acesso fácil. Eu, na verdade, nada entendo de rótulas: quando chego a elas, diminuo a velocidade, concedo a passagem ou assumo a frente, conforme a situação. Motoristas educados também costumam diminuir a velocidade, observar o comportamento dos outros, ceder lugar a algum apressadinho, para não criar confusão. Mas curto estradas duplicadas, fluxo contínuo, tranqüilo, por isso apreciei a duplicação e das rótulas só visualizei a facilidade de retorno, proporcionada por elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que agora, passado o impacto inicial, principalmente por parte dos moradores do Laranjal, que fazem este trajeto mais de uma vez por dia, sejam muitos os elogios e a alegria pela duplicação tão desejada. Que, aos poucos, decerto será complementada por detalhes, como arbustos entre as vias, para melhor visão, à noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A praia do Laranjal merecia um acesso privilegiado.  Presente da natureza, ainda pouco valorizado pela maioria dos cidadãos pelotenses, merece mais oportunidades de desenvolvimento. Compreende-se isso, quando, em outros países ou até mesmo em outras cidades brasileiras, observamos a valorização de lugares criados pelo poder econômico aliado à determinação do homem. Do nada, estrangeiros são capazes de inventar lugares paradisíacos, que logo se tornam pontos turísticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, ao contrário, a natureza foi generosa. Como generosa também foi ao nos presentear com o Arroio Pelotas e o São Gonçalo, pontos de navegação que, como a Lagoa dos Patos, merecem ser bem aproveitados e conhecidos pelos turistas. &lt;br /&gt;Mas a valorização turística só acontece a partir da valorização dos locais, prestigiando, ajudando a conservar, contribuindo com sugestões positivas, elogiando as medidas progressistas, denunciando os abusos. Sem animosidade, com o espírito de construir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-2598385934750065086?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/2598385934750065086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/05/elogiar-e-preciso.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/2598385934750065086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/2598385934750065086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/05/elogiar-e-preciso.html' title='Elogiar é preciso'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-4906463840608919055</id><published>2011-04-30T10:11:00.002-03:00</published><updated>2011-04-30T10:14:38.712-03:00</updated><title type='text'>Pergunta pertinente</title><content type='html'>Na Coluna Linha Direta do dia 20/4, no jornal Diário da Manhã de Pelotas, RS, o jornalista Hélio Freitag, após confessar o seu espanto por tomar conhecimento de vários amigos e conhecidos que, recentemente, procuraram atendimento médico em Porto Alegre, lançou a pergunta: “Mas o que está acontecendo com a Medicina em Pelotas”?&lt;br /&gt;É possível que pessoas mais informadas possam vir a público fornecer as explicações solicitadas; será muito bom se isso acontecer. Como leiga, contudo, arrisco-me a meter a colher torta e sugerir uma resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Medicina em Pelotas vai muito bem, obrigada, se considerarmos os excelentes médicos, em todas as áreas. É uma injustiça com eles, quando seus conterrâneos e amigos se dirigem a outros centros, buscando os conhecimentos que poderiam usufruir aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que vai mal, em Pelotas, e precisa melhorar, urgentemente, são as condições oferecidas em alguns hospitais. Fica antipático falar, muito chato mesmo. Qualquer cidadão pelotense adoraria poder encher o peito e falar só elogios. Se isso ocorresse, ninguém precisaria se locomover para outros centros, com gastos de viagem, hospedagem e todo o incômodo da locomoção, numa ocasião em que a pessoa está fragilizada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2003, precisei sofrer uma intervenção cirúrgica e me internei em um grande hospital de Pelotas. A cirurgia foi um sucesso, o atendimento e o trabalho do cirurgião nota 10, o apartamento ótimo, idem a alimentação. Mas a passagem pela sala do pré e do pós-operatório foram de não acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, precisei fazer uma coleta de material. Fiquei numa salinha, homens e mulheres juntos, com aquelas batinhas infames, aguardando. Para vestir as minhas roupas, depois do procedimento, fui ao banheiro ao lado da tal salinha, concentrando-me para não tocar em nada, tal o estado do local. Inclusive, num recipiente grande, aberto, havia dezenas de panos ensangüentados, deixados por outros pacientes. Surreal, em tempos de proliferação de vírus hospitalar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia da cirurgia, fui conduzida à sala que seria do pós, para aguardar a minha vez. Só que, sem anestesia, sentada no colchão em estado precário, lençóis que deviam ter sido aposentados há muito tempo, fiquei olhando à volta. Pensando que voltaria para ali, desacordada. Após o ocorrido, preferi não comentar o fato, para não ser mal interpretada ou causar ressentimentos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pouco tempo depois, a filha de uma amiga passou pela mesma situação, no mesmo hospital. Soube que, sentada naquela sala, aguardando a sua vez, bem acordada, olhou à volta, apavorada, e pensou em mim, perguntando-se se eu teria passado por aquelas mesmas circunstâncias.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;De lá para cá, por contingências da vida, não estive hospitalizada em hospitais locais, por isso não sei o quanto a situação mudou. Inclusive, acredito que não seja generalizada. Contudo, o fato de um número cada vez maior de pessoas se dirigir a outros centros, quando precisam de hospitalização, independente dos excelentes e atualizados profissionais existentes na cidade, faz recear que a situação continue longe da ideal. E, se buscar socorro médico em outras cidades se caracteriza como injustiça para com os excelentes profissionais em atividade em Pelotas, maior injustiça é cometida contra as pessoas que, por quaisquer razões, precisam aceitar as condições oferecidas, mesmo que precárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, a pergunta do jornalista Hélio Freitag é muito pertinente. Quem sabe está na hora de todos _ administradores, médicos, enfermeiros, pessoal da limpeza e cidadãos _ se unirem num mutirão por melhores condições, principalmente de higiene. Se tal campanha tivesse êxito, dificilmente alguém pensaria em se locomover a outra cidade, em busca de atendimento médico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-4906463840608919055?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/4906463840608919055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/04/pergunta-pertinente.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/4906463840608919055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/4906463840608919055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/04/pergunta-pertinente.html' title='Pergunta pertinente'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-6464726583148644047</id><published>2011-04-23T17:14:00.001-03:00</published><updated>2011-04-23T17:15:42.827-03:00</updated><title type='text'>Cortina de fumaça</title><content type='html'>Pela rapidez com que assuntos relevantes desaparecem da midia, o cronista, quando possui coluna semanal ou depende da boa vontade dos editores para a publicação, pensa algumas vezes, antes de se referir a algum tema. Se bobear, até a crônica ser publicada, o assunto perdeu o interesse, dissecado nos jornais diários e nas revistas semanais. Por isso, muitas vezes o cronista deixa de comentar fatos palpitantes ou seu comentário surge quando a mídia já o esqueceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns temas, contudo, são sempre atuais. Violência, por exemplo. Em 2005, a maioria da população respondeu com sonoro “não” à pergunta: ”O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil”? Desconsiderada a opinião do povo, volta e meia a polêmica retorna, na esperança de que passe, aproveitando o impacto de algum acontecimento sobre o emocional das pessoas. Como aconteceu agora, aproveitando o abalo causado pelo massacre em uma escola do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por bom senso, antes que a idéia se firmasse, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), se posicionou contra nova consulta popular, reconhecendo que seria uma “cortina de fumaça” para os verdadeiros problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, o senador José Sarney, no embalo da comoção geral, prontamente apresentou ao Congresso Nacional a proposta de novo referendo sobre o desarmamento, pois “a opinião da sociedade pode ter mudado, diante da violência reinante”. Entrei no Google, rapidamente, e num só evento encontrei o senador rodeado por seis seguranças, que o protegiam inclusive dos jornalistas. “Façam o que eu digo, não façam o que eu faço” _ seria outro título adequado para esta crônica.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas querer convencer que a raiz de toda a violência reside na posse de uma arma é fazer pouco da capacidade de pensar das pessoas, que se sabem inseguras e desprotegidas, em todos os sentidos.  Sem saber a quem apelar, em quem confiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo o massacre, efetuado por um jovem aparentemente desequilibrado, segundo opinião de quem o conhecia, deixará as manchetes e tudo continuará como sempre. As escolas continuarão sem segurança: um guarda armado à porta de cada uma imporia respeito e seria mais salutar o relacionamento com ele que a intimidade com o traficante. Os familiares das pessoas com problemas psicológicos e os drogados continuarão sem ter órgãos públicos aos quais recorrer, descartados rapidamente das instituições, por falta de assistência governamental. Os corredores dos hospitais públicos continuarão cheios de pessoas desatendidas,  algumas com o travesseiro e a coberta trazidos de casa, pela inexistência de um mínimo de conforto. Contra essa violência não viria bem um plebiscito?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas aí já entraríamos em outra área e teríamos que ouvir as explicações de que não existem verbas para melhorias e para salários condizentes, tanto na saúde como na educação.  Vez por outra, porém, ouvimos falar de verbas milionárias destinadas a projetos cuja importância não alcançamos entender. Por isso, é mais fácil erguer  cortinas de fumaça, deixar-nos com os olhos ardendo, confundir-nos, para mudar o foco da nossa indignação e subtrair a capacidade de reação a leis e projetos que, massacrando o cidadão comum, continuam favorecendo aos legisladores e seus amigos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-6464726583148644047?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/6464726583148644047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/04/cortina-de-fumaca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/6464726583148644047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/6464726583148644047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/04/cortina-de-fumaca.html' title='Cortina de fumaça'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-2707241240201276091</id><published>2011-04-16T12:46:00.000-03:00</published><updated>2011-04-16T12:48:15.907-03:00</updated><title type='text'>Soluções simplistas</title><content type='html'>Diante de grandes tragédias, costumam surgir soluções simplistas. Algumas, no primeiro momento, principalmente por nos encontrarem fragilizados, parecem coerentes. Mas idéias são perigosas, quando tomam corpo, aproveitando momentos de perplexidade e dor. Repetidas muitas vezes por formadores de opinião (que nem por isso são donos da verdade), constantemente absorvidas nos jornais ou em  programas de entrevistas, simples teses assumem ares de verdade incontestável, pelo martelar contínuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O horror da tragédia ocorrida no bairro Realengo, no Rio de Janeiro _ quando um rapaz perturbado mentalmente  entrou numa escola municipal, fazendo-se passar por palestrante, e descarregou várias vezes o seu revolver em crianças indefesas, matando várias, antes de se suicidar _ despertou esse tipo de solução simplista.&lt;br /&gt;É chocante admitir que um desequilibrado pode arquitetar uma chacina e realizá-la, em qualquer local, driblando toda a segurança. Cada pai e mãe desse país se coloca na situação daqueles que perderam seus filhos e se enche de medo que a tragédia se repita. Acreditar que uma campanha de desarmamento seja a solução contra a violência desenfreada é encontrar um consolo, em meio à dor e ao desamparo. Porque, de repente, descobrimos que somos reféns da violência. A qualquer momento, ela pode explodir. Ninguém está imune, seguro, protegido. Diante da verdade que não se suporta assimilar, decide-se o óbvio: “retirar todas as armas da população, para isso nunca mais acontecer”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdade é que as pessoas bem-intencionadas entregam suas armas e os bandidos as conservam. E o jovem atirador não possuía porte nem registro da arma, como a lei exige dos cidadãos; a arma que ele utilizou era ilegal, comprada de alguém que não se questionou sobre as razões que levariam um jovem a desejar adquirir um revólver e bastante munição. Quer dizer, esse tipo de situação poderia acontecer _ para nossa dor _ mesmo se efetuado o mais eficiente desarmamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, nada contra uma campanha de desarmamento em que o bom-senso seja a arma utilizada. Campanha em que os cidadãos, espontaneamente, entreguem suas armas. Inclusive, a maioria fora de uso, arcaicas, como aconteceu na campanha anterior. Tudo contra qualquer projeto de lei que impeça o cidadão honesto de adquirir legalmente uma arma, se julgar necessário. Tudo contra o alto preço do registro e do porte de arma, retirando ao pai de família assalariado o direito de defender sua família e os bens adquiridos com esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, o tema “desarmamento” é complexo demais para ser utilizado como solução para problemas que não sabemos como enfrentar. Porque pessoas idôneas, inclusive submetidas a teste psicológico _ como ocorre dentro da nossa legislação _ devem ter o direito, numa democracia, de escolher se desejam ou não ter uma arma para defesa pessoal e familiar. Porque alguns cidadãos urbanos podem acreditar que, em caso de necessidade, chamando o 190, logo serão socorridos, mas o homem do campo, sozinho em sua propriedade, a muitos quilômetros de qualquer delegacia, sabe que conta apenas com ele mesmo. Por isso, a decisão  compete a cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se as autoridades constituídas, como medida de prevenção, julgarem que a solução para a violência é desarmar toda a população, retirando o direito de defesa, a população poderia exigir, em contrapartida, que todas as autoridades renunciassem à proteção dos seguranças armados com que contam, pagos com o dinheiro dos contribuintes que alguns pretendem desarmar. Em igualdade de condições, seria mais fácil acreditar na coerência das idéias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-2707241240201276091?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/2707241240201276091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/04/solucoes-simplistas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/2707241240201276091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/2707241240201276091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/04/solucoes-simplistas.html' title='Soluções simplistas'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-564108247176760202</id><published>2011-04-11T21:28:00.002-03:00</published><updated>2011-04-11T21:31:29.148-03:00</updated><title type='text'>A melhor receita</title><content type='html'>Morreu José Alencar, o vice-presidente que cativou os brasileiros com seu jeito tranqüilo de mineiro bonachão, o sorriso maroto de quem sabe muito mais do que deseja expressar. Enfrentou o câncer como quem enfrenta mais uma dificuldade, um novo tropeço, um inimigo que brinca de esconder e, quando a gente quer acreditar que se foi, olha ele ali, atacando novamente. Inimigo deste tipo merece o tratamento que José Alencar lhe deu: apoio médico, obediência às regras e naturalidade, que ainda é a melhor receita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada de ficar se queixando, considerando-se o último coitadinho do pedaço: “Porque eu? Puxa, eu não merecia”.  Ei, amigo, porque não merecia? Acaso é melhor que alguém? O câncer, como a maioria das doenças, é muito democrático: atinge jovens e crianças, ricos e pobres, otimistas e depressivos. Dependendo das circunstâncias, pode causar muitos estragos, fazer da vida um inferno. Ou, ao contrário, dar à vida o sabor do chocolate que se dilui na boca, adoçando tudo, até acabar. Sem deixar saudade, porque satisfez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo sabe que cada minuto da vida é único, mas minutos, horas e dias preciosos se perdem em lamentações, discussões ou com o sujeito tão preocupado em sobreviver que nem percebe que perde o melhor da festa. Quando uma doença com fama de terminal, como o câncer, de repente se insinua, na verdade é uma sacudida para colocar tudo no lugar adequado. Coisas que pareciam importantes deixam de ser, outras passam a receber a merecida atenção; relacionamentos perniciosos são postos de lado, pela necessidade de dar ênfase ao que realmente importa; companhias agradáveis se tornam essenciais; mesquinharias, inveja, puxadas de tapete causam graça e pena de quem ainda está nessa; generosidade comove. Quando alguém percebe que os ponteiros do seu relógio começaram a acelerar, cada momento tem o sabor de um presente inesperado.&lt;br /&gt;Mas cada um tem seu tempo e nada impede que outro despertador toque antes do seu. Quantos desavisados recebem o chamado quando menos esperavam e descobrem, nesse momento, que não estão preparados: tanta coisa para fazer, dizer, corrigir. Coisas que não serão feitas, ditas ou corrigidas, porque o tempo esgotou.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No entanto, desde o nascimento, o tempo que resta é uma incógnita. Se fossemos espertos, aproveitaríamos melhor cada minuto, com a certeza de que pode ser o derradeiro. Mas sem melodrama, autopiedade, vontade de chamar a atenção. Sem forçar a barra, obrigando todos à volta a sofrerem na expectativa de um desfecho que ninguém tem o poder de postergar ou modificar. Com naturalidade, se possível. &lt;br /&gt;Dessa forma, segundo entendi, José Alencar viveu e morreu. Mas o que esperar de um homem com o seu currículo  de trabalho, empreendedorismo e capacidade de enfrentar dificuldades? Viveu o suficiente para reconhecer dramas maiores, enfrentados por pessoas anônimas, em condições adversas, na maioria das vezes. O suficiente para entender que, a certa altura, a morte, complementação da vida, se torna um “privilégio”, como falou, quando começou a cansar.  E que viver, para muita gente, é mais árduo que morrer. Por isso, sem se fazer de herói, com naturalidade partiu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-564108247176760202?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/564108247176760202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/04/melhor-receita.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/564108247176760202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/564108247176760202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/04/melhor-receita.html' title='A melhor receita'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-5382208102918110531</id><published>2011-03-31T14:49:00.016-03:00</published><updated>2011-04-09T23:28:20.704-03:00</updated><title type='text'>ALLURE OF THE SEAS – II parte</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-hPfAb9sleiA/TaD4tJXMYZI/AAAAAAAAAlk/nwns39NJsW8/s1600/IMG_0074.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-hPfAb9sleiA/TaD4tJXMYZI/AAAAAAAAAlk/nwns39NJsW8/s320/IMG_0074.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593744191685157266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New';"&gt;Em março de 2011 _ como contei em crônica anterior _ realizamos um cruzeiro pelo Caribe, no transatlântico ALLURE OF THE SEAS, da Royal Caribbean, inaugurado no final de 2010. Construído na Finlândia, como seu irmão mais velho, o OÁSIS, o transatlântico ALLURE é um show de tecnologia e organização, com muito entretenimento, excelente culinária e espaços charmosos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Vz4trpGPAIU/TaEHAobW2TI/AAAAAAAAAmc/q8q6Kch9BDE/s1600/IMG_0063.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Vz4trpGPAIU/TaEHAobW2TI/AAAAAAAAAmc/q8q6Kch9BDE/s320/IMG_0063.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593759919604422962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A Royal Promenade, no Deck 5, simula uma rua chique, repleta de bares, restaurantes, lojas de grife e amplo espaço para circular, com bancos estrategicamente colocados entre as plantas decorativas. Embora o grande número de passageiros, inexplicavelmente não há filas, talvez pelas várias atividades e locais à disposição. Na Royal Promenade e em outros decks, entre alguns restaurantes e bares pagos, há vários onde se pode chegar, a qualquer hora, servir-se ou ser servido, ocupar alguma mesa e desfrutar do ambiente gostoso, sem o menor atropelo ou gasto adicional. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-TFTvlwCwjEQ/TaD_X8X5g7I/AAAAAAAAAmE/VJJgS_rcUsw/s1600/IMG_0087.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-TFTvlwCwjEQ/TaD_X8X5g7I/AAAAAAAAAmE/VJJgS_rcUsw/s320/IMG_0087.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593751524002595762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No Deck 8, o Central Park é um espaço ao ar livre, com árvores, arbustos, flores, trinar de pássaros e, à noite, barulho ocasional de grilos. Há recantos com cadeiras confortáveis, sob estruturas de aço e vidro, onde se pode apreciar um concerto de violinos; um bar que se movimenta entre o sexto e o oitavo deck, cedendo espaço para a apresentação de uma banda ou para uma parada com personagens da DreamWorks, como Shreck e outros; alguns restaurantes e bares, com muita privacidade; aquecedores entre as plantas, garantindo o bem-estar, à noite.&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_rf1yMUPpx8/TaEVLiOmndI/AAAAAAAAAm8/DXXmiybcC40/s1600/IMG_0961.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-_rf1yMUPpx8/TaEVLiOmndI/AAAAAAAAAm8/DXXmiybcC40/s320/IMG_0961.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593775500081667538" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-yfn6Dj2LhwQ/TaEILqb9j1I/AAAAAAAAAmk/L2guzPRlTIY/s1600/IMG_0072.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-yfn6Dj2LhwQ/TaEILqb9j1I/AAAAAAAAAmk/L2guzPRlTIY/s320/IMG_0072.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593761208634019666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-O2BFmuSOEAQ/TaEPeBYT3kI/AAAAAAAAAms/ZbJXqAv9N9M/s1600/IMG_0079.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-O2BFmuSOEAQ/TaEPeBYT3kI/AAAAAAAAAms/ZbJXqAv9N9M/s320/IMG_0079.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593769220611759682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-8cX6PbjyIiY/TaEP9RSz0BI/AAAAAAAAAm0/uW1WyjCO0t4/s1600/IMG_0098.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-8cX6PbjyIiY/TaEP9RSz0BI/AAAAAAAAAm0/uW1WyjCO0t4/s320/IMG_0098.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593769757459599378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para as crianças e jovens, há inúmeras atividades: muro de escaladas, 60 metros acima do nível do mar; patinação no gelo; parque de diversões; cinema em terceira dimensão, além da oportunidade de fazer uma tatuagem provisória, ter o rosto pintado, ser fotografado com algum personagem da DreamWorks, praticar karaokê, entre muitas outras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New';"&gt;Num navio dessas proporções, tudo precisa ser gigantesco, naturalmente: na cozinha, trabalham 20 cozinheiros-chefes, 222 cozinheiros e 102 tripulantes encarregados da limpeza, responsáveis&amp;nbsp; pela imensa variedade de deliciosos pratos constantemente oferecidos e renovados; na confeitaria, como todos os pães e bolos oferecidos são frescos, a máquina apropriada se encarrega de confeccionar 4.000 unidades por&amp;nbsp; hora. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;br /&gt;Óbvio que, para que tudo funcione a contento, é necessária muita organização, da qual nos inteiramos aos poucos. Na &amp;nbsp;preparação da viagem, fomos informados da necessidade de marcar lugares para os shows que desejássemos assistir, em virtude do grande número de interessados, mas pela internet cada casal só conseguiu reservar para um espetáculo. No navio, a informação é para que todos os possuidores de ingressos cheguem no mínimo com 15’de antecedência, para os lugares vagos serem liberados &amp;nbsp;10’antes de o espetáculo começar. Com esse critério, os interessados conseguem assistir a shows famosos, como o musical da Broadway, Chicago, o OceanAria Aqua Show e o Ice Games, espetáculo de patinação no gelo, na maior tranqüilidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New';"&gt;No ALLURE, ao contrário de outros cruzeiros, inclusive pelo Caribe, o forte da programação acontece no interior do transatlântico ou em ilhas pertencentes a Royal Carribbean, como a &amp;nbsp;Labadee, no Haiti, onde o pessoal do navio monta toda a estrutura necessária para proporcionar conforto e prazer aos hóspedes. No roteiro pelo Caribe oeste, o navio também aporta em Costa Maya e em Cozumel, no México.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New';"&gt;Por tudo o que proporciona e pelo excelente atendimento, o&amp;nbsp; ALLURE é experiência que vale a pena repetir. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-gUA7Rouey7c/TaEAacL2bnI/AAAAAAAAAmM/o0LAxYUwS-E/s1600/IMG_0093.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-gUA7Rouey7c/TaEAacL2bnI/AAAAAAAAAmM/o0LAxYUwS-E/s320/IMG_0093.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593752666413362802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O único detalhe que eu mudaria, se possível, seria a modalidade escolhida para as refeições no restaurante formal: no nosso caso, o horário era livre, o que obriga à espera pela mesa disponível para aquele número de pessoas. Situação que contornamos, chegando mais cedo ou jantando no variado self-service do deck 16. Nessa situação, as gorjetas precisam ser pagas no Brasil, anteriormente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New';"&gt;No check out, como em alguns outros navios, se o passageiro estiver somente com uma mala, que não se incomode de carregar, terá prioridade no desembarque, no primeiro horário. Mas, em qualquer circunstância, o ALLURE OF THE SEAS é uma experiência imperdível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New';"&gt;martafscosta@gmail.com&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-5382208102918110531?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/5382208102918110531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/03/allure-of-seas-ii-parte_31.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/5382208102918110531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/5382208102918110531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/03/allure-of-seas-ii-parte_31.html' title='ALLURE OF THE SEAS – II parte'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-hPfAb9sleiA/TaD4tJXMYZI/AAAAAAAAAlk/nwns39NJsW8/s72-c/IMG_0074.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-2130207591048063835</id><published>2011-03-30T10:37:00.010-03:00</published><updated>2011-04-09T22:11:41.426-03:00</updated><title type='text'>ALLURE OF THE SEAS – MARÇO DE 2011</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-oveu1-7uNzA/TaBWhahxR_I/AAAAAAAAAkk/Gqc7-5Qvr48/s1600/IMG_1161.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="300" width="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-oveu1-7uNzA/TaBWhahxR_I/AAAAAAAAAkk/Gqc7-5Qvr48/s400/IMG_1161.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: center; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Na intenção de atrair um público cada vez mais exigente e sedento por novidades, empreendedores se obrigam a continuamente construir “o maior navio do mundo”, “o maior edifício do mundo” e outros do gênero. Em maio de 2009, curiosos sobre a organização possível num transatlântico com 4.500 passageiros e cerca de 1.400 tripulantes, viajamos no FREEDOM OF THE SEAS, da Royal Caribbean, na época considerado o maior do mundo, e a experiência foi excelente. Logo após, a Royal inaugurou o transatlântico OASIS OF THE SEAS, maior que o FREEDOM, e, em novembro de 2010, a companhia inaugurou o seu irmão-gêmeo, o ALLURE OF THE SEAS, diferenciando-o do OÁSIS pelas parcerias conseguidas no setor de entretenimento. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Em marco de 2011, mais curiosos que nunca sobre o que nos aguardaria num transatlântico dessas proporções, embarcamos no ALLURE, cientes de que talvez tivéssemos que fazer concessões e aceitar filas imensas, espera e outras situações ocorridas no último cruzeiro, realizado no Costa Serena, navio bem menor, mas com número de passageiros desproporcional ao espaço disponível. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Com cerca de 6.000 passageiros e 2.296 tripulantes, pertencentes a 79 diferentes nacionalidades, o ALLURE administra população maior que a de algumas cidades brasileiras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Para nossa surpresa, no ALLURE, o check in foi rápido e organizado como é costume nas viagens marítimas, salvo raras exceções. Entre a chegada no porto, às 13h40’, e estarmos comodamente almoçando no restaurante do deck 16 (após despacho das malas, passagem na alfândega, chegada à cabine para deixar as bolsas), não demorou 40 minutos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Como o embarque para o cruzeiro seria no porto de Fort Lauderdale, próximo a Miami, optamos por desembarcar no aeroporto de Miami, pegar o automóvel alugado no Brasil e, com o auxílio do GPS, chegar ao endereço do hotel, em Fort Lauderdale. No aeroporto, embarcamos no Rental Car Shuttle, o ônibus que nos levou direto a Central das locadoras de carros, agora todas juntas no mesmo espaço: AVIS, DOLLAR, BUDGET, HERTZ, etc. “Como em Las Vegas”, observou a amiga. Há dois anos, cada locadora possuía transporte e endereço diferenciados. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Com o auxílio do GPS, chegamos facilmente ao Fort &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Lauderdale Beach Resort, próximo a praia. O apartamento é excelente, nada a ver com a recepção, no térreo. Outra opção interessante, para quem prefere não alugar carro, seria ir de avião até Fort Lauderdale, pegar um táxi para o hotel e, no momento adequado, outro táxi para o porto. Nesse caso, é importante a localização do hotel, de preferência próximo ao Las Olas Boulevard, ponto dos bares, restaurantes e lojas, onde o automóvel não se mostra necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Og860pDSCj0/TaD5fBSeeXI/AAAAAAAAAls/jFc7FeVlKn0/s1600/IMG_0019.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Og860pDSCj0/TaD5fBSeeXI/AAAAAAAAAls/jFc7FeVlKn0/s320/IMG_0019.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593745048511347058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;No dia seguinte, pela manhã, vamos conhecer o Wall Mart local, tipo de supermercado, enorme, onde se encontra desde produtos alimentícios até roupas, calçados, computadores e material para camping. Depois, vamos ao aeroporto de Fort Lauderdale, entregar o carro alugado, e pegamos um táxi para o porto, que não fica longe. Observamos que a locadora Dollar possui um ponto de recebimento ao lado do porto, o que teria facilitado. Decerto por essa razão era a locadora mais concorrida, no aeroporto de Miami.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-BGcl9u6dOOw/TaECawPQ77I/AAAAAAAAAmU/lMHo_hUNmYE/s1600/IMG_0055.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-BGcl9u6dOOw/TaECawPQ77I/AAAAAAAAAmU/lMHo_hUNmYE/s320/IMG_0055.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593754870819647410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ALLURE OF THE SEAS impressiona, à primeira vista, pelo tamanho. Após conhecê-lo um pouco (uma semana não parece suficiente para conhecê-lo totalmente), impressiona pela tecnologia empregada nos menores detalhes. Compreende-se, com um mínimo de observação, que não houve apenas o objetivo de vencer a corrida para “o maior navio do mundo”, mas a preocupação em proporcionar aos hóspedes um cruzeiro muito além da imaginação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;martafcosta@gmail.com&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 27.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-2130207591048063835?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/2130207591048063835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/03/allure-of-seas-marco-de-2011_30.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/2130207591048063835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/2130207591048063835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/03/allure-of-seas-marco-de-2011_30.html' title='ALLURE OF THE SEAS – MARÇO DE 2011'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-oveu1-7uNzA/TaBWhahxR_I/AAAAAAAAAkk/Gqc7-5Qvr48/s72-c/IMG_1161.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-7334416480200265908</id><published>2011-03-28T21:02:00.004-03:00</published><updated>2011-04-03T23:42:54.763-03:00</updated><title type='text'>As águas de março</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-5uQRMMEYjpc/TZkuw_NAKjI/AAAAAAAAAkU/Wmef4Woh424/s1600/DSCN7558.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" r6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-5uQRMMEYjpc/TZkuw_NAKjI/AAAAAAAAAkU/Wmef4Woh424/s320/DSCN7558.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;;"&gt;Sentados à beira do fogo, observamos os cozinheiros voluntários nos preparativos para a refeição da noite. Após alguma discordância sobre o método certo de preparar camarões no bafo, alguém tomou a dianteira e optou por prepará-los na panela de ferro, no interior da cabana. Outra assume a tarefa de fritar os filés de traíra na frigideira colocada sobre a trempe, em cima das toras de eucalipto, que lançam labaredas alegres, das quais nossos olhos não conseguem se afastar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;;"&gt;Num acampamento, sobra serviço para todos, normalmente (quem não trabalha, não é bem-vindo), mas essa é a hora gostosa em que as lembranças brotam atiçadas pela caipirinha e pelo céu estrelado, onde a lua crescente parece pedir desculpas por não estar grávida, como a mulher que descansa a mão sobre a barriga, onde cresce o segundo filho. Ou será filha? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;;"&gt;Chegam os camarões, deliciosos e enormes. A menina descobre, no céu, as Três Marias; pergunta se aquele barulho foi o corujão. A sineta toca, o homem corre a ver se há peixe na linha. Na volta, anuncia que, amanhã, se todos aprovarem, preparará &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;fettucine&lt;/i&gt; com camarões. Diante do interesse geral em que continue a mostrar suas conhecidas habilidades, conta a primeira experiência como cozinheiro, em outra pescaria, quando adolescente. Fracasso total, principalmente pela idéia de estrear uma panela que herdara do irmão, sem saber que estava furada, por isso o arroz nunca ficava pronto e terminou sendo comido cru, tal a fome.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;;"&gt;Neste Carnaval de 2011, alguns amigos foram para Punta Del Este, outros para a praia do Cassino, muitos optaram por permanecer em Pelotas, alguém foi ver ao vivo as escolas de samba do Rio de janeiro, houve quem resolvesse estender as férias &lt;personname productid="em Guaratuba. Tantas" w:st="on"&gt;em Guaratuba. Tantas&lt;/personname&gt; opções. Após algum tempo de trégua, em virtude dos inúmeros acampamentos anteriores prejudicados por chuvas torrenciais, voltamos ao programa preferido, no Carnaval: acampar a beira da barragem, a poucos quilômetros de casa. Programa que facilita a atividade masculina, os homens continuamente se ausentando para acompanhar o ritmo da colheita do arroz, o movimento dos caminhões transportando a safra para os engenhos, os fardos de feno sendo preparados, a chegada do graneleiro novo. Carnaval em março coincide com a colheita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-b1iFndX9eR8/TZkvaCFgVcI/AAAAAAAAAkY/xU3UopRMl7U/s1600/DSC_0796.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" r6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-b1iFndX9eR8/TZkvaCFgVcI/AAAAAAAAAkY/xU3UopRMl7U/s320/DSC_0796.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;;"&gt;Desde que, antes dos filhos nascerem, começamos a freqüentar o açude que fornece a água para o arroz, com a&amp;nbsp; praia de areia e o grande mato de eucaliptos, passaram-se muitos anos. Na simplicidade de inúmeros &amp;nbsp;acampamentos, amizades e amores se fortaleceram. Mas acampamento é programa pra quem aprecia a natureza, o convívio simples, as brincadeiras sem malicia, a semeadura de lembranças felizes. Momentos bons que devem ser cultivados, antes que a vida nos pregue alguma surpresa. Como as chuvas de marco que enfim chegaram, trazendo a tragédia a vizinha cidade de São Lourenço. Vidas e amores preciosos levados pelas águas, na enxurrada inesperada. Outros perderam bens materiais, duramente conquistados. Para todos, nesse momento de dor e espanto, sobram as lembranças armazenadas. Do fundo do coração, desejo que sejam muitas e que delas brote a força para sobreviver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-LueHR5qlz4I/TZkwGZfDQqI/AAAAAAAAAkc/b6DQT17dUwQ/s1600/DSC_0779.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" r6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-LueHR5qlz4I/TZkwGZfDQqI/AAAAAAAAAkc/b6DQT17dUwQ/s320/DSC_0779.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;;"&gt;martafscosta@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-7334416480200265908?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/7334416480200265908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/03/as-aguas-de-marco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/7334416480200265908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/7334416480200265908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/03/as-aguas-de-marco.html' title='As águas de março'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-5uQRMMEYjpc/TZkuw_NAKjI/AAAAAAAAAkU/Wmef4Woh424/s72-c/DSCN7558.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-382396156620895391</id><published>2011-03-28T20:57:00.006-03:00</published><updated>2011-04-03T23:33:44.788-03:00</updated><title type='text'>Programa de índio</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 32px; text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NExcKJELu_g/TZksDf8nzmI/AAAAAAAAAkM/Rxc0YGzPyY4/s1600/DSC_0571.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" r6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-NExcKJELu_g/TZksDf8nzmI/AAAAAAAAAkM/Rxc0YGzPyY4/s320/DSC_0571.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-MmA3A8O3dcc/TZksm1SInfI/AAAAAAAAAkQ/NBc5T0OpmQE/s1600/DSC_0548.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 16px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Meu sogro nunca entendeu o nosso prazer de acampar. &amp;nbsp;A cerca de três quilômetros, ficava a casa confortável, a piscina com a água no azul perfeito, a mordomia dos funcionários _ tudo desprezado por aquela turma doida. Exaustos da obrigação de manter estruturas funcionando, cansados dos compromissos e das constantes solicitações, aguardávamos com ansiedade o Carnaval, para montar o acampamento e desfrutar por três ou quatro dias do sossego desejado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 32px; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 32px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 32px;"&gt;A preparação para o acampamento incluía muito trabalho, dividido entre poucos. Basicamente, éramos dois os organizadores, com atribuições bem determinadas e cumpridas à risca. Com o maior prazer, diga-se de passagem. Isso porque a maior parte dos participantes eram crianças, filhos e amigos dos filhos, mais sobrinhos arrebanhados aqui e ali. Turma da pesada, com energia de sobra pra esbanjar e fome precisando ser saciada, após cada exercício.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 32px; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 32px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Por isso, os acampamentos se constituíam em festivais gastronômicos, com mais preocupação com a quantidade que com a variedade: churrasco de cordeiro, no almoço, tinha carreteiro feito na panela de ferro, como sequencia lógica para o jantar. Em outras noites, Bizo, o cozinheiro habitual, preparava camarões &amp;nbsp;com massa ou fritava filés de traíras, pescadas na véspera. &amp;nbsp;Ele ou algum outro abnegado, que acaso se apresentasse, preparava tudo no fogo de chão, aceso desde o amanhecer, aproveitando as grossas toras dos eucaliptos caídos, ao longo do mato. Aliás, a primeira atividade, ao chegarmos ao local do acampamento _ logo após varrer as muitas folhas, galhos e as bostas secas (gentileza dos bovinos que desfrutavam da sombra hospitaleira, na nossa ausência) _ &amp;nbsp;era trazer, entre dois ou três, os pesados troncos abatidos pela força dos ventos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 32px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 16px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Para desobrigar o cozinheiro _ que às vezes parecia&amp;nbsp; precisado de descanso _ em alguma refeição, com certeza, eu traria da sede pastéis quentinhos ou, ao cair da noite, chegaria com um panelão de espinhaço de ovelha com arroz e outro de feijão com lingüiça caseira _ naquele tempo ainda preparados no fogão a lenha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 16px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 32px; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 32px;"&gt;&amp;nbsp;Como sobremesa, saboreávamos brigadeiros, ambrosia com queijo e um tipo de queijadinha que fazia muito sucesso, além de proporcionar brincadeiras, em virtude do nome com que a receita me foi transmitida: “Passa um Flores da Cunha?” _ alguém pedia; “ O Flores da Cunha está muito gostoso” _ outro comentava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 32px; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 32px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 32px;"&gt;Mas nem só de comida eram feitos os acampamentos de então. As águas extensas da barragem _ que chamamos “açude”, mas para outros seria um grande lago _ propiciavam esportes náuticos, por isso sempre havia alguém aprendendo a esquiar, o que despertava boas risadas. “Como faço a curva? _ perguntava o aprendiz otimista e alguém respondia “não te preocupa com isso”. Sabendo que, se conseguisse levantar, ele estaria com sorte. Dificilmente chegaria à curva, porém; não precisava se preocupar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 32px; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-MmA3A8O3dcc/TZksm1SInfI/AAAAAAAAAkQ/NBc5T0OpmQE/s1600/DSC_0548.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-MmA3A8O3dcc/TZksm1SInfI/AAAAAAAAAkQ/NBc5T0OpmQE/s320/DSC_0548.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 32px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 32px;"&gt;Enquanto isso, dois se aventuraram no barquinho a remos, outros nadavam. Alguém pegava o windsurf e, se o vento estivesse propício, quase seria perdido de vista, não fosse o olhar atento que o acompanhava, para o caso de precisar buscar com a lancha, caso o cansaço o vencesse, na condição de aprendiz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 32px; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 32px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 32px;"&gt;Chegada a noite, após o jantar e muitos “causos” contados à beira do fogo, as várias barracas instaladas apeteciam ao descanso e eram aos poucos ocupadas pelos donos. Discretamente, retirávamo-nos para o conforto da casa, o banho quente, a cama limpa, deixando lá os filhos, na melhor companhia. A amiga riu, quando soube desse detalhe. “Que maneira prática de acampar” _ falou. Mas no dia seguinte, bem cedinho, estávamos de volta ao acampamento, ouvindo os elogios maravilhados ao “café de chaleira do tio Bizo”. E isso já é história que puxa outra, como os “causos” contados à beira do fogo, nas noites de tantos verões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 32px; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-382396156620895391?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/382396156620895391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/03/programa-de-indio_28.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/382396156620895391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/382396156620895391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/03/programa-de-indio_28.html' title='Programa de índio'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-NExcKJELu_g/TZksDf8nzmI/AAAAAAAAAkM/Rxc0YGzPyY4/s72-c/DSC_0571.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-257148004868025213</id><published>2011-03-28T20:47:00.001-03:00</published><updated>2011-03-28T20:50:45.084-03:00</updated><title type='text'>Mauá, uma história imperdível</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Em crônica anterior, contei que estava lendo 1808, o livro de Laurentino Gomes. Pois, ao terminar a leitura, em vez de iniciar a continuação, 1822, tive ímpetos de reler Mauá, de Jorge Caldeira, lido em 1997. Naquela ocasião, a leitura me impressionou bastante. Agora, pareceu-me a continuação perfeita. Assim, Laurentino Gomes que me perdoe, mas 1822 foi passado para trás pelo “empresário do império”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pelo pouco que assimilei da História como me foi passada, em sala de aula, fico imaginando porque os professores não se preocuparam em transmitir de forma mais interessante  os seus conhecimentos. Lembro que havia grande preocupação em decorar datas, sem relacionar os&amp;nbsp; fatos. Muito diferente da forma utilizada por esses dois autores, concatenando os eventos, de forma a tornar compreensível a época em que se passaram. Sem isso, muitas vezes, quando nos arvoramos em juízes de situações hoje inadmissíveis, mas aceitas com naturalidade em tempos passados, apenas demonstramos desconhecimento de como era a vida naquela época, com as suas dificuldades e ignorância.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Como a história de Irineu Evangelista de Sousa, o menino, órfão de pai, que saiu da vila de Arroio Grande aos oito anos, levado pelo tio ao Rio de Janeiro, onde começou como caixeiro, aos nove anos, no armazém de um conhecido do tio. Naquela época (muito antes da proibição do trabalho infantil), pela conturbação existente na Europa, era comum meninos dessa idade chegarem de Portugal, sozinhos, embarcados em navios, para procurar trabalho em casas de comércio de desconhecidos. Sendo assim, segundo o autor, Irineu até teve sorte, por contar com a recomendação do tio. Teve sorte, também, pela clarividência da mãe, mulher do campo, que preferiu ensinar o menino a ler, escrever e fazer contas, em vez de ensinar-lhe as lides campeiras, como seria natural, no Rio Grande do Sul de 1820.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Excelente financista, observador e idealista, logo Irineu se destacou e galgou posições, até se tornar barão, visconde e ser reconhecido como o empresário do império. Novamente, não vou contar toda a história, que merece ser lida muitas vezes, tantas lições pode ensinar, inclusive do que não se deve fazer, em certas situações. &amp;nbsp;Mas o que impressiona, ainda hoje, além do seu pioneirismo, (primeiro industrial brasileiro, dono de bancos, construtor de estradas de ferro, estaleiro e companhias de navegação) é saber que, já naquela época, sendo o empreendedor que era, ao invés de contar com o apoio imperial às idéias pioneiras, visando o bem comum, tinha contra si a inveja e as constantes puxadas de tapete, tentando que não se destacasse entre os medíocres, aduladores do imperador Dom Pedro II. Filme que se repete, tantas vezes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 16px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Mas, sendo exemplo de empreendedorismo e determinação, prejudicado apenas pela ingenuidade de não compreender que o sucesso faz mal a quem não tem capacidade de alcançá-lo, Mauá merecia mais destaque na história do Brasil, contada nas escolas. Precisou o jornalista Jorge Caldeira se apaixonar pela sua obra e a sua personalidade para o Brasil de todos nós, não somente o dos intelectuais e estudiosos, tomar conhecimento da sua existência. É bom saber que aqui pertinho, no vizinho Arroio Grande _ que agora o homenageia com uma locomotiva, à entrada da cidade _ nasceu e se forjou o caráter íntegro do homem que desafiou os poderosos de então, para provar o valor do trabalho, no pioneirismo de suas idéias, até hoje respeitadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New';"&gt;martafscosta@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-257148004868025213?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/257148004868025213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/03/maua-uma-historia-imperdivel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/257148004868025213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/257148004868025213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/03/maua-uma-historia-imperdivel.html' title='Mauá, uma história imperdível'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-5755567320931808129</id><published>2011-03-28T20:32:00.000-03:00</published><updated>2011-03-28T20:32:09.445-03:00</updated><title type='text'>Os heróis da nossa história</title><content type='html'>&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Comecei a leitura do livro 1808, de Laurentino Gomes, depois que todos já haviam lido e dispensado os maiores elogios. Num belo dia, me interessei pelo livro e, como a continuação, 1822, já esperava na mesa de cabeceira, optei por levar o primeiro como companheiro de viagem. Embora não fosse próprio para essa situação, sendo um livro pesado (a idéia era levar pouco peso na mala), a leitura valeu o sacrifício e a única pena foi ter acabado antes do final do cruzeiro marítimo, deixando-me “a ver navios”, verdadeiramente.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Relacionando o que ocorria no Brasil com os acontecimentos, na mesma época, em Portugal e em toda a Europa, a leitura se tornou de fácil compreensão. Graças a ela, alguns comportamentos arraigados em nossa cultura foram melhor compreendidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Mas, no momento em que João VI chegou ao Brasil e as coisas começaram a acontecer, um pouco por conta dos portugueses, outro tanto por culpa dos brasileiros, invadiu-me o sentimento de que “esse país não tem jeito mesmo”. Pela compreensão de que atitudes que nos chocam, vindas daqueles que detém o poder sobre o destino da nação, longe de ser novidade, são meras repetições das ocorridas há duzentos anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;A história, como nos foi contada nos bancos escolares, era cheia de heróis, gente de valor, capaz de morrer por seus ideais. Crianças, espelhavamo-nos naquelas figuras, incentivados a seguir o seu exemplo de patriotismo. Os historiadores modernos, ao levantarem o pano e mostrarem as intenções ocultas sob feitos aparentemente admiráveis, estão desmitificando os heróis e mostrando o jogo de interesses, a promiscuidade, a corrupção, os conchavos _ tudo que sempre existiu. Quando acabarem de recontar a história, com a facilidade de acesso a documentos e bibliotecas hoje existente, não sei se sobrará algum herói para servir de exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;O triste é isso: não foi a nossa geração que inventou tudo que se abomina, tanto na política como na vida social e comercial. Não que fosse motivo de orgulho pertencer à geração inventora da corrupção e do jogo de interesses, mas haveria menos conformismo (talvez esperança) se a invenção fosse recente. Como quando se percebe o desvio de rumo e ainda é possível corrigir.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Embora fascinante, como se vê, a leitura de 1808 me deixou triste. Contudo, entre inúmeros leitores que deram seus depoimentos sobre o livro (na orelha interna do 1822), a maioria elogiando a maneira acessível com que a história é apresentada, dois me despertaram a atenção. Uma professora da Carolina do Norte considerou-o “uma forma leve e divertida de contar a história, sem sofrimento” e uma historiadora do Rio de Janeiro disse que “é um livro que se lê com um sorriso nos lábios”. Acho que não entendi, então. Considerei 1808 uma leitura apaixonante, preciosa, mas triste. Sorriso nos lábios, só pra quem não fizer parte dela. História que se deve conhecer, verdade que se precisa encarar. Para descobrir, talvez, que não precisamos de heróis; sobreviveremos sem eles.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Mas sempre precisaremos de gente séria, disposta a fazer o melhor no seu dia-a-dia, como tantos que há por aí. Gente que não se deixe contaminar pelo “que todos fazem”, nem mude seu modo de pensar porque “sempre foi assim”. Gente que até se incomode, mas nunca se acomode.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;martafscosta@gmail.com&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-5755567320931808129?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/5755567320931808129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/03/os-herois-da-nossa-historia_28.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/5755567320931808129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/5755567320931808129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/03/os-herois-da-nossa-historia_28.html' title='Os heróis da nossa história'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-7847792426004227303</id><published>2011-03-28T20:27:00.001-03:00</published><updated>2011-04-03T23:46:15.269-03:00</updated><title type='text'>Prestação de contas</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-aXtFp7qlu-U/TZkw5ij4jqI/AAAAAAAAAkg/6XpeRPXkU7E/s1600/foto+crian%25C3%25A7as+sto+antonio+IMG_6893.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" r6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-aXtFp7qlu-U/TZkw5ij4jqI/AAAAAAAAAkg/6XpeRPXkU7E/s320/foto+crian%25C3%25A7as+sto+antonio+IMG_6893.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 16px;"&gt;Acompanho a presidente da instituição na visita à Casa de Santo Antônio do Menor, em Pelotas, RS, para ver as obras de restauração e pintura proporcionadas pela comercialização do livro Pelotas à Mesa, com renda total para essa entidade assistencial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Contam histórias de solidariedade e empreendedorismo essas paredes. Ali estruturas foram derrubadas, na intenção de proporcionar maior espaço às crianças; aqui o refeitório, com as mesas e bancos recebidos de outra entidade; na cozinha, a geladeira doada por um grupo de assistência, o fogão adquirido com a verba de algum projeto, a mesa que alguém lembrou que poderia servir; na despensa, o freezer proporcionado pela doação quase anônima; nas salas de aula, brinquedos e material escolar em perfeito estado. Da mesma forma, no consultório médico e odontológico, as paredes falam de gente que se doa, sem pretensão de aparecer, como no trabalho executado por outros voluntários. Histórias que também contam os olhares extasiados das crianças, ao receberem presentes, nas diversas comemorações. Presentes recebidos de instituições e pessoas desconhecidas, dizendo-lhes que se importam com elas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Há vinte e cinco anos a Casa de Santo Antônio, organização não governamental, sem fins lucrativos, &amp;nbsp;atende &amp;nbsp;crianças pertencentes a famílias de baixa renda, em fase pré-escolar, proporcionando-lhes um dia-a-dia repleto de carinho e motivações, base necessária para o futuro digno que merecem. Há vinte e cinco anos, mais pessoas da comunidade local se juntam às primeiras, ajudando a transformar o sonho em realidade. &amp;nbsp;Em 2010, a idoneidade e o trabalho realizado tiveram seu reconhecimento em convênio assinado com a Secretaria de Educação, possibilitando melhor aprendizagem no período pré-escolar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Por isso, em 2010, desejei deixar gravada parte dessa história. Com essa intenção, comecei a organizar o livro Pelotas à Mesa, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a simplicidade do sofisticado, &lt;/i&gt;com receitas culinárias selecionadas por convidados especiais, com o perfeccionismo da Editora Textos e de Juliano Kirinus, responsável pelas sugestivas fotos. Para a concretização do projeto, contei com o apoio de patrocinadores.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Parte da renda já obtida com a comercialização de cerca de 1.500 exemplares permite a obra de manutenção e reforma da estrutura física da Casa de Santo Antônio do Menor. Essa a razão desta prestação de contas e o convite feito à comunidade pelotense para que visite a entidade e possa comprovar o já realizado, graças à sua participação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Cada canto desta Casa é um hino de fé à generosidade e ao empreendedorismo, resgate da confiança na pessoa humana. Tudo de que se precisa, nesses tempos em que a capacidade de acreditar é constantemente posta à prova.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 200%;"&gt;Em diferentes cidades, por esse país afora, outras organizações e pessoas anônimas se dedicam, com entusiasmo, ao trabalho voluntário. Mas não bastam o desprendimento, o trabalho e as boas intenções. Nas entidades que necessitam, para a sua manutenção e sobrevivência, da participação da comunidade, é importante a abertura a essa comunidade, como forma de prestação de contas, para que o trabalho e as benfeitorias possam ser apreciados e, em conseqüência, &amp;nbsp;a sociedade se sinta motivada a continuar auxiliando. Prestar contas, nessa situação, mais que obrigação, representa o &amp;nbsp;prazer dos objetivos alcançados. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 16px;"&gt;&lt;a href="mailto:martafscosta@gmail.com"&gt;martafscosta@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-7847792426004227303?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/7847792426004227303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/03/prestacao-de-contas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/7847792426004227303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/7847792426004227303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/03/prestacao-de-contas.html' title='Prestação de contas'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-aXtFp7qlu-U/TZkw5ij4jqI/AAAAAAAAAkg/6XpeRPXkU7E/s72-c/foto+crian%25C3%25A7as+sto+antonio+IMG_6893.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-2427760881077369120</id><published>2011-03-28T19:32:00.002-03:00</published><updated>2011-04-10T12:28:58.301-03:00</updated><title type='text'>Chegada ao Rio de Janeiro, no Costa Serena</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-wiIpC85mfMw/TaHLzZwLQqI/AAAAAAAAAnE/Q0jTJXp0H08/s1600/IMG_0082.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-wiIpC85mfMw/TaHLzZwLQqI/AAAAAAAAAnE/Q0jTJXp0H08/s320/IMG_0082.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593976296117584546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Ao amanhecer, chegamos às proximidades do porto do Rio de Janeiro. A visão proporcionada pela Baía de Guanabara é um presente de boas-vindas. Por sorte, podemos acompanhar a chegada no conforto da cabina. Quando possível, a opção por cabina externa, em cruzeiros marítimos, costuma ser interessante. Contudo, na partida, teremos que nos deslocar a outro local do transatlântico, porque, nessa ocasião, a nossa cabina estará voltada para o oceano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Primeiro, vemos o Pão de Açúcar, com o Cristo Redentor a abençoar a cidade, lá em cima. Depois, enquanto o Costa Serena avança, morros e praias se sucedem, em beleza ímpar. Ao alcançar o porto, destaca-se a Ilha Fiscal, o lindo palácio onde se realizou o último grande baile do império, em homenagem aos oficiais do navio chileno Almirante Cochrane, em 9 de novembro de 1889, pouco antes da queda do império, ocorrida em 15 de novembro de 1889, com a Proclamação da República brasileira. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-X0xV1Qy6D3Y/TaHMh6PcDWI/AAAAAAAAAnU/mEtZQSmPYQU/s1600/IMG_0115.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-X0xV1Qy6D3Y/TaHMh6PcDWI/AAAAAAAAAnU/mEtZQSmPYQU/s320/IMG_0115.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593977095112625506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O café da manhã chega à hora exata em que o navio aporta, magistralmente, ao lado de outro grande transatlântico. Um terceiro, da Carnival, vem logo atrás.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Pena que a água da baía esteja suja e mal cuidada. Aliás, em todos os portos brasileiros a água estava poluída. Fala-se tanto em preservar os oceanos, mas o discurso não parece coincidir com a realidade, nos nossos portos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;O pier de entrada é o melhor e mais atraente que encontramos, neste cruzeiro que partiu de Savona, na Itália, passando por Barcelona, Lisboa, Funchal e vários portos nacionais. Há muitas lojinhas, com artigos que agradam aos estrangeiros, como sandálias Havaianas de estilo, bijuterias com pedras brasileiras, tudo a preços exorbitantes.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Desembarcamos e saímos a pé, indo até a Catedral da Candelária, com lindas imagens, vitrais, bancos entalhados em madeira. Sempre caminhando, chegamos até a Confeitaria Colombo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Circulamos um pouco pela Rua do Ouvidor e pela Avenida Rio Branco. O centro do Rio está bem cuidado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-u8xY3F770JM/TaHMAtsZXJI/AAAAAAAAAnM/t69sTJxJFVg/s1600/IMG_0059.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-u8xY3F770JM/TaHMAtsZXJI/AAAAAAAAAnM/t69sTJxJFVg/s320/IMG_0059.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593976524808739986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pegamos um táxi e vamos até a Churrascaria Porcão, no Aterro do Flamengo, com uma vista deslumbrante da praia. Fechamos com fêcho de ouro e uma deliciosa refeição esta viagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Às 18h, o Costa Serena zarpa, em direção a Santos, onde terminará este cruzeiro de 18 dias.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: center;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;martafscosta@gmail.com&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-2427760881077369120?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/2427760881077369120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/03/chegada-ao-rio-de-janeiro-no-costa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/2427760881077369120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/2427760881077369120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/03/chegada-ao-rio-de-janeiro-no-costa.html' title='Chegada ao Rio de Janeiro, no Costa Serena'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-wiIpC85mfMw/TaHLzZwLQqI/AAAAAAAAAnE/Q0jTJXp0H08/s72-c/IMG_0082.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-2040779081466789485</id><published>2011-03-28T18:50:00.000-03:00</published><updated>2011-03-28T18:50:38.106-03:00</updated><title type='text'>Ainda sobre cruzeiros marítimos e o Costa Serena</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 16px;"&gt;Em crônica anterior, comentei a viagem de retorno ao Brasil, vinda de Savona, na Itália, a bordo do navio Costa Serena. Pela primeira vez, após participar de vários cruzeiros marítimos, encontramos alguns fatores não condizentes com a idéia formada sobre esse tipo de viagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%;"&gt;Os passageiros brasileiros, é preciso que se diga, destacaram-se pelas boas maneiras, ainda que frustrados tanto em suas expectativas a bordo como com o comportamento de muitos estrangeiros. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%;"&gt;Grande parte dos cruzeiros realizados por nós partiu &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;dos Estados Unidos, com maioria de americanos, gente que respeita o espaço dos outros sobremaneira. O Costa Serena, partindo da Itália, trouxe maioria de europeus, muitos dos Leste Europeu, gente ainda desacostumada a conviver, talvez. Em virtude disso, furavam a fila, com a maior desenvoltura, davam encontrões, sem pedir desculpas; nos elevadores, permaneciam à entrada, obrigando os outros a pedir licença para entrar; nos banheiros femininos, era comum não puxar a descarga e deixar papel higiênico no chão, entre outras atitudes surpreendentes em pessoas tidas como civilizadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%;"&gt;Os cruzeiros, de maneira geral, ficaram muito acessíveis, econômicamente, podendo ser pagos em inúmeras prestações. Essa circunstância, apesar de alvissareira, proporcionou mudanças nem sempre agradáveis. No Costa Serena, o grande número de passageiros _ cerca de 3.780 _ ocasionou congestionamentos freqüentes nas áreas comuns aos hóspedes do transatlântico que, apesar de enorme, não parecia preparado para tal contingente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%;"&gt;Na mesma linha de atendimento não condizente com as expectativas, o setor alimentação, ponto forte nos cruzeiros marítimos, de maneira geral, mostrou-se fraquíssimo, nesta viagem do Costa Serena. No restaurante convencional, os pratos, embora apresentassem carnes nobres (lagosta, camarões, lula, cordeiro, coelho, filé bovino), jamais faziam jus aos ingredientes utilizados. À noite, caso alguém optasse por não jantar no restaurante convencional, a alternativa era a pizza do andar 11, sem quaisquer acompanhamentos, sequer um sorvete de sobremesa. Fato inédito, aliás, pois a alimentação elaborada e farta é &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;prazer costumeiramente proporcionado, nas viagens marítimas, em geral.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%;"&gt;Como já me referi a tais problemas em crônica anterior, não vou me repetir, mas talvez seja interessante observar que essa opinião coincidiu com a de muitos &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;outros passageiros, inclusive alguns que já haviam viajado nesse mesmo navio e estranharam as mudanças ocorridas. No entanto, como muitos passageiros relataram o seu descontentamento, no solicitado relatório final, há esperança de que os contratempos sejam solucionados, nesse período em que o navio permanecerá na costa brasileira e no retorno à Itália, após a temporada de verão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%;"&gt;Apesar dos inconvenientes, contudo, é bom lembrar que a ênfase dada à alegria, à descontração, à boa música, no Costa Serena, de certa maneira atenuaram os desconfortos. E, ao contrário de outros hóspedes, só temos elogios ao jovem filipino responsável pela cabine 8432 e ao garçom que nos atendeu, ao longo dos dezoito dias da travessia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%;"&gt;Mas é importante que nós, turistas brasileiros, aprendamos a ser mais exigentes, para sermos respeitados e não mudem as regras, quando os navios singram as nossas águas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%;"&gt;Por isso, antes de contratar qualquer itinerário, vale buscar informações sobre a administração e a organização de cada navio com as companhias de turismo e com outros viajantes, para que a realidade corresponda às expectativas e os cruzeiros marítimos continuem proporcionando momentos de relaxamento, confraternização e alegria, razões que têm feito cada vez maior número de pessoas se interessarem por eles. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-2040779081466789485?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/2040779081466789485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/03/ainda-sobre-cruzeiros-maritimos-e-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/2040779081466789485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/2040779081466789485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/03/ainda-sobre-cruzeiros-maritimos-e-o.html' title='Ainda sobre cruzeiros marítimos e o Costa Serena'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-1047370269750067199</id><published>2011-03-28T18:40:00.000-03:00</published><updated>2011-03-28T18:40:58.835-03:00</updated><title type='text'>Cruzeiro de retorno ao brasil, no transatlântico Costa Serena</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 16px;"&gt;Após realizar vários cruzeiros marítimos, em diferentes companhias de navegação, sem o menor contratempo ou dissabor, passei a considerar essa como uma forma civilizada de viajar. “Sem as demoras ou congestionamentos dos aeroportos, sem o estresse das estradas rodoviárias” _ costumava afirmar, procurando animar amigos mais comodistas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Courier New'; font-size: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%;"&gt;Inúmeras vezes, observando a desorganização das chegadas e partidas, nos aeroportos, comparava com o eficiente embarque de mais de dois mil passageiros, nos navios, tendo recém desembarcado os passageiros do cruzeiro anterior. Tanta metodologia me tornou fã incondicional de viagens marítimas, embora sem opinião sobre os cruzeiros nacionais, por nunca ter experimentado. Nessa condição, incentivei algumas pessoas a optarem por esse tipo de viagem, quando aborrecidas com a perspectiva de carregar malas e trocar de hotel. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%;"&gt;Mas, no final de novembro de 2010, no porto de Savona, na Itália, preparando-me para embarcar no transatlântico Costa Serena para retornar ao Brasil, percebi a temeridade de entusiasmar outros a fazerem o que conosco deu certo. Porque ali começava um cruzeiro diferente de todos os anteriores. Para começar, demoramos várias horas para conseguir embarcar, em virtude dos poucos funcionários para efetuar o check in. Em outros portos _vários nos Estados Unidos, em Portugal e na Ásia _ o check in se processara com espantosa rapidez, levando-me a crer que fosse o comum.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%;"&gt;A bordo, logo percebemos que o atendimento não corresponderia às expectativas, apesar de já preparados para algumas concessões, em virtude de serem 3.780 passageiros. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%;"&gt;Tal contingente humano fazia com que, em todos os locais de uso comum, exceto no enorme teatro, faltassem lugares disponíveis. Observe-se que havia vários salões para dançar ou ouvir música, com excelentes músicos, mas quem pretendesse mesa precisava se instalar cedo. Da mesma forma, no café da manhã, para encontrar lugar e se servir com relativo conforto, era preciso escolher o melhor horário. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%;"&gt;Alguém pensará, naturalmente, que o problema fosse o grande número de passageiros, mas em outros cruzeiros, com maior número, isso não ocorreu. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;De qualquer forma, a experiência serviu para nos alertar para a necessidade de observar a relação entre a capacidade das áreas comuns do navio, número de passageiros e tripulantes, itens sempre disponibilizados pelas companhias de navegação e que precisam ser considerados. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%;"&gt;Verdade que, no correr dos dias, aprendemos a driblar alguns inconvenientes: descobrimos que o café podia ser servido na cabine, na hora escolhida por nós; passamos a almoçar no único restaurante meio-termo entre self-service e atendimento por garçom; submetemo-nos ao horário propício para conseguir mesa, nos locais com música ao vivo; fomos cedo para a piscina, quando interessou. No restaurante convencional, sempre bem atendidos pelo garçom designado para a nossa mesa, optamos por apreciar o vinho e não criar expectativas sobre os pratos de nomenclatura apetitosa e sabor insosso, contrariando a fama gastronômica dos italianos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 200%;"&gt;E, assim, driblando os inconvenientes e procurando tirar o melhor de cada situação, pudemos desfrutar a bela &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;travessia da Itália ao porto de Santos, em dezoito dias. Que vale outra crônica, naturalmente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-1047370269750067199?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/1047370269750067199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/03/cruzeiro-de-retorno-ao-brasil-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/1047370269750067199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/1047370269750067199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/03/cruzeiro-de-retorno-ao-brasil-no.html' title='Cruzeiro de retorno ao brasil, no transatlântico Costa Serena'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-822650338871506166</id><published>2011-02-06T21:19:00.007-02:00</published><updated>2011-04-24T00:20:20.276-03:00</updated><title type='text'>Mais um pouco de Veneza</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-5DAREp5NOpI/TaHa-VC1BvI/AAAAAAAAAns/TnrjS1VtB0Q/s1600/IMG_2662.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 299px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-5DAREp5NOpI/TaHa-VC1BvI/AAAAAAAAAns/TnrjS1VtB0Q/s400/IMG_2662.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593992976506619634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na primeira manhã em Veneza, impossibilitados de entrar na Praça São Marcos pela água que já atingiu as passarelas, saímos a caminhar pelas ruas, sem destino. São tantos palácios e belas edificações, tantas pontes que conduzem a destinos interessantes, tantas vitrines atraentes, que qualquer escolha se mostra boa.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-FYjwzvgww4I/TaHcoJvc2kI/AAAAAAAAAoM/K9uNss1vWBw/s1600/IMG_2658.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 299px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-FYjwzvgww4I/TaHcoJvc2kI/AAAAAAAAAoM/K9uNss1vWBw/s400/IMG_2658.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593994794538687042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A cidade é silenciosa, sem o barulho de automóveis. As pessoas conversam em voz baixa, ouve-se o ruído dos passos no calçamento; a voz de algum gondoleiro, a entoar canções italianas para os turistas, quebra a quietude, vez por outra. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-CsuXzHLluo4/TaHbYbLEI4I/AAAAAAAAAn0/RwIdpLHlP68/s1600/IMG_2745.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 299px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-CsuXzHLluo4/TaHbYbLEI4I/AAAAAAAAAn0/RwIdpLHlP68/s400/IMG_2745.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593993424828375938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No passeio de gôndola, percorremos parte do Canal Grande, o que é interessante, pois o Canal é circundado por palácios e igrejas imponentes e todos possuem a frente voltada para ele. Depois, a gôndola percorre os canais internos, que são estreitos, obrigando a algumas manobras e recuos, quando outra vem na direção contrária. A água chega ao pórtico das casas, que possuem bombas para drená-la, quando a maré sobe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-YlViSdeFPL8/TbOUztG-0eI/AAAAAAAAApY/l6rlgoOYA-s/s1600/IMG_0016.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-YlViSdeFPL8/TbOUztG-0eI/AAAAAAAAApY/l6rlgoOYA-s/s400/IMG_0016.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5598982377754776034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; Algumas casas recebem reparos; todas parecem perder a luta contra a umidade. Imagino o custo de qualquer obra, nessas circunstâncias, e o perfil psicológico das pessoas que vivem aqui, adaptadas à situação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GDktuFcGzSA/TbOV0qifLPI/AAAAAAAAApg/NFbTi2J_5XQ/s1600/IMG_0067.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-GDktuFcGzSA/TbOV0qifLPI/AAAAAAAAApg/NFbTi2J_5XQ/s400/IMG_0067.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5598983493756333298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando retornamos à Praça São Marcos, a água já baixou completamente, as passarelas foram retiradas e, se não a houvéssemos visto inundada, pela manhã, teríamos dificuldade em imaginar o quadro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8h0POdPFToo/TaHcQXHKsTI/AAAAAAAAAoE/8F9WuNj6Rfs/s1600/IMG_2679.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 299px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-8h0POdPFToo/TaHcQXHKsTI/AAAAAAAAAoE/8F9WuNj6Rfs/s400/IMG_2679.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593994385810960690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À primeira vista, desperta a atenção o Campanário de São Marcos, com quase 100 metros de altura, construído para vigia, no século IX, e onde Galileo Galilei fazia descobertas, com seu telescópio. Em frente ao Campanário, paramos para olhar a Torre do Relógio, onde os dois gigantes em bronze tocam as horas com suas marretas. A seguir, entramos na Basílica de São Marcos. Símbolo do poder religioso e político, reservada apenas aos duques e aos pertencentes aos altos escalões, somente no século passado a Basílica foi aberta ao povo e transformada na Catedral de Veneza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-jDjxPOJNV3A/TbOWZnJlBlI/AAAAAAAAApo/ZPqUN5xq2nA/s1600/IMG_0100.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-jDjxPOJNV3A/TbOWZnJlBlI/AAAAAAAAApo/ZPqUN5xq2nA/s400/IMG_0100.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5598984128501712466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Localizado ao lado da Basílica, o Palácio Ducal merece atenção especial, pela história que conta, em seus inúmeros e grandiosos salões. O poder dos duques, embora grande, não era hereditário, nem absoluto. Sendo eleitos pela elite, dependiam da aprovação dos seus pares, por isso lhes dedicavam tratamento atencioso, percebido pelas imensas e belas salas de reunião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao entardecer, a música toma conta da praça. Atraídos por ela, entramos no Café Florian, onde encontramos o piano e o violino responsáveis pelo encantamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, vamos à Iglesia de San Vidal, para a apresentação de uma orquestra local, Interpreti Veneziani, tocando “As quatro estações de Vivaldi”. A orquestra, composta somente por músicos venezianos, fará várias apresentações durante o mês de dezembro, participando da temporada “Violinos em Veneza”. Somos os primeiros a chegar, mas a igreja enche completamente. Os músicos valem cada minuto dedicado a eles. Atrás deles, sobre o altar, é fascinante a figura feminina esculpida em mármore, o rosto coberto por véu tão leve que jamais se imaginaria esse efeito pudesse ser obtido com a pedra. Para onde se olhe, em Veneza, encontra-se arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-xLUKF2bXzOM/TaHb3UP7GeI/AAAAAAAAAn8/om1M7c8ic7s/s1600/IMG_2747.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 299px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-xLUKF2bXzOM/TaHb3UP7GeI/AAAAAAAAAn8/om1M7c8ic7s/s400/IMG_2747.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593993955545651682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acesse www.martasousacosta.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-822650338871506166?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/822650338871506166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/02/mais-um-pouco-de-veneza.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/822650338871506166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/822650338871506166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2011/02/mais-um-pouco-de-veneza.html' title='Mais um pouco de Veneza'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-5DAREp5NOpI/TaHa-VC1BvI/AAAAAAAAAns/TnrjS1VtB0Q/s72-c/IMG_2662.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-4030493683579550107</id><published>2010-12-28T19:00:00.009-02:00</published><updated>2010-12-29T00:07:14.487-02:00</updated><title type='text'>Agruras de viagem</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRp0reMn_oI/AAAAAAAAAi8/ubIWmbL_Dzg/s1600/IMG_0064.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRp0reMn_oI/AAAAAAAAAi8/ubIWmbL_Dzg/s320/IMG_0064.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555881380504141442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após algumas viagens, acredita-se dominar o assunto “organização de malas”. Até que se programa um cruzeiro de retorno ao Brasil, a partir de Savona, na Itália _ “ e quem sabe vamos alguns dias antes, para curtir Milão e Veneza”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Envolvidos pelas atividades cotidianas, deixamos o assunto “bagagem” para a véspera da partida, quando nos apercebemos de que o roteiro incluirá todas as estações, com frio intenso na Itália, diminuindo à proporção que o navio avançar, culminando com o calor de dezembro, na costa brasileira. Isso sem falar nos 18 dias a bordo do transatlântico Costa Serena, exigindo trajes informais e sociais, além dos apropriados para piscina e para a academia, todos com os respectivos calçados. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Apesar da boa intenção, logo a mala fica cheia e pesada. Conforme coloco alguma peça, sou obrigada a retirar outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Até a chegada ao Doria Grand Hotel, em Milão, a bagagem (cada um com uma mala média e a mochila)está ótima. Ao embarcar no trem para Veneza, o peso das malas começa a incomodar. Observamos que a maioria dos passageiros leva apenas malas de mão, o que seria impossível no nosso caso, em virtude do tipo de viagem. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRp6FnqX1LI/AAAAAAAAAjM/HZhLTueGhPA/s1600/IMG_2450.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRp6FnqX1LI/AAAAAAAAAjM/HZhLTueGhPA/s320/IMG_2450.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555887327279568050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para piorar, desembarcamos em Mestre, ponto até onde a agência havia comprado passagens. Ao perceber que não é a Estação Santa Lúcia, final da linha, adquirimos os bilhetes,  rapidamente, e corremos para o trem que já chega. Os maridos, esfalfados mas gentis, se revezam para alçar as malas, mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRpy47kWpTI/AAAAAAAAAis/4tPE6gQCkzg/s1600/IMG_0135.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRpy47kWpTI/AAAAAAAAAis/4tPE6gQCkzg/s320/IMG_0135.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555879412703339826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Chegando à estação ferroviária de Veneza, pegamos o “vaporetto”, desembarcando logo que enxergamos a primeira placa “”Rialto”, que sabemos ser o nosso destino. Perguntamos o caminho para o hotel e o homem nos indica uma enorme escadaria, que corresponde à ponte Rialto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRqWmFXZlFI/AAAAAAAAAjc/GVx48LLcf_s/s1600/IMG_2714.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRqWmFXZlFI/AAAAAAAAAjc/GVx48LLcf_s/s320/IMG_2714.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555918671334446162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Custamos a crer que  precisaremos subir todos aqueles degraus, puxando as benditas malas. Mas lá vamos nós, aos solavancos, agradecendo a boa qualidade das ditas, por não se desmancharem pelo caminho. No topo da ponte, um suspiro de alívio e a retomada do esforço, na descida, agora as malas à frente, fazendo “blum-blum-blam”, valorosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRqXhtQs6jI/AAAAAAAAAjk/tl2PruzUb7o/s1600/IMG_2716.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRqXhtQs6jI/AAAAAAAAAjk/tl2PruzUb7o/s320/IMG_2716.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555919695656053298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Vencida essa etapa, seguimos a caminhada, solicitando informações sobre o endereço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRpz9FvI3EI/AAAAAAAAAi0/RKkupmTIYUU/s1600/IMG_0036.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRpz9FvI3EI/AAAAAAAAAi0/RKkupmTIYUU/s320/IMG_0036.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555880583664032834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramos outra ponte,  ultrapassamos a segunda escadaria, as malas sempre aos trambolhões. Após alguns minutos, encontramos o Hotel Centauro, escolhido pela localização, no Campo Marin, próximo à Praça São Marcos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRp1ZYTJk0I/AAAAAAAAAjE/fhrdfZhjk-E/s1600/IMG_0032.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRp1ZYTJk0I/AAAAAAAAAjE/fhrdfZhjk-E/s320/IMG_0032.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555882169194877762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ao reservar o hotel, em italiano, receosos de que “apartamento standard”, em Veneza, não correspondesse ao mínimo de conforto, apressamo-nos a solicitar “um apartamento superior”. Na ocasião, o encarregado garantiu que, nesse caso, reservaria um apartamento “com vista para o canal” _ o que pareceu romântico. Mais tarde, acharemos graça na &lt;br /&gt;necessidade de "vista para o canal" numa cidade como Veneza, onde o que não faltam são canais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Chegados ao hotel Centauro, descobrimos que “superior”, em Veneza,significa terceiro andar, sem elevador e sem carregador. Cada casal resolve deixar uma mala embaixo e, refeitas as malas,  lá vamos outra vez, puxando a mala sorteada pela escada antiga, de madeira, degraus estreitos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No dia seguinte, ao caminhar nas proximidades do hotel, entenderemos a trapalhada: descemos do “vaporetto” na margem oposta do Canal Grande, que divide Veneza em duas partes, ligadas por três pontes, e no outro extremo da cidade. A Estação Rialto onde deveríamos ter desembarcado fica próxima ao nosso hotel, realmente bem localizado. &lt;br /&gt;A volta, portanto, será mais tranquila. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRp6wpyLFbI/AAAAAAAAAjU/CcHrC8fe-1M/s1600/IMG_2490.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRp6wpyLFbI/AAAAAAAAAjU/CcHrC8fe-1M/s320/IMG_2490.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555888066583532978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Ao final, os percalços valem muitas risadas e a certeza de que bagagens e roteiros precisam ser coerentes.  Mas Veneza é linda e merece uma próxima crônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;martafscosta@gmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-4030493683579550107?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/4030493683579550107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/12/agruras-de-viagem_28.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/4030493683579550107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/4030493683579550107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/12/agruras-de-viagem_28.html' title='Agruras de viagem'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRp0reMn_oI/AAAAAAAAAi8/ubIWmbL_Dzg/s72-c/IMG_0064.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-4643880060043871197</id><published>2010-12-27T10:04:00.002-02:00</published><updated>2010-12-27T18:45:22.034-02:00</updated><title type='text'>É Natal, outra vez</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRj6zUKqDYI/AAAAAAAAAik/lwwQbdmL2ro/s1600/DSC00217.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRj6zUKqDYI/AAAAAAAAAik/lwwQbdmL2ro/s320/DSC00217.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555465899855187330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando criança, o Natal era uma época mágica. Escrevíamos cartinhas para o Papai Noel, explicando, ingenuamente, a razão de não termos conseguido nos comportar bem, em determinadas ocasiões. Mamãe armava o presépio, coberto com “barbas de pau” que papai trazia do campo, e enfeitava a árvore de Natal sempre com os mesmos enfeites. Os tempos não eram de prodigalidade nem de consumismo, por isso não eram adquiridos novos enfeites, a cada ano. Quando muito, eram repostas as bolinhas quebradas, único recurso encontrado no comércio local para a decoração natalina, antes da chegada dos produtos importados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os pedidos, na cartinha, obedeciam ao bom senso materno: nem pensar em pedir coisas grandes (como a sonhada bicicleta, por exemplo), pois Papai Noel teria muitas entregas e o saco não podia pesar demais. Mesmo assim, nem sempre os presentes recebidos correspondiam aos pedidos, o que não importava, no momento mágico de pular da cama e descobrir o que viera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Antes da televisão e das vitrines das lojas repletas de tentações, quando presentes chegavam somente no aniversário e no Natal (para quem podia), as crianças não tinham grandes ambições e sabiam criar suas próprias distrações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em certo Natal, recebi um livrinho com histórias de príncipes, princesas e muitas gravuras. Após manuseá-lo bastante, resolvi recortar as figuras, para brincar com elas. O papel era encorpado, de forma que fiquei com lindas personagens, com quem criei maravilhosas histórias, que me distraíram por longas horas, nas tardes de férias na Estância Santa Cecília. A casa era antiga, as paredes grossas, por isso o parapeito de uma das janelas do meu quarto funcionava como mesa para as minhas brincadeiras. Ali eu me postava, por horas a fio, no mundo imaginário onde todos os sonhos podiam ser realizados, a moldura da janela proporcionando a complementação do cenário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tantos natais passaram, tantos presentes maravilhosos me foram ofertados, nenhum desbancou o livrinho dos príncipes e princesas. No fundo do coração, nas lembranças mais queridas, cada um conserva “o seu livrinho”. Que pode ser um caminhãozinho de madeira, um soldadinho de chumbo, uma boneca de porcelana, uma caixinha de música. Algo que foi significativo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Hoje, ouço adultos dizerem que o Natal perdeu a graça, por isso se desinteressaram de festejar, reunir, comemorar. Diante da conotação que a data adquiriu, a mim também, por vezes, tudo parece vão, como se nada se estivesse a construir. Para quê tanto esforço? _ a gente se pergunta, em meio aos preparativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mesmo assim, ainda em viagem, pedi à funcionária que armasse a árvore e distribuísse pela casa os enfeites costumeiros, ao seu gosto, pois eu só chegaria a tempo de  organizar os últimos presentes e a reunião. Quase junto comigo, chegou a neta. Saudosa da casa, correu por tudo, familiarizando-se, na alegria e necessidade dos seus dois anos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Chegando à peça da entrada, ela viu a árvore e estacou, surpresa. “O Natal chegou, o Natal chegou!” _ começou a cantarolar, maravilhada.  Neste Natal, aprendi que, melhor que armazenar lembranças, é ajudar a proporcioná-las, para encanto de alguém que um dia talvez nos inclua em suas  prazerosas recordações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;martafscosta@gmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-4643880060043871197?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/4643880060043871197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/12/e-natal-outra-vez.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/4643880060043871197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/4643880060043871197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/12/e-natal-outra-vez.html' title='É Natal, outra vez'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRj6zUKqDYI/AAAAAAAAAik/lwwQbdmL2ro/s72-c/DSC00217.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-7222374261720327993</id><published>2010-12-02T13:12:00.002-02:00</published><updated>2010-12-27T18:15:59.275-02:00</updated><title type='text'>Ainda em Milão</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRjz3zkwWYI/AAAAAAAAAic/Ir4mTbNni8w/s1600/IMG_0089.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRjz3zkwWYI/AAAAAAAAAic/Ir4mTbNni8w/s320/IMG_0089.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555458280424233346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em crônica anterior, contei um pouco sobre a estada em Milão. No Teatro alla Scala, onde assistimos à ópera Carmen, o comportamento é o comum nos grandes centros internacionais: sendo o espetáculo marcado para as 20h30’, a entrada é marcada para as 20h, quando todos chegam, confraternizam um pouco, depois se acomodam em seus lugares. Exatamente às 20h30’, as portas do salão se fecham e ninguém mais entra, para não perturbar os artistas e  o público. No Brasil, é comum as pessoas chegaram atrasadas e ainda pretenderem ocupar os seus lugares, atrapalhando aos que obedeceram ao horário. Também desperta a atenção o silêncio absoluto, enquanto a peça se desenvolve. Povo educado, acostumado a prestigiar os seus artistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRjxIINLS_I/AAAAAAAAAiM/KBK0iHpqHdw/s1600/IMG_0129.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRjxIINLS_I/AAAAAAAAAiM/KBK0iHpqHdw/s320/IMG_0129.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555455262305504242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, em continuação ao turismo, contratamos um carro com motorista e vamos até Lugano, na Suíça. Cidade charmosa, à beira do lago do mesmo nome, rodeada de montanhas com picos de neve, Lugano possui comércio sofisticado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRjyyVJfAkI/AAAAAAAAAiU/fFvDjU3SSb4/s1600/IMG_2356.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRjyyVJfAkI/AAAAAAAAAiU/fFvDjU3SSb4/s320/IMG_2356.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555457086845813314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No retorno a Milão, vamos caminhar no Corso Buenos Ayres, avenida com comércio excelente, a preços bem mais acessíveis que os das lojas próximas à Catedral de Milão, aquelas mais sofisticadas. As roupas têm preços melhores que no Brasil.&lt;br /&gt;A partir do segundo dia da estada em Milão, chove dia sim, dia não, o que atrapalha nossos planos turísticos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Assim,  optamos por conhecer o Palazzo Reale, antiga residência dos governantes de Milão, hoje transformada em importante museu.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Também teríamos apreciado conhecer a Santa Ceia, de Leonardo da Vinci, localizada na Igreja Santa Maria delle Grazie, mas estavam  esgotados os ingressos até janeiro, quando procurados no início de outubro. Juka, nosso companheiro de viagem, comenta que, entre 1968 e 1972, vindo a trabalho a Milão, inúmeras vezes passou em frente à igreja, sem que houvesse o menor público.  Naquela época, não era preciso pagar para ver o quadro célebre. Hoje, além de ser cobrado, é difícil conseguir ingresso, graças ao livro Código da Vinci, que despertou o interesse pela obra.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Milão transmite a impressão de cidade segura,  caminhando pelas ruas e pelas estações do metrô, inclusive tarde da noite. Mais tarde, saberemos  que uma brasileira teve sua bolsa roubada, na saída do hotel em que estava hospedada, quase perdendo o  navio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento de partir, enquanto esperava o ônibus que a conduziria, com outros participantes da excursão, a Savona, para embarcar no navio Costa Serena, com destino ao Brasil, ela, acostumada a levar a bolsa a tiracolo, descuidou-se por um instante, deixando-a, com todos os documentos, sob uma sacola, em cima da mala. Quando o ônibus chegou, cadê a bolsa? Obedecendo ao horário, o ônibus turístico partiu. Desesperada, junto com uma amiga, ela correu para a Embaixada Brasileira, onde foi atendida com gentileza, conseguindo bloquear o cartão de crédito e obter um  passaporte novo. Graças ao atendimento agilizado, pôde pegar um táxi até Savona e chegar a tempo de embarcar. Ponto para o Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-7222374261720327993?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/7222374261720327993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/12/ainda-em-milao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/7222374261720327993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/7222374261720327993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/12/ainda-em-milao.html' title='Ainda em Milão'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRjz3zkwWYI/AAAAAAAAAic/Ir4mTbNni8w/s72-c/IMG_0089.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-530837121102355550</id><published>2010-11-29T06:16:00.010-02:00</published><updated>2010-12-27T17:55:19.012-02:00</updated><title type='text'>Milão</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRjpJslaT2I/AAAAAAAAAh0/M3LQFHYERwo/s1600/IMG_0061.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRjpJslaT2I/AAAAAAAAAh0/M3LQFHYERwo/s320/IMG_0061.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555446493157674850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O serviço meteorológico anunciava chuva para os cinco dias programados para Milão, mas um lindo sol nos aguardava, à saída do aeroporto. Pegamos um ônibus até a Estação Central, bem mais barato que o táxi para quatro. Lá, o primeiro pensamento foi pegar um táxi até o hotel, embora próximo, em virtude do peso das malas. Enquanto decidíamos se as quatro caberiam no táxi, um carregador se aproximou de nós, perguntou o nome do hotel e se prontificou a levá-las, por preço razoável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Rapidamente, colocou-as em um carrinho e saiu às pressas, seguido por nós, receosos de perdê-las, à chegada da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRjYwG15RhI/AAAAAAAAAg8/cAL18qR6bjg/s1600/IMG_2365.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRjYwG15RhI/AAAAAAAAAg8/cAL18qR6bjg/s320/IMG_2365.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555428461343491602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Doria Hotel é confortável e acolhedor. Como é costume na Europa, não há carregadores para as malas, mas o hotel possui elevador e temos o cuidado de utilizar malas médias, com excelente manejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após uma caminhada ao redor, vamos jantar no restaurante La Noblesse Obligue, recomendado no hotel. Apesar do nome francês, o restaurante é tipicamente italiano. Comemos um Rizoto com Tartufo Bianco d’Alba, que corresponde à fama de deliciosa especiaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRjly-FDooI/AAAAAAAAAhc/MbTPTWfM4dQ/s1600/IMG_2275.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRjly-FDooI/AAAAAAAAAhc/MbTPTWfM4dQ/s320/IMG_2275.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555442804181934722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia seguinte amanhece chuvoso, o que nos faz tomar o metrô e ir até Duomo, a catedral de Milão, uma das maiores igrejas góticas do mundo, belíssima. Sua construção iniciou no século XIV e a obra levou 500 anos para ser concluída. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRjmxA29eJI/AAAAAAAAAhk/dHR_0sxuc8A/s1600/IMG_2308.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRjmxA29eJI/AAAAAAAAAhk/dHR_0sxuc8A/s320/IMG_2308.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555443870080006290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRjZQFdPraI/AAAAAAAAAhE/TZnra-ulRB8/s1600/IMG_0015.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRjZQFdPraI/AAAAAAAAAhE/TZnra-ulRB8/s320/IMG_0015.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555429010727480738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma árvore de Natal, natural e gigantesca, está sendo montada, galho a galho, em frente à Catedral, com o auxílio de um guindaste. Próxima, temos a Galeria Vittorio Emanuele II, com lojas lindas e muito policiada. Construída em 1865, sua arquitetura é impressionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRjbPqqgtgI/AAAAAAAAAhM/cZpkA-9UuUc/s1600/IMG_0022.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRjbPqqgtgI/AAAAAAAAAhM/cZpkA-9UuUc/s320/IMG_0022.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555431202558621186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O frio é intenso, mas os cafés e restaurantes ao ar livre, além de fechados com cortinas plásticas transparentes, possuem inúmeros aquecedores a gás e elétricos, de forma que a temperatura é agradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milão é centro da moda e do design. Impressiona a elegância das pessoas nas ruas, os agasalhos sofisticados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, vamos ao Teatro Scala, assistir à ópera Carmen. O teatro, inaugurado em 1778, possui o maior palco da Europa.  Os lugares, adquiridos pela internet, não são numerados e cada um é de um preço, o que nos desperta curiosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRjtoUcj5eI/AAAAAAAAAh8/f7_qve9kaJg/s1600/IMG_0067.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRjtoUcj5eI/AAAAAAAAAh8/f7_qve9kaJg/s320/IMG_0067.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555451417300559330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;À chegada do teatro, encontramos um casal de brasileiros, felicíssimo, pois recém adquirira os seus ingressos, a preço irrisório. Duas horas antes do espetáculo, vários ingressos costumam ser postos à venda. Ficamos contentes por eles, mais ainda por já estarmos com os nossos ingressos, apesar do preço maior. Em viagens anteriores, perdemos de conhecer lugares desejados, por falta de organização prévia.&lt;br /&gt;Antes de mostrar o camarote, a recepcionista nos leva a uma pequena peça, onde devemos deixar os abrigos, com os do camarote vizinho. Temos um momento de hesitação, finalizado com a chegada da vizinha, com naturalidade pendurando no gancho o seu casaco de vison.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, estamos localizados num camarote lateral e a explicação dos diversos preços é a colocação das cadeiras: as duas da frente são mais caras, a terceira pouco menos e a quarta bem menos _ o que é razoável, considerando que este precisará ficar em pé, se desejar ver alguma coisa. Entre um ato e outro, revezamo-nos de lugar e todos ficamos contentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRju4Qa_eyI/AAAAAAAAAiE/SPyd70jZFvY/s1600/IMG_0121.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRju4Qa_eyI/AAAAAAAAAiE/SPyd70jZFvY/s320/IMG_0121.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555452790609771298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;À saída do espetáculo, dirigimo-nos ao metrô, seguindo o fluxo das pessoas. Senhoras com casacos de vison caminham com naturalidade em meio à multidão apressada para chegar ao seu destino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-530837121102355550?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/530837121102355550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/11/milao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/530837121102355550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/530837121102355550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/11/milao.html' title='Milão'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TRjpJslaT2I/AAAAAAAAAh0/M3LQFHYERwo/s72-c/IMG_0061.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-6127089464065756284</id><published>2010-11-25T21:35:00.003-02:00</published><updated>2010-11-26T07:23:49.275-02:00</updated><title type='text'>A Copa do Mundo vem aí</title><content type='html'>O homem observa, com ar desanimado, o painel de aviso  da companhia aérea. O painel anuncia embarque para New York, no portão 4, dentro de alguns minutos. O homem fala que espera não ocorram mais mudanças, pois já houve troca do portão de embarque, precisou se locomover às pressas e não pode  caminhar rápido, por causa da dor na perna.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;De repente, sem prévio aviso, o painel muda de New York para Chicago. O alto-falante transmite explicações ininteligíveis, em altos brados. Os passageiros se agitam, sem entender. Dirigem-se aos atendentes, junto ao balcão. Eles também parecem desnorteados, correndo de um lado a outro, incapazes de fornecer as informações requisitadas pelos  passageiros, esses temerosos de precisarem se deslocar às pressas para algum portão longínquo. No painel geral, constam New Iork e Chicago com embarque no mesmo horário, no mesmo portão. O alvoroço aumenta, pela falta de informações . Impossível entender o alto-falante, completamente rouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem, que aparenta cerca de 80 anos, conta que viveu 18 anos no Brasil, trabalhando como missionário. Gosta muito do país, onde fez grandes amigos, por isso volta há 11 anos, anualmente, para revê-los. “Mas o Brasil não muda _ constata, pesaroso, em português com sotaque carregado _ é sempre a mesma desorganização. Nos aeroportos, então, nem se fala. Imagine como será, próximo ao Natal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso concordar, lembrando as inúmeras vezes em que fomos mudados de um portão para outro, nessa e em outras oportunidades, em cenas que se tornaram hilárias, tamanha a desorganização. Inclusive porque, nos aeroportos de outros países, isso não costuma acontecer. Se em outros não acontece, por que precisa ocorrer no Brasil? E que imagem inicial ou na despedida levam os estrangeiros de um país que não consegue organizar um aeroporto importante como o de Guarulhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como, por coincidência, o nosso voo para outro destino está previsto também para o portão 4 (inicialmente, era o 12, depois fomos transferidos para o portão 11 e agora para o 4, que tanto pode ser A como B ou C), optamos por nos afastar dessa confusão e esperar em local mais tranquilo as resoluções que devem ocorrer. Sentamos em local estratégico, em frente a um painel geral. O aeroporto está cheio, inclusive muitos casais com crianças pequenas e famílias inteiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora o alto-falante estragou de vez e vários membros do pessoal de terra circulam de um lado a outro, em passo acelerado, quase correndo. Informam, aos gritos, o próximo embarque e o portão em que será realizado; alguns repetem sem cessar os nomes dos passageiros chamados a embarcar imediatamente. Imagino o que pensarão os estrangeiros, desacostumados a essa insegurança. Impossível não pensar na Copa do Mundo, na imagem de país turístico que o Brasil pretende transmitir ao mundo. Se, para nós, brasileiros, já está difícil suportar a insegurança generalizada e o caos dos aeroportos, em dias normais, o que sentirão eles, ao conhecerem a nossa realidade? Se os aeroportos já estão cheios, como poderão receber o público esperado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em meio à confusão, terminamos por embarcar com uma hora de atraso, após três trocas do portão de embarque, precisando utilizar um ônibus para chegar ao avião. O voo é agradável e organizado. A chegada ao aeroporto de Milão ocorre na maior serenidade, fazendo crer que receber e despachar aviões lotados, em segurança e sem percalços, possa ser tarefa comum, em alguns aeroportos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-6127089464065756284?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/6127089464065756284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/11/copa-do-mundo-vem-ai.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/6127089464065756284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/6127089464065756284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/11/copa-do-mundo-vem-ai.html' title='A Copa do Mundo vem aí'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-1824984932586377807</id><published>2010-11-21T20:30:00.002-02:00</published><updated>2010-11-21T20:32:53.255-02:00</updated><title type='text'>Água na boca</title><content type='html'>Há um momento, no livro “Os Espiões”, de Luis Fernando Verissimo,  em que o personagem principal se refere a outro pelo apelido, pretendendo demonstrar familiaridade: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_  “Ouvi dizer que o Maisena está arrebentando” _ falou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ “Maisena? O senhor quer dizer Mandioca” _ corrigiu  o interlocutor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei graça, ao encontrar essa pretensa confusão, no livro do Verissimo. Se fosse eu, talvez o chamasse de “Amido de Milho”, tanto me esforcei, inicialmente, na organização do livro Pelotas à Mesa, para transformar em “amido de milho”  todas as referencias a Maizena (com z) encontradas nas receitas das diferentes pessoas.  Depois, alertada, numa rápida ida ao dicionário, optei por trocar Maizena (com z), a marca registrada,  simplesmente por  maisena,  designação de qualquer farinha de amido de milho. Quero dizer, sem pretender fazer propaganda explícita da Maizena (com z), também não gostaria de confundir alguma quituteira desavisada: “Que novidade é essa de engrossar o mingau com amido de milho? Será que posso engrossar com Maizena, simplesmente?” Assim, entre Maizena e maisena, tudo fica mais fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nem desconfiava, mas com a Maizena (com z) começava um longo período de pesquisa em cada receita,  à procura de referencias a marcas registradas que acaso houvessem escapado, justamente pela familiaridade que se desenvolve com elas. Por questão de coerência, foi preciso encontrar a denominação adequada aos fermentos Royal e Fleischmann e até para o achocolatado Nescau, embora a troca, em muitos casos, não parecesse justa. Certas receitas perdem suas características, ao serem trocadas as marcas dos ingredientes. Mas, não se tratando de livro patrocinado por alguma marca específica, mandava o bom tom que a escolha ficasse por conta da consumidora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como esse, outros problemas inesperados se apresentaram, no desenvolvimento da organização do livro. Sendo as receitas selecionadas por várias pessoas, era natural que apresentassem diferentes formas de expressão. Após inúmeras revisões, o “pires cheio de açúcar” despertou a atenção, no meio de uma torta meticulosamente explicada, obrigando a uma consulta: “Por favor, o teu pires corresponde a quantas gramas?” _ e lá foi a amiga medir o pires, decerto sem entender tanta ignorância, acostumada como estava à receita.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Como essa, muitas dúvidas surgiram e foram resolvidas, embora seja possível que algumas tenham escapado. Mas o importante é que as pessoas estão experimentando as receitas e _ maravilha das maravilhas _ tendo bons resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre se acerta uma receita da primeira vez. Por isso, admirei a persistência de outra amiga, quando telefonou para contar que não acertava o ponto da calda, no pudim de queijo. Já havia preparado duas caldas e as duas tinham açucarado, falou, desconsolada. Enquanto tentava lhe explicar o ponto, ouvi: “e olha que mexi bastante, não parei de mexer”. Bingo! “Então, o erro foi meu, falei, consternada, devia ter explicado que não se mexe a calda”. Mas, disposta, ela preparou a terceira calda e enviou a foto do pudim de queijo, pelo celular. Não sei se para agradar ou para me deixar com água na boca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-1824984932586377807?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/1824984932586377807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/11/agua-na-boca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/1824984932586377807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/1824984932586377807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/11/agua-na-boca.html' title='Água na boca'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-8523514036071117926</id><published>2010-11-16T15:42:00.005-02:00</published><updated>2011-04-10T14:04:19.110-03:00</updated><title type='text'>Na Feira do Livro</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-3iKb717PyuY/TaHgMDfwfeI/AAAAAAAAAoU/mfk5f2tsS0Y/s1600/IMG_5612.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-3iKb717PyuY/TaHgMDfwfeI/AAAAAAAAAoU/mfk5f2tsS0Y/s400/IMG_5612.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593998709872426466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na Feira do Livro, ao lado de escritores prestigiadíssimos, sempre vejo um ou outro sozinho ou acompanhado da esposa ou de algum amigo leal.  Solidarizo-me com eles, mas não se perde pedaço por viver tal experiência.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Com o seu conhecimento de situações similares, o  editor aconselhou que, não sendo de Porto Alegre, eu devia escolher: se fizesse lançamento anterior, desistisse da sessão de autógrafos na Feira do Livro da capital. Seria natural que faltassem participantes para os dois eventos, ponderou, com bom-senso. Teimosa, fiz o lançamento e resolvi me aventurar na Feira, pois já vivera essa experiência, em situação anterior, de forma agradável.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-5oBsp-yKnuQ/TaHg0pSwKXI/AAAAAAAAAok/jta_Mequ_hE/s1600/IMG_5596.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-5oBsp-yKnuQ/TaHg0pSwKXI/AAAAAAAAAok/jta_Mequ_hE/s400/IMG_5596.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593999407213193586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu, porém, que naquele ano o palco onde costumam ocorrer os autógrafos sofrera modificações. Sendo em grande número os escritores no horário a mim designado, todos foram colocados lado a lado, meio comprimidos, cada um com direito a uma pequena mesa e sem espaço para familiares e amigos que quisessem confraternizar à volta. O espaço era restrito apenas a quem desejasse autógrafo.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-9hrlJlYuapU/TaHhNXUXlWI/AAAAAAAAAos/ICfvC1fhWkQ/s1600/IMG_5614.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-9hrlJlYuapU/TaHhNXUXlWI/AAAAAAAAAos/ICfvC1fhWkQ/s400/IMG_5614.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593999831884862818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Alguns amigos e amigos de amigos tiveram a gentileza de comparecer, mas precisavam se afastar, após conseguir o autógrafo, indo todos se reunir em alegre bate-papo, fora do palco, tal a quantidade de gente nas filas. Ao meu lado, estava o Dr Luchese, autografando sem parar. Muito gentil, entre um admirador e outro, ele conversava comigo, decerto condoído daquela estranha, abandonada à própria sorte. Ao final, num gesto de solidariedade, foi buscar o meu livro e pediu o autógrafo.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Bem, o editor tinha razão. Mas foi muito boa a experiência, apreciei vivê-la. É parecida com a sensação de estar numa festa em que não se conhece ninguém; alguém  disposto a se divertir com a situação pode aprender muito, nessas circunstâncias. Como tenho aprendido, nas Feiras do Livro de que já participei. Poucos escritores conseguem ser generosos e estender a mão aos principiantes, da mesma forma que o sucesso causa singular reação; também é raro  alguém ensinar os passos de cada jornada (as editoras confiáveis, as boas distribuidores, a midia receptiva). Estamos sozinhos para descobrir os macetes e encontrar os atalhos.Por isso, são bem-vindas todas as oportunidades de aprendizagem.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Ll5qEKIMp7U/TaHiH64l83I/AAAAAAAAAo8/XEkArE3zf0Q/s1600/IMG_5563.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Ll5qEKIMp7U/TaHiH64l83I/AAAAAAAAAo8/XEkArE3zf0Q/s400/IMG_5563.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5594000837864452978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Poucos ou muitos autógrafos distribuídos nada dizem do valor de um livro. Há outros fatores, como propaganda bem direcionada, prestigio pessoal, status social ou politico que nada tem a ver com o merecimento do autor.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ngrcjXCtCE0/TaHhiuZ2Q0I/AAAAAAAAAo0/BGSHcRUN9xc/s1600/IMG_5594.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-ngrcjXCtCE0/TaHhiuZ2Q0I/AAAAAAAAAo0/BGSHcRUN9xc/s400/IMG_5594.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5594000198859113282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Neste ano, embora a Feira do Livro de Porto Alegre tenha sido prejudicada pelas obras na Praça da Alfândega, a sessão de autógrafos estava mais simpática. Sobre o palco costumeiro,menos escritores autografavam, cada um com a sua mesa e amplo espaço para a confraternização dos amigos e familiares. Circulei pela Feira, já mais familiarizada, saboreando o ambiente. Observei que muitos escritores distribuíam escassos autógrafos. Admirei a coragem de quem vai à luta, peito aberto, e as estratégias utilizadas por quem já conhece os caminhos. Percebi que a verdadeira sabedoria não vem impressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: as fotos são de 2010. Infelizmente, do ano a que me referi, anteriormente,não ficaram fotos (teria sido interessante). Ficou a lembrança da gentileza do Dr Luchese e o carinho dos fiéis acompanhantes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-8523514036071117926?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/8523514036071117926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/11/na-feira-do-livro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/8523514036071117926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/8523514036071117926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/11/na-feira-do-livro.html' title='Na Feira do Livro'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-3iKb717PyuY/TaHgMDfwfeI/AAAAAAAAAoU/mfk5f2tsS0Y/s72-c/IMG_5612.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-1714471908537341811</id><published>2010-10-16T13:57:00.000-03:00</published><updated>2010-10-16T13:58:56.196-03:00</updated><title type='text'>Pensamento positivo</title><content type='html'>Pela manhã, juntamente com algumas amigas, arrumamos o salão de honra da Associação Rural de Pelotas para o lançamento do livro “Pelotas à mesa, a simplicidade do sofisticado”, da Editora TEXTOS, organizado em homenagem aos 25 anos da Casa de Santo Antônio do Menor, com belas fotos de Juliano Kirinus e Marcos Oliveira. Na parte externa, sob o toldo branco, colocamos mesas, bancos de madeira, plantas decorativas e o banner do livro. Saímos de lá satisfeitas com o efeito obtido, apesar do tempo nublado. Após o almoço, começou a chuva que eu estava fingindo que não ia acontecer. Sabe quando se tenta acreditar que pensamento positivo funciona até em meteorologia? Pois fiz força, até a hora de me encaminhar para a Associação Rural. Enquanto dirigia para lá, o pára-brisa do carro trabalhando adoidado me obrigou a encarar a realidade. Pensei “fazer o quê?” e concluí o que estou cansada de saber: a gente faz tudo o que pode, mas há coisas que não estão em nossas mãos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quando cheguei à Associação Rural, o banner já tinha voado e sido recolhido, mesas e bancos haviam sido retirados do toldo, a mesa para a venda dos livros teve que ser colocada na parte interna do salão, para evitar que as pessoas contraíssem pneumonia, enquanto tentavam vender ou comprar livros, e ficou ocupando o espaço previsto para os convidados, Mas “o que não tem remédio, remediado está”, diz a sabedoria popular. Assim, dispusemo-nos a viver aquele momento, com serenidade, como se aquele final de tarde não fosse adequado apenas para ficar em casa, deixando o mundo desabar, lá fora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, contra todos os prognósticos, os convidados começaram a chegar, ignorando a intempérie. Encheram o salão, esparramaram-se pelo alpendre, alegres, fisionomias descontraídas, como se brilhasse o mais lindo sol. A música da Gloria Majer tomou conta do ambiente, misturada ao som de risadas e conversas. Tal foi a descontração que, ao final do evento, em certo momento, um casal arriscou uns passos de tango, despertando aplausos. Minha neta, na graça dos seus dois anos, encantada com a dança, procurou um par também para si, mas não teve sorte na escolha: recebeu o primeiro “carão” de sua vida, tendo que se conformar a bater o pezinho, acompanhando o ritmo da musica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou grata, muito grata, a todos que saíram do conforto de suas casas, naquele final de tarde de 7 de outubro, para atender ao nosso convite. Sou grata pelos sorrisos, pela alegria, pelas inúmeras flores recebidas, inclusive pelos arranjos que enfeitaram a festa de aniversário da amiga, na véspera, e ela lembrou que poderiam enfeitar o lançamento. Sou grata, também, pelo sorriso de quem disse: “Que bom que pude viver este momento”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas “Pelotas à Mesa”, como sugere o nome, é um livro de receitas selecionadas por 53 convidados especiais. Assim, qual a minha alegria, já no dia seguinte, ao ouvir de uma amiga que experimentara o “Bolo de granola” e tivera o maior sucesso. Outra fez o “Rocambole de arroz” e a terceira contou o “milagre”: a jovem pôs a mão na massa e as “Varinhas de sal”, sua primeira obra culinária, foram gostosamente consumidas no lanche da tarde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, desejo que este livro se torne parte da história de muitas famílias. Elaborado para homenagear e beneficiar a Casa de Santo Antônio do Menor, que ele também represente e orgulhe Pelotas, por onde for.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-1714471908537341811?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/1714471908537341811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/10/pensamento-positivo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/1714471908537341811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/1714471908537341811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/10/pensamento-positivo.html' title='Pensamento positivo'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-4361516758593449631</id><published>2010-10-16T13:45:00.000-03:00</published><updated>2010-10-16T13:46:11.143-03:00</updated><title type='text'>Tempo de forno</title><content type='html'>O livro está na estufa _ foi a notícia enviada. Não via a hora de acariciar a capa, sentir a maciez das folhas, saborear a beleza da apresentação, comer com os olhos, adivinhando gostos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não sabia que livros passam pela estufa, mas nada mais apropriado para um livro de receitas. Paciência com ele, portanto. Nada de apressá-lo. Qualquer quituteira sabe que o tempo de forno é importante. Sem obedecer ao adequado, o bolo fica cru ou seco em demasia. Pior é que tempo certo não existe; o tempo para assar ou cozinhar depende de cada forno, e isso não há receita que possa garantir. Como nós, cada um com seu tempo para entender, amar, perdoar. Não adianta forçar a barra, apressar as coisas. Quem sabe o tempo de cada um?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas lá estava o livro, protegendo-se da umidade do inverno no Sul. E eu aqui, esperando-o, com expectativa semelhante a do noivo no altar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como muitas histórias de amor, essa começou por acaso. A idéia era reunir em livro as receitas preferidas da diretoria e do grupo de apoio à Casa de Santo Antônio do Menor, justamente aquelas que fazem o sucesso dos almoços realizados em benefício da entidade assistencial, localizada em Pelotas, RS. Comecei a juntá-las, graças à generosidade das amigas. Enquanto isso, aproveitando as oportunidades, percorria livrarias, descobrindo que os livros de receitas se haviam sofisticado, para atrair consumidores mais exigentes. Alertada, fui para a internet, onde basta clicar o nome de uma receita e aparecem dezenas de maneiras de prepará-la. O páreo era duro, concluí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nesse momento, quando me debatia entre a teimosia de prosseguir e o bom senso de retroceder, que meus olhos caíram sobre um volume do ACTAS, A CLASSE RURAL RESGATANDO A SUA HISTÓRIA, o livro organizado em homenagem ao centenário do Primeiro Congresso Agrícola do RS. Foi amor à primeira vista. E diga-se, a bem da verdade, que nesse caso a aparência foi decisiva, tal o trabalho primoroso da Editora TEXTOS. Mas, sobrando-me um pouco de juízo, interessei-me pelo conteúdo e aí, sim, fiquei perdida de amores: em três dias, aproveitando cada minuto livre, li todas as atas, enfronhando-me no passado da Associação Rural de Pelotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei desse mergulho com a resolução (ou pretensão) de organizar um livro de receitas que também fosse motivo de orgulho. Um presente para as gerações futuras, uma forma de lhes dizer “estivemos aqui e assim vivemos, amamos, reunimo-nos, confraternizamos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram quase doze meses de trabalho árduo, em que me diverti muito e fiz contatos maravilhosos, trocando experiências e descobrindo mundos mais complexos que a  culinária ou a doçaria. O maior mérito foi convidar a Etiene Villela Marroni, a editora do ACTAS, para ser parceira nesse projeto, da mesma forma que fui inspirada ao chamar o fotógrafo Juliano Kirinus para a foto da primeira receita elaborada. Depois da primeira, foi impossível parar. Aliás, eu já ia rumo às quinhentas páginas, digitando com a animação de um cavalo de corrida quando vê a cancha livre, quando Etiene insinuou que talvez fosse bom puxar as rédeas, obrigando-me a estacar. &lt;br /&gt;Assim, com entusiasmo e boas parcerias, acalentado por  bons augúrios, o livro Pelotas à Mesa, a simplicidade do sofisticado, tornou-se realidade. Com 166 receitas de doces e salgados, selecionadas entre as preferidas de 53 convidados especiais, pode ser encontrado no site www.livrariamundial.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-4361516758593449631?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/4361516758593449631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/10/tempo-de-forno.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/4361516758593449631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/4361516758593449631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/10/tempo-de-forno.html' title='Tempo de forno'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-4199044258056086398</id><published>2010-10-12T23:37:00.001-03:00</published><updated>2010-10-12T23:38:58.459-03:00</updated><title type='text'>Troca de opiniões</title><content type='html'>O homem falou: “Gostei do que escreveste sobre as pessoas de bem: é bom ser lembrado de que elas existem. A gente se acostuma com tanta malandragem que até passa a generalizar”. O jovem falou “Gostei de algumas coisas que disseste, naquela crônica; discordei de outras. As pessoas não são inteiramente boas ou más. Gente de bem também faz bobagens, se comporta mal de vez em quando, fala o que não devia falar. Santos têm pés de barro, muitas vezes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei das duas observações. Feliz de quem, ao publicar os seus questionamentos, consegue que outros externem os seus. De maneira geral, quando se dispõe a escrever sobre determinado tema, o sujeito já pensou bastante sobre ele. Ainda assim, é comum uma maior elaboração do pensamento, à medida que a idéia é desenvolvida. A oportunidade de troca de opiniões, após o texto publicado, é a continuação perfeita para idéias que continuam fermentando, pois tema algum se esgota em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem assimilou, ao pé da letra, a mensagem de esperança implícita na frase: “A boa notícia é que gente de bem existe”. O jovem receou que, ingênua ou radical, eu classificasse as pessoas em boas ou más, apenas. Como se dividisse o mundo em dois, a uns destinasse o céu, a outros o inferno. Em alguns só visse qualidades, em outros   defeitos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Todos nós podemos ser magnânimos e maravilhosos, algumas vezes, e mesquinhos e desprezíveis, em outras. Essa é a nossa humanidade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas, dentro das atitudes detestáveis que podemos ter, algumas jamais combinam com pessoas de bem, embora _ em situações extremas _ até o mais santo dos homens possa roubar ou matar. Em circunstâncias normais, contudo, pessoas de bem não roubam, ainda que encontrem uma carteira aberta à sua frente; não mentem, mesmo que a mentira seja a desculpa perfeita; não devolvem à loja a roupa usada, dizendo que afinal não serviu; tampouco solicitam à loja o empréstimo da mesa, para ver se fica bem na sala, e devolvem depois da festa, com a explicação de que não combinou; não arranham o carro alheio e fogem, aproveitando-se que ninguém presenciou _ entre tantas outras atitudes que servem para definir alguém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo: pessoas de bem (ou do bem) são idôneas. Podemos ficar tranqüilos, junto a elas: não nos pregarão peças desagradáveis, nem nos passarão para trás, quando estivermos desprevenidos. Cometerão erros, vez por outra, mas serão capazes de reconhecê-los e corrigi-los, na medida do possível. Externarão suas opiniões e saberemos com quem  lidamos (como fez o jovem do início desta história), em lugar de prepararem seu discurso com tudo que sabem nos apeteceria ouvir.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Mas, como disse antes, ser do bem é diferente de “ser bonzinho” e aceitar tudo, sem questionar. Também é diferente de ser conivente e achar que “é assim mesmo; não sou eu que vou mudar alguma coisa. Se tiver oportunidade, vou mais é aproveitar”. Da mesma forma que é diferente de ter um comportamento incorreto, no dia a dia, e pretender que os nossos representantes em cargos oficiais tenham compostura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esses questionamentos, apesar de servirem para todos os dias e relacionamentos da nossa vida, são especialmente  úteis nesse momento em que estamos prestes a ir às urnas, mais uma vez, para decidir o futuro do nosso país. O nosso futuro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-4199044258056086398?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/4199044258056086398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/10/troca-de-opinioes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/4199044258056086398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/4199044258056086398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/10/troca-de-opinioes.html' title='Troca de opiniões'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-7423091575008559172</id><published>2010-09-29T02:27:00.002-03:00</published><updated>2010-09-29T02:30:47.942-03:00</updated><title type='text'>Gente de bem</title><content type='html'>Essa é a boa notícia: há gente de bem.  Ou do bem. Muita. Parece, às vezes, que o mundo está cheio de gente feia, mau caráter, pronta a nos puxar o tapete, louca pra nos ver no chão, desequilibrados, desacorçoados. Puro engano, isso só acontece quando erramos o caminho e enveredamos por becos escuros. Há luz fora dessas sombras.&lt;br /&gt;Há gente do bem, em cada canto por onde se ande. Só se precisa pisar macio, olhar pros lados, não machucar calcanhares nem invadir espaços. Estão todos cansados, desconfiados, prontos a explodir. Duvidando de um agrado, olhando enviesado para quem lhes sorri sem motivo. Por isso, muita cautela, ao avançar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas pessoas de bem circulam pelas ruas, cruzam por nós na calçada, oferecem a preferência na fila do supermercado, cedem o lugar no ônibus. É o menino que entrega a moeda encontrada no chão, a moça que devolve o troco recebido em excesso, o rapaz que se oferece para carregar as sacolas pesadas, o homem que utiliza os seus conhecimentos para abrir portas para outrem.  É a mulher que leva o filho da vizinha ao colégio, proporcionando-lhe o mesmo cuidado e atenção que dedica ao seu, e aquela que se sensibiliza com os problemas alheios e se pergunta como pode ajudar.  É o funcionário que cumpre com as suas obrigações e horários e aquele outro que atende aos chamados, sem se fazer de difícil; o enfermeiro atencioso, no pronto socorro; a professora consciente, apesar do salário curto; o médico que não se vinga no paciente, quando se sente injustiçado. São todos que se propõem a ajudar, sem esperar retorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas de bem se reconhecem e procuram se agrupar, inclusive para se defenderem do mundo hostil, sempre pronto a abusar da ingenuidade e fé na humanidade. Só há um problema com as pessoas de bem: confundem, muitas vezes, bondade com bobeira. Não dizem tudo o que pensam e, principalmente, jamais contam tudo o que sabem. Preferem ignorar o que salta aos olhos do que desmascarar alguém. Por isso, compactuam de boca fechada e coração apertado. Deprimem-se, para não cortar laços já rompidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto agem assim, os maus-carateres avançam, servindo-se de mentiras e subterfúgios, protegidos pelo véu de delicadeza e sensibilidade fornecido pelas pessoas de bem, que seguem passando a mão por cima, fingindo não ver o óbvio. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas a boa notícia é que, rolando, as pedras se encontram. Da mesma forma, pessoas de bem se reconhecem, apreciam e deixam de ser sós. Passam a integrar um novo universo, sem falsetas e meias verdades. Um lugar claro, onde as palavras voltam a ter seu significado verdadeiro e onde cada um se permite ser como é. Um lugar iluminado o suficiente para levar claridade à volta, fazendo com que  mais pessoas entendam que ser do bem é mais que ser bonzinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-7423091575008559172?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/7423091575008559172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/09/gente-de-bem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/7423091575008559172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/7423091575008559172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/09/gente-de-bem.html' title='Gente de bem'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-4409510533377361685</id><published>2010-09-17T23:31:00.004-03:00</published><updated>2010-10-16T13:40:50.387-03:00</updated><title type='text'>Sabores da infância</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TLnVhE4l3bI/AAAAAAAAAgw/DMSNPeX9_R8/s1600/bolo_pedrinhas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TLnVhE4l3bI/AAAAAAAAAgw/DMSNPeX9_R8/s320/bolo_pedrinhas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528684781797498290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando meus filhos eram adolescentes, certo dia o caçula falou, ao ver a mãe novamente às voltas com ovos, farinha e açúcar, na copa da casa: “Acho que essa será a imagem que sempre terei de ti: de avental, fazendo esse bolo”. O tal bolo, que em sua versão original tinha recheio e deliciosa cobertura, era preparado, seguidamente, para o lanche da tarde, quando o seu formato mudava, passando a ser redondo, com um furo no meio, como aqueles de padaria.  Nesse formato, da mesma forma ele deliciava a turma, nos acampamentos à beira da barragem. Garantia de sucesso, era também o escolhido para festejar batizados de tartarugas, aniversários de cães e piqueniques de todo tipo, durante os veraneios ou invernadas na Fazenda da Figueira. Como se vê, seria natural se a minha imagem ficasse associada ao tal bolo, personagem desta história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o tempo passou, os filhos cresceram, dediquei-me a outros interesses e imaginei que bolos e quitutes saboreados na infância houvessem ficado para trás. Foi quando, motivada pelo aniversário de 25 anos da Casa de Santo Antônio do Menor, resolvi realizar um desejo há muito acalentado pela diretoria e pelo grupo de apoio: colocar em livro as receitas comumente apresentadas nos almoços e jantares em benefício da entidade assistencial. A Casa de Santo Antônio do Menor foi fundada com a idéia de atender menores de rua. Nesse tempo eu a conheci, pobrezinha, sem recursos, carente de tudo; rica apenas de ideais e carinho para com as crianças e jovens que chegavam à sua porta. Após muitas dificuldades, pouco a pouco a Casa encontrou seu destino: hoje atende somente a crianças em fase pré-escolar, proporcionando-lhes alimentação, lazer, cuidados, atendimento médico, psicológico, odontológico e aprendizagens apropriadas a essa etapa de vida. Faz um excelente trabalho, graças ao apoio recebido da comunidade. Pôde crescer e se qualificar, graças à confiança inspirada. Dá gosto entrar por aquela porta e ver as carinhas sorridentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para homenagear todas as pessoas, mulheres e homens, que trazem a Casa de Santo Antônio em seu coração, assumi a tarefa de organizar o livro. A idéia começou modesta, como a Casa de Santo Antônio. Cresceu, pouco a pouco, impulsionada pelas receitas que me eram ofertadas, com a generosidade que a Casa sempre encontrou. Comecei a experimentar algumas receitas e o sucesso foi tanto que a família já passou a desejar um segundo livro, para continuarem como deliciadas cobaias.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas, quando estava quase dando o livro por encerrado, após meses de dedicação, ouvi do filho mais velho: “Mãe, e o Bolo de Pedrinhas, que há tempos não fazes? Colocaste a receita no livro?” Surpresa pela lembrança, respondi que o livro já estava muito grande, por isso não a colocara. “Mas devias” _ ele falou, convicto, para logo acrescentar, com ar preocupado, como se recém se houvesse apercebido de algo: “E onde estão todas as tuas receitas? Estão juntas? Fáceis de encontrar?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah, estás com medo que me aconteça algo e nunca mais possas saborear as receitas que aprecias?” _ perguntei, fingindo-me muito chocada _ “Não te preocupa, elas estão todas em pastas”, acrescentei, magnânima. Mas, a essa altura, ele já havia se recuperado e, com a expressão mais deslavada, explicou: _ “Imagina, além da dor de perder a mãe, a perda de todas as receitas seria demais”. Após essa declaração de amor (ao Bolo de Pedrinhas), ele foi acrescentado ao livro Pelotas à Mesa, a simplicidade do sofisticado, com lançamento programado para outubro.  Livro que desejo faça parte da história de muitas famílias, acrescentando sabor e lembranças especiais à vida de cada um. Porque os sabores da infância permanecem no imaginário, impregnando de doçura todos os momentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-4409510533377361685?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/4409510533377361685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/09/uma-historia-diferente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/4409510533377361685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/4409510533377361685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/09/uma-historia-diferente.html' title='Sabores da infância'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TLnVhE4l3bI/AAAAAAAAAgw/DMSNPeX9_R8/s72-c/bolo_pedrinhas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-6072613318128691368</id><published>2010-09-14T19:58:00.000-03:00</published><updated>2010-09-14T20:00:23.578-03:00</updated><title type='text'>Sobre as pesquisas de opinião</title><content type='html'>No programa “Pra quem você tira o chapéu?”, de Raul Gil, Kajuru comentou que não conhecia ninguém que tivesse participado de alguma pesquisa de opinião, dessas constantemente divulgadas sobre as preferências dos eleitores. Perguntou à platéia, pedindo que levantasse a mão quem já houvesse sido consultado, alguma vez na vida. Ninguém levantou o braço. Kajuru é o nome popularmente utilizado por um jornalista, cronista esportivo e ex-apresentador de TV brasileiro, que mantém um blog na internet, às vezes censurado (segundo ele). Em seu blog, soube que, anteriormente, ele tinha um programa de TV, do qual se demitiu, por motivos de censura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vídeo de Kajuru, questionando a validade das pesquisas eleitorais, circula na internt, de computador em computador. Muitos vídeos e informações circulam, tirando o sono dos mais ajuizados. “Uma mentira repetida mil vezes se transforma em verdade”, alertam as mensagens, cujo poder é relativo, pois em geral elas circulam somente entre pessoas com a mesma linha de pensamento. Pessoas que querem conservar o seu poder de pensar, decidir e falar; que não querem ser caladas, por decretos ou ameaças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mentiras repetidas se transformam em verdade, como comprova a história, onde dificilmente podemos ter certeza sobre a veracidade daquilo que aprendemos nos livros. Cada um enfeita a história do jeito que lhe convém. Inclusive, vencedores costumam se colocar no papel de heróis, em suas narrativas. E a gente hoje lê uma coisa, amanhã um desmentido, o fato ontem  sabido já não é bem assim. Acreditar em quem, se todos querem sair bem na foto? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vida pessoal, conhecemos personagens que aparentam idoneidade, sinceridade, correção e o tempo mostra a sua outra face. Somos penalizados, algumas vezes, por esses enganos de julgamento. Há certo pudor, nas pessoas realmente idôneas, em desmascarar aqueles por quem foram prejudicados ou ludibriados, propositalmente. Ao mesmo tempo, inclusive pelo propósito de se defenderem, os outros não têm pudor em alardear falsidades, desde que consigam arranhar a imagem do seu desafeto. Por isso, continuamos tratando com o maior respeito e dando oportunidade a pessoas que não merecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se isso ocorre na vida pessoal, não deveria ocorrer na vida pública. Na escolha dos candidatos a cargos políticos, por exemplo, precisamos ser mais seletivos, pesquisar sobre a vida pregressa de cada candidato, o que ele fez ou deixou de fazer, a sua linha de pensamento, as coligações que faz, para se manter atrelado ao poder. Conhecer os seus princípios, na verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se trata de candidato a reeleição, a tarefa se torna mais fácil, porque se teve a oportunidade de acompanhar o  trabalho desenvolvido. Se foi leal às promessas de campanha, parceiro nas horas em que a sua presença fez a diferença, interessado nos problemas da região, do estado ou do país, é hora de mostrar reconhecimento e apoio, através do voto. Se não correspondeu ao que se esperava dele, a mudança será benéfica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema maior são os candidatos sem passado de administração na área pública, pois é impossível saber o que esperar deles. O poder muda a maioria das pessoas. Algumas podem se tornar perigosas, quando se vêem com a caneta na mão e o poder de decidir destinos. Nossos destinos. Por isso, nesse momento da vida nacional, precisamos estar atentos e pesquisar, não só em jornais, que podem ser sujeitos à censura, mas também na internet, mais rápida em divulgar o que não interessa a alguns que seja divulgado. Depois, votar de acordo com nossos princípios. E, para quem for crente, rezar pode ser uma boa idéia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-6072613318128691368?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/6072613318128691368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/09/sobre-as-pesquisas-de-opiniao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/6072613318128691368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/6072613318128691368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/09/sobre-as-pesquisas-de-opiniao.html' title='Sobre as pesquisas de opinião'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-6338123754715739117</id><published>2010-09-10T21:53:00.001-03:00</published><updated>2010-09-10T21:54:42.464-03:00</updated><title type='text'>Os ônibus param?</title><content type='html'>A senhora, já em idade avançada, falou, com a maior naturalidade: “Tive que desistir da fisioterapia, porque era longe para vir de táxi, saía muito caro, e os ônibus não param, quando só um velho está no ponto. Experimentei vir a pé, mas fiquei muito cansada”. Fiquei olhando para ela, sem acreditar no que ouvia. “Os ônibus não param?” _ perguntei. “Fingem que não vêem a gente, parada no ponto” – explicou, com a serenidade de quem se acostumou à situação. Com o conformismo de quem já não pode fazer nada para mudar as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doeu o seu conformismo, a desesperança de desistir dos seus projetos, a impossibilidade de cuidar da saúde, por só ser considerada, na parada de ônibus, se passageiros pagantes forem embarcar. Imaginei se seriam todos os ônibus ou se alguns motoristas tomariam a iniciativa, por sua conta. Desejei que alguma autoridade ouvisse essa queixa conformada e tomasse a si a tarefa de descobrir a verdade, utilizando velhos e velhas, sozinhos, à espera do ônibus que deveria conduzi-los ao seu destino. Seria uma pesquisa bem interessante, a única forma de fazer funcionar a lei que proporciona transporte coletivo grátis aos idosos. Porque, se a lei não precisa ser obedecida, se sequer é controlada, para quê foi criada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Causa bom efeito, quando alguém do legislativo inventa uma nova lei. Que homem ou mulher preocupado com os outros, pensam os eleitores. Lembrou-se dos velhos, das crianças, de todos os desprotegidos. Só que ter uma idéia bonita, assinar um papel significa muito pouco. Lei que não funciona, na prática, transforma-se em palhaçada ou em grata surpresa, quando por acaso alguém a põe em prática. Isso sem ir mais fundo na questão e sem considerar a justiça ou injustiça de cada lei. Estariam as empresas de ônibus de acordo com a lei que possibilita aos idosos não pagarem a passagem de ônibus? E, para os velhos, necessitados de utilizar um coletivo, há vantagem em não pagar, quando são ignorados nos pontos de ônibus? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei da obrigatoriedade de cadeirinhas para transportar crianças em segurança, no automóvel, entrou em vigor. O casal que possuir três filhos pode ir desistindo de passear em família; tornou-se inviável. Mas, outro dia, vi um jovem casal se locomovendo de bicicleta, um bebê espremido entre os dois. Fiquei pensando: isso pode? Será que uma boa campanha de conscientização não causaria melhor efeito? E cada um fizesse o que achasse melhor, sem a interferência do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, num extremo de preocupação com a saúde emocional dos filhos, o presidente Lula sancionou uma lei em que deverá ser punido o cônjuge que falar mal do outro para o filho. Aquela história de chamar ex-mulher de “cobra” e ex-marido de “ordinário”, perante o filho, acabou _ agora é lei. Muito bonitinho isso, aliás, mas quem vai cuidar que essa lei seja cumprida? O próprio filho terá que denunciar o pai, se falar mal da mãe? E isso irá fazer bem às famílias? Não seria mais interessante, se a preocupação fosse real, proporcionar campanhas de educação, noções de ética e de respeito ao outro, mesmo quando ele deixou de nos amar e tomou outro rumo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos de menos leis e mais atenção às já existentes. Precisamos urgente de mais respeito para com os velhos, as crianças e todos que cruzarem o nosso caminho. Mas talvez tudo se reduza a uma palavra simples: precisamos urgente de educação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-6338123754715739117?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/6338123754715739117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/09/os-onibus-param.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/6338123754715739117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/6338123754715739117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/09/os-onibus-param.html' title='Os ônibus param?'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-1820834967569588446</id><published>2010-09-04T15:16:00.001-03:00</published><updated>2010-09-04T15:19:54.127-03:00</updated><title type='text'>Será que alguém viu?</title><content type='html'>O motorista (ou a motorista) saiu rápido do estacionamento e, ao virar à direita, calculou mal a manobra e raspou feio na traseira do automóvel estacionado ali. O motorista (ou a motorista) acelerou mais e partiu, sem querer ver o estrago causado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo me emprestou o livro “O melhor do mau humor”, de Ruy Castro. Fui lendo a esmo, distraindo-me com as tiradas filosóficas, até que parei nesta: “A consciência é aquela voz interior que nos adverte de que alguém pode estar olhando”.  O pensamento era de  H.L. Mencken, de quem eu nunca ouvira falar. Ignorância tem conserto, porém, principalmente hoje, com o advento do Google. Assim, cliquei para descobrir quem era o autor da frase que me impactara: Mencken foi um jornalista americano (1880- 1956) que fez escola, como crítico do comportamento social, conseguindo muitos seguidores, Paulo Francis e Ruy Castro entre eles. Esse último, aliás, reuniu as suas frases mal-humoradas no Livro dos Insultos, que só pelo nome já dá idéia do conteúdo.  Google é cultura. Fui clicando e descobrindo mais sobre Mencken, pensador profundo, satírico, inconformado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tendência é detestar pessoas deste tipo, justamente pelo fato de nos colocarem um espelho à frente, quando menos esperamos. A gente está ali, lendo para se distrair, e leva um soco no estômago. Pronto, agora precisa pensar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quer dizer que um comportamento só fica errado se alguém estiver olhando? Se ninguém viu a nossa falta, podemos fazer de conta que ela nunca existiu?  Deve ser isso o que passa pela cabeça de quem provoca um acidente, por exemplo, e escapa ligeiro, como se pudesse passar uma borracha no acontecido, ao colocar distância dele.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A impunidade estará garantida, “se ninguém viu”, e a consciência subordinada à circunstância de alguém ter presenciado ou não, quando ele (ou ela) fez alguma coisa errada ou teve um momento de distração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, passava idoneidade, quando alguém dizia, referindo-se a qualquer dissabor: “Eu, pelo menos, tenho a consciência tranqüila”.  Com essa frase, a pessoa garantia “dormir o sono dos justos”, sem problemas de consciência, pela certeza de não haver feito nada errado. Eu mesma falei assim algumas vezes. Agora todo mundo garante “descansar a cabeça no travesseiro com tranqüilidade”. Conhecidos salafrários fazem tal afirmação, na maior serenidade. Parei de falar assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acabo de entender, graças ao recém apresentado Menckel, o mal que atinge a tanta gente: é a síndrome do “será que alguém viu”? Porque, se ninguém viu, dá pra passar batido. A gente finge que não aconteceu, segue a vida numa boa e pode ser que até consiga dormir tranqüilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perigo é quando alguém próximo _ um funcionário, um filho _ presencia a fuga à responsabilidade e aprende a lição. Aí o feitiço vira contra o feiticeiro e ele, em geral, não gosta. Some o dinheiro da carteira, o carro da garagem, tudo pode acontecer, quando lições são aprendidas com os exemplos errados. Afinal, em certas pessoas, a consciência só dói quando alguém vê.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-1820834967569588446?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/1820834967569588446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/09/sera-que-alguem-viu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/1820834967569588446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/1820834967569588446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/09/sera-que-alguem-viu.html' title='Será que alguém viu?'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-8871490189457090080</id><published>2010-08-22T21:44:00.002-03:00</published><updated>2010-08-22T21:47:57.458-03:00</updated><title type='text'>Perdão e justiça</title><content type='html'>Na parte interna da porta do guarda-roupa, colei um recorte de jornal, há muitos anos, com pensamento atribuído ao Talmude: “Quem é misericordioso com as pessoas cruéis acaba sendo cruel com as pessoas misericordiosas”. Também há muitos anos, alguém que eu respeitava ensinou, sem pensar que ensinava: “Não há nada mais injusto que tratar de forma igual a pessoas desiguais”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Muitos de nós, ao contrário, criados nos preceitos cristãos, fomos motivados, desde cedo, a “oferecer a outra face”, como fez Jesus, segundo a Bíblia. Por isso, quando alguém se recusa a perdoar, é comum ouvir que é preciso fazê-lo, porque o rancor e a mágoa fazem mais mal a quem os carrega do que a quem os provocou, o que é pura verdade. Mas não perdoar nem sempre é sinônimo de ficar se martirizando, arrastando um rancor. Alguém pode simplesmente resolver que o perdão não é válido, em determinada situação, e virar a página, seguir adiante, sem se incomodar com o que não merece incômodo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E oferecer a outra face, para quem não almeja a santidade, pode parecer permissão para seguir apanhando.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A revista Veja, em edição passada, levantou uma discussão sobre o perdão, trazendo à tona alguns casos em que ele foi concedido e outros em que os atingidos se recusaram a concedê-lo. Um desses foi o da dramaturga Gloria Peres, mãe da atriz Daniela Peres, assassinada por Guilherme de Pádua e sua mulher.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em inúmeros casos do cotidiano _ traições de amigos, infidelidades conjugais, puxadas de tapete e outros _ o melhor é enfrentar como for possível e depois seguir em frente, sem permitir que o erro de outrem nos atrele ao passado. Isso porque “a melhor vingança é ser feliz”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perdão é válido, quando alguém, ao se portar mal, for capaz de reconhecer o erro, assumir publicamente a sua culpa e procurar reparar o mal feito. Ofender em público e pedir desculpas a portas fechadas não vale. Nem ficar se repetindo, errando e pedindo perdão, contando com a misericórdia alheia. Sem contar que, além de certo limite,  ela se transforma em fraqueza ou omissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo nessas condições, contudo, nem sempre o perdão pode ser concedido. Poderia, por exemplo, qualquer pai ou mãe perdoar o assassino de seu filho? Poderia qualquer pai ou mãe perdoar o estuprador de sua filha? Teria o direito alguém _ seja lá quem for _ de perdoar quem fizesse mal a qualquer criança? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Papa João Paulo II perdoou ao homem que atentou contra a sua vida. Foi um gesto magnânimo, coerente com a filosofia do Papa. Sua Santidade tinha o direito de perdoar, pois ele fora o atingido. E, em muitos casos, é mais fácil perdoar quando somos os atingidos do que quando o mal for dirigido às pessoas que amamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas vezes, não conseguir perdoar faz tanto mal que é melhor perdoar, pra poder seguir em frente. Mas a facilidade em perdoar, passar a mão por cima, remete ao início desta crônica. Quando os infratores são facilmente perdoados, qual a vantagem em se portar bem? Se alguém  transgride regras, ofende, tripudia, e depois tudo volta às boas, graças à generosidade do ofendido, como se sentirão aqueles que sempre o trataram com consideração e respeito? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdão e justiça nem sempre combinam. Pessoas diferentes exigem tratamentos diferentes, até por questão de justiça. Mas, se essas questões fossem fáceis de resolver, ninguém guardaria um recorte de jornal envelhecido, para ser levado a pensar nelas, de vez em quando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-8871490189457090080?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/8871490189457090080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/08/perdao-e-justica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/8871490189457090080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/8871490189457090080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/08/perdao-e-justica.html' title='Perdão e justiça'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-8782447481138924675</id><published>2010-08-13T13:43:00.001-03:00</published><updated>2010-08-13T13:45:40.824-03:00</updated><title type='text'>O Shopping vem aí?</title><content type='html'>Quando um relacionamento está em crise, é comum o papel de vilão ser atribuído a algum elemento externo, a vilã, em alguns casos. Pessoas de bom senso sabem que o papel do intruso é secundário, como a faísca que causa a explosão do que estava prestes a explodir. A polêmica sobre centro da cidade e Shopping Center, se a chegada do segundo significará a morte do primeiro, lembra esse tipo de discussão, em que o principal deixa de ser considerado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas que moram em bairros ou um pouco afastadas do centro terminam por fazer compras na periferia, onde atualmente também há muitos estabelecimentos comerciais de qualidade. Mas, vez por outra, a gente vai ao centro e nota  que a cidade mudou. A área central da cidade de Pelotas apresenta  comércio excelente, o que não ocorria há alguns anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, era natural não encontrar o que se desejava. Hoje, há várias opções em roupas, calçados, brinquedos, jóias, eletrodomésticos e artigos para casa. Também há vários cafés, confeitarias, restaurantes a quilo, floriculturas, coisa que ninguém acreditaria que desse certo na cidade, há algum tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, sendo tão promissor, o centro de Pelotas apresenta situações que não combinam com o esforço dos comerciantes em trazer o melhor para os seus estabelecimentos: os calçadões pecam pela falta de higiene; faltam lajotas e há muitas quebradas, propiciando acidentes; o chafariz da Andrade Neves se transforma em lixeira, seguidamente; cães abandonados circulam, contribuindo com suas “surpresas”; cobertores e travesseiros amontoados, sob algumas marquises, caracterizam-nas como residências oficiais de mendigos e marginais, que deveriam estar em abrigos, inclusive pela sua segurança. À noite e aos domingos e feriados, fechado o comércio, são raros os estabelecimentos com grades protetoras que permitam ver as mercadorias em seu interior; por questão de segurança, a maioria está completamente cerrada, da mesma forma que as galerias. É óbvio que, nesse clima, as ruas ficam desertas e se torna perigoso circular ou deixar o automóvel, inclusive para ir ao único e valoroso cinema.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O centro de uma cidade como Pelotas possui alma. Caminhar pelo calçadão, num dia de sol, ouvindo a passarada; passar pelo casal de dançarinos, enlaçados como se estivessem a dançar num salão; parar para ouvir Los Latinos, levar para casa o encanto de sua música; observar os diferentes grupos de homens, próximos ao Aquário, com suas histórias e peculiaridades; tudo isso é imperdível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o centro precisa se remodelar, tornar-se seguro, enfeitar-se. Fazer como fazem as pessoas, quando interessadas em conservar o relacionamento: investir em si mesmo. Se souber fazer isso, após o primeiro momento de encantamento com o Shopping Center, as pessoas voltarão aos seus afazeres no centro. Da mesma forma que há público para o comércio central e para a periferia, há público para o Shopping Center, principalmente porque ele atrairá turistas de outros municípios, que também encontrarão encantos na área central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei o que compete aos comerciantes ou ao Poder Público, nesse romance. Sei que cada um precisa fazer a sua parte, a começar por nós, cidadãos. No Shopping, ninguém poderá atirar sequer papel de bala ou toco de cigarro no chão. Que tal começarmos a nos preparar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-8782447481138924675?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/8782447481138924675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/08/o-shopping-vem-ai.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/8782447481138924675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/8782447481138924675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/08/o-shopping-vem-ai.html' title='O Shopping vem aí?'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-4232690886276772255</id><published>2010-08-08T08:47:00.001-03:00</published><updated>2010-08-08T08:49:19.654-03:00</updated><title type='text'>A lei que funciona</title><content type='html'>Após muito me aborrecer com a falta de empacotadores e com o tempo de espera, nas caixas de determinados supermercados, certo dia, num rasgo de lucidez, mudei a maneira de pensar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Acontecia que, por comodismo, sempre que precisava fazer compras de gêneros alimentícios, dirigia-me ao mesmo estabelecimento comercial, a poucas quadras de casa. Entrava no automóvel e, sem refletir, dirigia-me ao estacionamento do supermercado próximo. Feitas as compras, cheio o carrinho, começava a tortura: demora na caixa; falta de empacotador; pedido de alguém para ajudar, em virtude do peso e da quantidade de produtos; vai-e-vem do empacotador, quando havia, ele constantemente requisitado para inúmeras outras atividades. Voltava para casa irritada e cansada, após transportar caixas com 12 embalagens de leite, diversos vasilhames de litro, além de vários pacotes com açúcar, café, essas coisas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Se as mercadorias fossem poucas, decerto a atividade não pesaria, o que faz pensar que empacotadores não são tão necessários nas caixas rápidas, exceto pelo fato de que, para serem rápidas, eles se tornam necessários. Da mesma forma, se fosse mais jovem, nem perceberia o esforço realizado, o que também leva a pensar que, pelo menos nas caixas destinadas a idosos, gestantes e pessoas com problemas especiais, eles são essenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, enquanto eu dava murro em muro de cimento, insistindo no mesmo supermercado, o mundo girava. Certo dia, alguém me falou de outro estabelecimento comercial, um pouco mais afastado, é verdade, mas onde encontrei o atendimento desejado, empacotador em todas as caixas e o serviço de levar o carrinho com as compras até o automóvel. Sem precisar pedir? Achei inédito. Gostei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados mais alguns dias, perdida a fidelidade ao primeiro estabelecimento, experimentei fazer as compras semanais no macro atacado próximo, o que eu sempre evitara, por acreditar que seria muito demorado, em virtude do seu tamanho. De saída, surpreendi-me com o número de pessoas que haviam tido a mesma idéia. Ao chegar à caixa, notei que havia várias em atividade, o que apressou o serviço. Sem contar que, junto a cada uma, o empacotador correspondente. Foi ali que caiu a ficha: a errada era eu. “Os incomodados que se retirem” _ pensei, lembrando vezes em que me aborrecera, insistindo em ser bem atendida onde não estavam interessados em me atender, quando poderia simplesmente andar mais um pouco e receber o atendimento desejado.  Questão de parar de dar murros em muro de cimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Passados mais alguns dias, voltei ao primeiro supermercado, atrás de alguns produtos em falta. Consegui achar graça, ao ver que tudo continuava igual: poucas caixas em atividade, falta de empacotadores, clientes aborrecidos. Alguém falou na recente lei sobre a obrigatoriedade de empacotadores em todas as caixas de supermercados; outro comentou que, sem fiscalização e sem penalidades, de pouco adiantam as leis. Paguei as minhas compras e saí, sem me estressar, aleluia! Fui até ali por opção, como voltarei algumas vezes, quando for do meu interesse.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Enquanto me afastava, rindo de mim mesma, por ter demorado tanto a entender, pensei no grande número de clientes que observara no outro estabelecimento, gente que também chegara à óbvia conclusão: “os incomodados que se retirem”. Gente que fez a sua escolha, utilizando a lei da concorrência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-4232690886276772255?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/4232690886276772255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/08/lei-que-funciona.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/4232690886276772255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/4232690886276772255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/08/lei-que-funciona.html' title='A lei que funciona'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-6382628379555884903</id><published>2010-08-04T09:21:00.001-03:00</published><updated>2010-08-04T09:24:30.435-03:00</updated><title type='text'>Livros de graça na praça</title><content type='html'>Desperta a atenção a prateleira cheia de livros, colocada à entrada do restaurante, no Parque Nacional de Jaguara, MG. Muito manuseados, os livros demonstram terem passado por várias mãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunto o significado da prateleira. Descubro que pertence ao projeto “Livros de graça na praça”, promovido pela ONG Amigos da Cultura. O projeto consiste no empréstimo, sem custo, de livros recebidos em doação. A pessoa interessada pode pegar o livro e devolvê-lo mais tarde. Caso não tenha oportunidade de devolvê-lo, deve emprestá-lo a outrem, para que o livro siga o seu caminho. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Lançado na Praça da Matriz de Sacramento, MG, em novembro último, na forma de evento cultural, com apresentação de músicos e bandas locais, o projeto teve como principal idealizador o casal proprietário da Livraria Brás Cubas, apoiado pela Câmara Municipal e por outros amigos da cultura. Consta do projeto a participação em diferentes praças, com espaço de 45 dias entre uma e outra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inteirando-se desse projeto, alguém conta que, no Canadá, há alguns anos, precisando usar a internet, foi encaminhada a um local próximo, onde, além de obter acesso gratuito, observou adultos e crianças escolhendo livros para ler em casa. Soube, então, que, em cada bairro da cidade, havia um local semelhante aquele, aberto ao público, sem custo algum.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aos poucos, em algumas cidades brasileiras, espaços semelhantes estão sendo criados. A Livraria Cultura, por exemplo, em muitas capitais, disponibiliza, há algum tempo, um agradável recanto de leitura. Sentados em cômodas poltronas, os leitores podem se deleitar com o livro escolhido, como se estivessem na melhor biblioteca pública. É só chegar, pegar o livro na prateleira e dedicar-se à leitura, sem enfrentar a menor cara feia, pois aquele local se dedica a essa atividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em São Paulo, na Alameda Lorena, a Livraria da Vila criou um grande espaço para os leitores infantis. Além das cestas cheias de brinquedos para brincarem à vontade, enquanto permanecem no recinto, as crianças também podem retirar livros das prateleiras, completar os quebra-cabeças, divertir-se. Durante todo o mês de julho, além dessa disponibilidade, diariamente terão a oportunidade de ouvir um contador de histórias, em horário anunciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio, fiquei imaginando qual seria a vantagem das livrarias, ao permitirem acesso gratuito aos seus produtos. Depois, observei que, enquanto algumas pessoas liam, tranquilamente, aproveitando algum horário livre, outras preferiam escolher os livros e se dirigir ao caixa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na oportunidade oferecida às crianças, então, a fidelidade estabelecida compreende mães, pais, avós, babás, que passam a freqüentar com assiduidade aquele espaço, preferindo-o para suas aquisições.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas há mais que preocupação financeira, quando algumas pessoas se preocupam em expandir o universo de outras, proporcionando-lhes acesso a conhecimento, seja através de livros, da internet ou de outros meios. Há o prazer de proporcionar crescimento, a crença de que certas atitudes podem fazer a diferença. E a certeza de que essas ações não acabam em si, elas costumam crescer em  espirais, como quando se atira uma pedrinha à água e o efeito se mostra bem maior que o esperado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Alguém tem a idéia de colocar livros na praça. Outros julgam a idéia interessante e contribuem com mais livros. Logo a idéia se expande e outras praças começam a receber livros e leitores. Alguns desses se deslocam para outras cidades, levam a idéia absorvida, que já não tem mais dono. Pertence a quem possuir um livro esquecido na prateleira, doido para seguir o destino agradável a todo livro: encontrar um leitor interessado e ter a oportunidade de proporcionar alguns momentos de reflexão e prazer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-6382628379555884903?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/6382628379555884903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/08/livros-de-graca-na-praca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/6382628379555884903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/6382628379555884903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/08/livros-de-graca-na-praca.html' title='Livros de graça na praça'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-2438629596499495829</id><published>2010-07-30T22:01:00.001-03:00</published><updated>2010-07-30T22:03:00.840-03:00</updated><title type='text'>Crianças, palmadas e limites</title><content type='html'>Não sou do tempo em que, nas escolas, eram permitidos os castigos corporais, mas ainda peguei o castigo no canto da sala de aula, o aluno virado para a parede. Esse tipo de exposição, que para um aluno tímido decerto significaria o cúmulo da humilhação, para aqueles atingidos se transformava em brincadeira. O professor virava as costas e o castigado fazia palhaçadas para a turma, despertando risos e colocando o professor em ridículo. Alunos tímidos, em geral, não sofriam esse tipo de castigo, porque não desafiavam o professor, deixando-o sem outra saída que aplicar a correção permitida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma única vez, fui para “o cantinho”, não lembro por qual motivo, mas com certeza não por desrespeito ao professor. Se essa tivesse sido a razão, em casa é que eu me veria mal, pois tal comportamento seria inadmissível para os meus pais. Ficar “no cantinho” não me causou o menor trauma, tanto que nem lembro quem me enviou para lá. Mas lembro de professoras que me trataram com animosidade, ainda que sem me tocar um dedo, e sem que houvesse justificativa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quando criança, apanhei algumas palmadas, não muitas. Também apanhei com um chinelo de couro, que mamãe colocava na prateleira debaixo do carrinho auxiliar, à hora das refeições, quando papai não estava, pois em sua ausência costumávamos aprontar. Tenho certeza de que as palmadas e as chineladas foram merecidas. Sei, também, que doeram mais nela que em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, na condição de mãe, algumas vezes,  poucas, senti que uma palmada era pedida. Por incrível que pareça, crianças parecem pedir palmadas, às vezes. Pedem limites, na verdade. Alguém que as ame o suficiente para dar um basta ao comportamento abusivo, agressivo ou teimoso. Alguém que as prepare para a vida e para o convívio harmonioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crianças infringem as normas, para saber até onde podem ir. Para algumas, uma cara feia, um “não” em voz enérgica, o ar triste da mãe bastam como limites. Outras esticam a corda ao extremo, para descobrir o pior que lhes pode acontecer.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Algumas são dóceis, por natureza _ o que não sei se é bom, embora seja cômodo para pais e professores _ e nelas uma palmada seria uma injustiça. Da mesma forma que, nessas, uma exposição arbitrária, uma humilhação em público configuraria um crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, crianças, como as pessoas de maneira geral, são diferentes, por isso cada uma merece ser tratado de acordo com a sua personalidade. Cabe aos pais educar, além de amar. Há exceções, naturalmente, gente que maltrata os filhos, da mesma forma que há filhos que maltratam os pais, talvez por terem crescido sem que lhes fossem apresentados limites. Mas já existem leis e punições para todos que se excedem, ainda que nem sempre elas sejam observadas, por negligências várias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, um projeto de lei proíbe os pais de aplicarem aos filhos qualquer tipo de castigos corporais. Igualar todos os tipos de corretivos pode ser muito perigoso. Quando os professores se tornaram completamente desautorizados, pela proibição de punirem os alunos, em quaisquer circunstâncias, a escola perdeu sua função educadora e alguns alunos se entenderam no direito de agredir os mestres. Fico imaginando o que poderá acontecer, quando crianças das mais variadas personalidades descobrirem que os pais foram considerados incapazes de educar seus filhos do modo que julgarem certo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-2438629596499495829?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/2438629596499495829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/07/criancas-palmadas-e-limites.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/2438629596499495829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/2438629596499495829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/07/criancas-palmadas-e-limites.html' title='Crianças, palmadas e limites'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-8931908268850163637</id><published>2010-07-28T14:06:00.003-03:00</published><updated>2010-07-28T15:01:05.851-03:00</updated><title type='text'>O que acontece com as mulheres?</title><content type='html'>Leio, nas páginas do Diário da Manhã, que houve aumento de 14% no número de infartos sofridos por mulheres, na faixa etária entre 20 e 40 anos, segundo dados colhidos na emergência do Instituto do coração (INCOR), em SP.  Até os anos 60, as doenças cardiovasculares, infartos e derrames, só atingiam as mulheres após a menopausa, graças ao efeito protetor do estrogênio, hormônio feminino. Hoje, são responsáveis por 30% das mortes, seguidas do câncer, conforme a pesquisa divulgada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do stress proporcionado pelo ritmo de vida atual, outros fatores _ como sedentarismo, dietas desequilibradas, fumo e uso da pílula anticoncepcional _ são considerados responsáveis pelas mudanças ocorridas na saúde do sexo feminino.&lt;br /&gt;De acordo com os dados apresentados, a probabilidade de enfartar, triplicada no homem fumante, é seis vezes maior, na mulher fumante. Além disso, mulher que fuma e utiliza a pílula anticoncepcional aumenta em 39% a probabilidade de infarto. &lt;br /&gt;Cabe a pergunta: o que as mulheres estão fazendo a si mesmas? Por que se punem, eternas devedoras de não se sabe o quê?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Podemos ser atingidos por um número incalculável de problemas e disfunções, algumas vezes sem ter provocado, outras por não saber as conseqüências de determinado comportamento.  Buscar problemas, contudo, fechando os olhos aos avisos mais óbvios, é burrice ou vontade de se punir, sensação de que não merecemos coisas boas, como saúde e qualidade de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns anos, a dificuldade de acesso ao conhecimento era desculpa para muita bobagem que se fazia, por pura ignorância. Hoje, esse tipo de desculpa caiu por terra. Todo tipo de informação está ao alcance de qualquer um. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cardiologista Ivo Nesralla chama a atenção para um dado interessante, observado em grande parte do público feminino que chega, vítima de infarto, ao seu consultório, em Porto Alegre: “São mulheres amargas, brigadas com o mundo”. Isso significa que a infelicidade pode ser acrescentada aos fatores capazes de detonar problemas cardiológicos. E infelicidade se traduz por não estar contente com as escolhas feitas, mas continuar batendo a cabeça na parede, incapaz de se afastar da parede ou, sendo isso impossível, desmotivado para colocar um capacete protetor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inteligentes e preparadas, por que tantas mulheres se mostram incompetentes para administrar a própria vida, enquanto cada vez se exigem mais?  Mães excelentes, profissionais com desempenho admirável, metem os pés pelas mãos, na vidinha básica, no cotidiano que precisa ser prazeroso, para que alguém não fique amarga, ranzinza ou de mal com o mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os dados começam a bater, acusando insatisfação, excesso de cobrança pessoal e maus hábitos como sendo os responsáveis por problemas de saúde, é hora de parar pra pensar. Bem que as mulheres podiam aproveitar a competência, demonstrada em tantas áreas, para lustrar a auto-estima e se descobrirem merecedoras.  Aí estenderiam a mão para pegar o que desejassem e não aceitariam menos que isso, de inhapa proporcionando o justo sossego ao seu coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-8931908268850163637?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/8931908268850163637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/07/estatisticas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/8931908268850163637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/8931908268850163637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/07/estatisticas.html' title='O que acontece com as mulheres?'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-5509935194587056302</id><published>2010-07-19T09:21:00.006-03:00</published><updated>2010-07-19T10:08:59.826-03:00</updated><title type='text'>Museu TAM</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TERJzBAJt4I/AAAAAAAAAgA/bxpdm6FiNkI/s1600/IMG_0125.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TERJzBAJt4I/AAAAAAAAAgA/bxpdm6FiNkI/s320/IMG_0125.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495598586090076034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após breve estada no Tauá Grande Hotel &amp; Termas de Araxá, chegou a hora de retornar a São Paulo. É sábado e bem gostaríamos de permanecer mais uns dias, mas o hotel está com lotação esgotada para o final de semana. Assim, aproveitamos a manhã para caminhar à beira do lago e percorrer as várias lojinhas de artesanato, localizadas na área externa do hotel; após o almoço, começamos o retorno a São Paulo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A idéia é pernoitar em Ribeirão Preto, onde seremos apresentados ao chopp do Pinguim, pois os companheiros de viagem, paulistas, consideram uma falha na educação deste casal de gaúchos o fato de não conhecermos a Chopperia e seu produto famoso. Inaugurada em 1937, a Chopperia Pinguim é das mais tradicionais do Brasil e seu chopp corresponde à fama. Note-se o detalhe que os motoristas do grupo tiveram  o cuidado de escolher um hotel bem próximo da Chopperia, para se permitirem bebericar sem cuidados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, continuamos a viagem. Entre Ribeirão e São Carlos, a estrada é duplicada, com faixas adicionais em pontos estratégicos.  À volta, extensas plantações de cana-de-açúcar, uma grande plantação de laranjeiras. No meio da manhã, chegamos ao ponto alto do percurso, o Museu TAM, localizado dentro do complexo Tecnológico da TAM, na área rural de São Carlos, a cerca de 250km da capital paulista.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Maior museu de aviação aérea mantido por uma companhia privada, ocupando o prédio de uma antiga fábrica de tratores, o Museu se constitui em agradável experiência.  Sendo domingo, há muitos visitantes, famílias inteiras, crianças, mas tudo obedece à maior organização. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TEROKOv-24I/AAAAAAAAAgg/ceMJpEbiZiY/s1600/IMG_0122.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TEROKOv-24I/AAAAAAAAAgg/ceMJpEbiZiY/s320/IMG_0122.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495603382963854210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aberto ao público em novembro de 2006, o Museu logo necessitou obras de ampliação, sendo reaberto em junho de 2010. No momento, comporta mais de 70 aeronaves, a maioria em condições de vôo. Exemplares são trocados com outros museus, para ampliar o acervo. Também há uma Oficina de Restauração, em que as aeronaves são reconstruídas ou reformadas, conforme as necessidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homenageando criadores, construtores, mecânicos e pilotos, o Museu conta a história da aviação, desde os primeiros construtores de balões; dedica merecido espaço a Santos Dumont, conseguindo transmitir o idealismo, aliado à perseverança e à determinação;  estende-se a outros pioneiros, todos com a característica de fé inabalável na perseguição de seu sonho.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TERLQXg621I/AAAAAAAAAgI/bOpFIgOjzog/s1600/IMG_0123.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TERLQXg621I/AAAAAAAAAgI/bOpFIgOjzog/s320/IMG_0123.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495600189860928338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre muitas outras, uma frase do Pai da Aviação, rabiscada na parede com a sua letra, chama a atenção: “A minha passagem, tanto na ida como na volta, despertou uma onda de aplausos; ouvi a gritaria e vi lenços e chapéus arrojados ao ar: eu distava da terra apenas de 50 a 100 metros”. Referia-se ao voo no Dirigível 6, realizado em Paris, em torno da Torre Eiffel, que lhe valeu o Prêmio Deutsch. O prêmio seria concedido a quem, no espaço de tempo entre maio de 1900 e outubro de 1903, conseguisse circundar a Torre Eiffel, em não mais que trinta minutos, retornando ao ponto de partida, por seus próprios meios, sem tocar o solo uma única vez. Parece incrível que isso aconteceu há pouco mais que cem anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecer o Museu TAM é se permitir um retorno no tempo, conhecer homens e mulheres cheios de força interior, gente capaz de acumular fracassos, sem desistir das suas crenças. Persistência justificada no pensamento expresso por Rolim Adolfo Amaro, fundador da TAM Linhas Aéreas e, junto com seu irmão, do Museu TAM: “Um homem sem um sonho é um homem sem futuro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TERNRLgh5rI/AAAAAAAAAgY/nFZ9iIxb3fc/s1600/IMG_0138.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TERNRLgh5rI/AAAAAAAAAgY/nFZ9iIxb3fc/s320/IMG_0138.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495602402841192114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-5509935194587056302?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/5509935194587056302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/07/museu-tam.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/5509935194587056302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/5509935194587056302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/07/museu-tam.html' title='Museu TAM'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TERJzBAJt4I/AAAAAAAAAgA/bxpdm6FiNkI/s72-c/IMG_0125.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-3075727928995401729</id><published>2010-07-13T22:54:00.000-03:00</published><updated>2010-07-13T22:56:43.710-03:00</updated><title type='text'>Ninguém merece</title><content type='html'>Quando alguém, próximo a nós, recebe o diagnóstico de alguma doença da qual prefere nem dizer o nome, a reação é misto de choque e dor, como se uma tremenda injustiça houvesse sido cometida. Embora esse tipo de notícias seja comum, cada uma parece a primeira, tal o nosso estupor e revolta.   Dirigidas contra quem, não se sabe. Mas o sentimento que costuma ocorrer, ao tomarmos conhecimento de novo membro para o clube dos lutadores, é de que isso não deveria acontecer, aquela pessoa não merece.&lt;br /&gt;Verdade que, às vezes, precisando encontrar culpados, nos viramos contra o próprio doente: por que não parou de fumar? Por que não se cuidou? Sem considerar que, quando somos os atingidos, a injustiça assume proporções ainda maiores: que crueldade o que aconteceu conosco, logo conosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fácil nos convencermos de que fomos injustiçados e assumir o papel de vítimas, principalmente se os outros _ por se sentirem culpados, por excesso ou falta de amor ou por outras razões, só suas _ contribuem para que isso aconteça. Mas vítimas extrapolam no seu papel, geralmente; com facilidade, passam a se achar o centro do universo. Vítimas não se contentam com um agrado, a atenção possível no momento; querem sempre mais. De seres gentis, agradecidos pelo carinho manifestado, passam a exigir  atenção contínua e cuidados constantes, logo considerados obrigatórios.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A moça à minha frente _ estopim para tais considerações _ parece desempenhar com sucesso esse papel. Deitada sobre o colo de outra _ amiga ou irmã, pouco mais velha que ela _ ocupa parte do sofá, na sala de espera, atraindo olhares de pena. A outra acaricia, ininterruptamente, a cabeça com a careca exposta (está em quimioterapia, portanto), ela também a imagem da dor.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Ao redor, várias pessoas aguardam a vez de serem atendidas, todas quietas, consternadas. Cada uma com a sua história, o seu drama, os seus problemas. Como todos que circulam nas ruas, aliás, alguns com dramas bem maiores que o diagnóstico de um câncer com possibilidade de tratamento. Por isso me irrita a sua ânsia de despertar atenção e piedade, sugando forças de quem talvez as esteja reunindo para sobreviver; ao nosso redor, quantas vidas se esfacelam, sem que tomemos conhecimento, porque as pessoas são dignas, fortes, altaneiras e não vivem se queixando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a senhora que entrou, naquele dia, na cabeleireira onde eu estava, ela com hora marcada para arrumar o cabelo e fazer as unhas. Surpreendi-me com a sua presença, pois sabia que o marido estava hospitalizado, em estado grave. Conversamos coisas banais e, com naturalidade, apesar do olhar triste, ela contou que estava no hospital, com o marido, mas o deixara com a enfermeira contratada, pelo tempo exato para vir se arrumar. “Não gosto de parecer no fundo do poço” – disse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos esses que passam por nós, ou com quem nos encontramos, possuem seus dramas, suas mazelas, histórias  que preferem calar, para ter forças de seguir em frente. Em respeito a cada um e a todos, as “vítimas de plantão” poderiam aceitar a sua carga e carregá-la com dignidade, sem sobrecarregar a quem decerto já tem a sua para levar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclusive porque, tornando-se mais leves, é provável que tenham mais companhia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-3075727928995401729?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/3075727928995401729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/07/ninguem-merece.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/3075727928995401729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/3075727928995401729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/07/ninguem-merece.html' title='Ninguém merece'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-8651355793287706679</id><published>2010-07-11T18:46:00.002-03:00</published><updated>2010-07-11T19:14:02.012-03:00</updated><title type='text'>Os filhos desta terra</title><content type='html'>Nesta semana, Pelotas completou 198 anos. É tempo de dedicar um olhar mais profundo à aniversariante. Pensar no que almejamos para ela e, em conseqüência, no que desejamos para nós, todos os que optamos por aqui permanecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho raízes bem firmes neste solo. Por muitos anos, foi só o que conheci. Nesse tempo, talvez pudesse ter dúvidas sobre o local ideal para viver, justamente pela incapacidade de comparar. Hoje, com mais vivência, tendo oportunidade de conhecer outros lugares, embora saiba que me adaptaria em qualquer canto, alegro-me por ser Pelotas o meu chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Princesa moderna, adaptando-se aos poucos a novos modos de ser e ter, Pelotas somos nós. A alguns parece cômodo criticá-la. Não faltam críticos, nesta terra. Embora crítica também seja, por natureza, compreendo que somos os responsáveis pelas mudanças desejadas. Apontar defeitos, sem buscar soluções, é atitude de quem prefere o exercício da crítica à ação transformadora. E as coisas só começam a mudar quando, além de enxergar os defeitos, começamos a buscar soluções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecer lugares diversos, observar outros  comportamentos, comprovar as diferenças aumenta o nível de exigência das pessoas. Deixamos de nos conformar com pouco, quando descobrimos que outros fazem mais e melhor. Nessa ânsia de desenvolver, às vezes exigimos demais de quem ainda não chegou a certo ponto, deixando de ver muitos outros que batalham, empreendem e vencem. Muitos que, trabalhando sem alarde, abrem espaço com determinação e garra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As críticas são repetitivas, grande parte dirigida ao passado e ao “espírito retrógado” dos homens de então. Justamente aqueles homens e mulheres que nos legaram os prédios e instituições seculares que hoje são motivo de orgulho para nós. Homens e mulheres que, inclusive, se preocuparam com os menos favorecidos, erguendo hospitais e casas de caridade, como a Santa Casa de Misericórdia, o Asylo de Orphãs, o Asilo de Mendigos, a Creche Sâo Francisco de Paula e tantos outros, onde velhos e crianças ainda encontram acolhida. Preocupados em trazer cultura, construíram o Theatro Sete de Abril e o Guarany, ergueram a Bibliotheca e a fizeram Pública, para que qualquer um ali pudesse encontrar o saber. Participaram da vida política, ocuparam cargos públicos, projetaram o nome de Pelotas a nível nacional. Fizeram a sua parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixemos que descansem os antepassados. Se a idéia é uma Pelotas empreendedora, ativa, fervilhante, não é momento de criticar, mas de agir. E a boa notícia é que a ação já começou. Gente corajosa progride, em diferentes áreas, a maioria alheia aos holofotes. É só caminhar pelas ruas, percorrer o pujante comércio do centro, descobrir o movimento fervilhante do bairro Fragata e o crescimento surpreendente do bairro Três Vendas. Enveredar pela Colina do Sol, deixar pra trás o Seminário, depois a Baronesa, e pensar que moradias tão lindas só podem ser resultado de muito trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o melhor é que parte dessa gente começa a compreender a importância de pensar junto, organizando-se em grupos, para que Pelotas fique cada vez melhor. Por isso, descansem os antepassados: os filhos desta terra aprendem a cuidá-la. Descobrem que Pelotas somos nós, cada um e todos.  E, se acaso desejamos mudanças, quem sabe começamos por nós?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-8651355793287706679?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/8651355793287706679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/07/os-filhos-desta-terra.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/8651355793287706679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/8651355793287706679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/07/os-filhos-desta-terra.html' title='Os filhos desta terra'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-5892996971564784198</id><published>2010-07-08T23:00:00.005-03:00</published><updated>2010-07-09T12:58:21.103-03:00</updated><title type='text'>Casa de Santo Antônio do Menor</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TDdGmsV5t7I/AAAAAAAAAfw/7xMM8FF_d04/s1600/foto+crian%C3%A7as+sto+antonio+IMG_6893.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TDdGmsV5t7I/AAAAAAAAAfw/7xMM8FF_d04/s320/foto+crian%C3%A7as+sto+antonio+IMG_6893.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491935901153605554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste mês de junho, a Casa de Santo Antônio do Menor completa 25 anos em atividade. Fundada em 1985, por um grupo de paroquianos da Igreja da Luz, tendo como presidente Maria Luísa Braga Schuch, ela foi criada para atender menores de rua, crianças e jovens carentes, em qualquer faixa etária.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Com o tempo, as dificuldades cresceram ao ponto de o projeto se tornar inviável, pois a clientela focada exigia um tipo de atendimento não permitido pelas escassas condições financeiras. Crianças e jovens com seqüelas da vivência nas ruas, alguns já prisioneiros das drogas, necessitavam o atendimento de psicólogos, assistentes sociais e outros. Sendo impossível contratar esses profissionais, dependendo exclusivamente do trabalho voluntário e de doações da comunidade, com grande pesar, em 1993, a diretoria tomou a difícil decisão de mudar o tipo de atendimento, passando a receber somente crianças na faixa etária entre 3 e 7 anos. Com essa atitude, optou por formar, em lugar de corrigir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu primeiro contato com a Casa de Santo Antônio se deu justamente naquela época. Ouvindo falar na Casa, fui conhecê-la, oferecendo-me como voluntária. Frequentei-a durante algum tempo, contando histórias para as crianças, conversando com os jovens. Mas, como o atendimento era precário, crianças e jovens de todas as idades permaneciam juntos e, por isso, todos se chegavam ao mesmo tempo para cada voluntário, impossibilitando desenvolver algum trabalho. Assim, após pouco tempo, cheguei à conclusão de que a minha participação não acrescentava nada, em virtude da inexperiência (embora recebesse e distribuísse uma profusão de beijos e abraços), e me afastei.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Deve ter sido mais ou menos nessa ocasião que ocorreu a mudança no atendimento, na entidade. A primeira presidente da Casa de Santo Antônio, como centro de acolhimento e recreação, foi Maria José Barzoni. Algum tempo depois, convidada pela então presidente, Olga Fetter Carvalho, assumi o cargo de secretária na entidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Encontrei uma casa bem diferente, melhor estruturada, ainda que com muitas deficiências, na área profissional, em razão do eterno problema financeiro. Como sempre, contudo, o carinho e o cuidado compensavam as falhas involuntárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2000, foi a minha vez de ocupar o cargo de presidente. Com o tempo, inúmeras mudanças ocorreram, abrindo novas perspectivas, grande parte em função do apoio recebido da comunidade, em várias formas de doação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, com alegria, vejo o eficiente trabalho realizado pela atual presidente, Rosa Maria de Freitas Moreira. Inclusive, em 2009, adequando-se às novas regulamentações da educação infantil, a Casa de Santo Antônio do Menor teve a oportunidade de dar um grande salto qualitativo nas suas propostas de atendimento, graças a convênios firmados com a Secretaria Municipal de Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anualmente, cerca de sessenta crianças, filhas de trabalhadoras domésticas e de operárias, recebem nesta Casa alimentação adequada, cuidados especiais, lazer, atendimento médico, psicológico, odontológico e atividades pedagógicas correspondentes à fase pré-escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, com coragem e determinação, a Casa de Santo Antônio alcança a maturidade, ao completar 25 anos. E esta alegria ela deve a todas as pessoas que acreditaram na sua importância e colaboraram das mais diversas formas, tanto com doações como com trabalho voluntário, sugestões ou apresentação de oportunidades. Mas novos desafios surgem, a cada dia, e há muito a construir e conquistar. A  Casa de Santo Antônio precisa de todos nós, para sobreviver e cumprir a sua missão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-5892996971564784198?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/5892996971564784198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/07/feliz-aniversario.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/5892996971564784198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/5892996971564784198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/07/feliz-aniversario.html' title='Casa de Santo Antônio do Menor'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TDdGmsV5t7I/AAAAAAAAAfw/7xMM8FF_d04/s72-c/foto+crian%C3%A7as+sto+antonio+IMG_6893.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-2914261606965227240</id><published>2010-07-03T22:16:00.017-03:00</published><updated>2010-07-03T23:42:28.056-03:00</updated><title type='text'>Na terra de Dona Beja</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TC_m5mCFphI/AAAAAAAAAd4/rK2qPXLdSTE/s1600/IMG_0067.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TC_m5mCFphI/AAAAAAAAAd4/rK2qPXLdSTE/s320/IMG_0067.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489860347924162066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao cair da tarde da quarta-feira, chegamos ao Tauá Grande Hotel &amp; Termas de Araxá, localizado no Complexo Barreiro e tombado pelo Patrimônio Histórico do Governo de Minas Gerais, em 2005. Percorremos cerca de 600 quilometros, desde São Paulo, capital; a viagem foi prazerosa e interessante, inclusive pela boa companhia. É muito bonito o interior de São Paulo e de Minas, bem diferente do interior gaúcho.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Encanta, à primeira vista, a arquitetura antiga e imponente do Grande Hotel. Deve estar cheio, pelo número de carros distribuídos no grande espaço à frente; depois,  saberemos que costuma abrigar muitas convenções. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TC_z-vLmnOI/AAAAAAAAAfY/Ft95ePA_fUA/s1600/IMG_0050.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TC_z-vLmnOI/AAAAAAAAAfY/Ft95ePA_fUA/s320/IMG_0050.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489874729930497250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechado em 1994 para uma reforma completa, o Grande Hotel foi reinaugurado em 2001. Todos os apartamentos foram reformados e modernizados, apenas a suíte governamental e a presidencial conservaram suas características. O lobby do Hotel é grande, com vários ambientes, pé direito muito alto e piso de mármore de Carrara, como a escadaria de acesso aos andares superiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TC_oJv-sR_I/AAAAAAAAAeA/iV-dtm_YA6k/s1600/IMG_0052.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TC_oJv-sR_I/AAAAAAAAAeA/iV-dtm_YA6k/s320/IMG_0052.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489861724983805938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Administrado, a partir de 2005, pela Rede de Hotéis Ouro Minas, o Grande Hotel passou a funcionar como Resort e SPA. Há três meses, a Rede Tauá assumiu o controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TC_0r0oRLOI/AAAAAAAAAfg/LqPupLw1rlc/s1600/IMG_0055.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TC_0r0oRLOI/AAAAAAAAAfg/LqPupLw1rlc/s320/IMG_0055.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489875504487017698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Termas estão ligadas ao Grande Hotel por uma galeria suspensa, decorada com afrescos dos principais pontos turísticos mineiros. Inauguradas em 1942, atraíram tantas pessoas, em virtude das características medicinais e estéticas atribuídas às águas e à lama encontrada no local, que a procura mostrou a oportunidade de desenvolver ali um grande centro de lazer, empreendimento assumido pelo Governo do Estado, naquela ocasião.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Inaugurado pelo presidente Getúlio Vargas, em 1944, como cassino, o hotel precisou rever suas finalidades, já em 1946, com a proibição dos jogos de azar, pelo presidente Eurico Gaspar Dutra, passando a investir ainda mais na área de tratamentos medicinais e estéticos e no entretenimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TC_uCoBKxUI/AAAAAAAAAeg/ebD9fZtrms4/s1600/IMG_0047.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TC_uCoBKxUI/AAAAAAAAAeg/ebD9fZtrms4/s320/IMG_0047.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489868199657391426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No divertido passeio de quadriciclo, na manhã seguinte, conhecemos as ruínas do Hotel Rádio, construído em 1919, onde Getulio se hospedou, durante a construção do hotel/cassino, e onde Santos Dummont, o pioneiro da aviação, também se hospedou, diversas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TC_zCWMuOuI/AAAAAAAAAfQ/maX1CCFjbXs/s1600/IMG_0043.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TC_zCWMuOuI/AAAAAAAAAfQ/maX1CCFjbXs/s320/IMG_0043.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489873692432153314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do Grande Hotel e do Hotel Rádio, o Complexo Barreiro, principal ponto turístico da cidade de Araxá, em seus 450.000 metros quadrados, comporta o Hotel Colombo, as Termas, a Fonte Dona Beja (águas radioativas, conhecidas pela ação desintoxicante no organismo), a Fonte Andrade Junior (águas sulfurosas) e o jardim, construído por Burle Marx. Tudo muito bonito e cuidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TC_wZBB6LjI/AAAAAAAAAe4/2RHEaFQgVLI/s1600/IMG_0085.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TC_wZBB6LjI/AAAAAAAAAe4/2RHEaFQgVLI/s320/IMG_0085.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489870783351762482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo dia, vamos conhecer a cidade de Araxá, bem próxima do Grande Hotel, cujo nome, de origem tupi-guarani, significa “lugar onde o sol nasce primeiro”. Visitamos o Museu Dona Beja, onde ela teria residido, com exposição de móveis e objetos antigos, não pertencentes a ela, e uma foto de Maitê Proença, como Dona Beja. Ana Jacintha de São José, a cortezã que entrou para a história, pela atividade política exercida, com inteligência e sedução, não possui foto sua no Museu, nem na cidade que a cultua. Foi atribuído a ela o mérito da reconquista do território do Triângulo Mineiro para Minas Gerais, em 1816, quando a região pertencia a Goiás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TC_u1iRJyEI/AAAAAAAAAeo/nJcJ9SIgsaA/s1600/IMG_0069.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TC_u1iRJyEI/AAAAAAAAAeo/nJcJ9SIgsaA/s320/IMG_0069.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489869074287151170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, saímos a percorrer a pequena cidade, com cerca de 95.000 habitantes. Na Fábrica de Doces Joaninha, provamos  queijos e doces. No Artesanato Dama de Araxá, encontramos tapetes artesanais, toalhas bordadas em ponto de cruz e outras peças capazes de nos fazer concluir que foi ótimo ter vindo por terra, sem preocupação com o peso da bagagem. Visitamos o Museu Calmon Barreto e voltamos para o Grande Hotel.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Programado para o lazer, o Grande Hotel _ que ainda preserva móveis e decoração da década de 40 _ oferece inúmeras atividades para adultos e crianças, com monitores para a faixa de idade entre três e doze anos. Distraídas, as crianças passam de uma brincadeira a outra, sem perturbar os outros hóspedes. O tempo é escasso para tudo o que o local proporciona, tanto as atividades internas como as externas: trilhas na mata, passeios de bicicleta, a cavalo, de carrinho elétrico, caiaque e pedalinho no lago, pescarias, esportes variados. Ou para os serviços oferecidos: banhos de mel, lama, chocolate e aveia; SPA facial e massagens de diversos tipos. Preguiçosa, opto por uma massagem relaxante, enquanto alguns do grupo preferem a sauna e a piscina térmica, outra o banho de lama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TC_xo3YmLBI/AAAAAAAAAfI/JgTHFmluveo/s1600/IMG_0091.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TC_xo3YmLBI/AAAAAAAAAfI/JgTHFmluveo/s320/IMG_0091.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489872155152100370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lugar ideal para relax e diversão, com uma culinária capaz de afrontar os melhores propósitos, o Grande Hotel de Araxá conquista, além de tudo, pela gentileza ímpar do  atendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TC_xALP_X4I/AAAAAAAAAfA/vJ2o5uTJy0k/s1600/IMG_0097.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TC_xALP_X4I/AAAAAAAAAfA/vJ2o5uTJy0k/s320/IMG_0097.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489871456110075778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-2914261606965227240?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/2914261606965227240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/07/na-terra-de-dona-beja.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/2914261606965227240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/2914261606965227240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/07/na-terra-de-dona-beja.html' title='Na terra de Dona Beja'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7C0zI2ViMMM/TC_m5mCFphI/AAAAAAAAAd4/rK2qPXLdSTE/s72-c/IMG_0067.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-3703856993972672171</id><published>2010-06-29T19:59:00.002-03:00</published><updated>2010-06-29T20:26:37.013-03:00</updated><title type='text'>Com o pé na estrada</title><content type='html'>Com a intenção de preparar o café, optei por acordar às 5h, o que pareceu “programa de índio”, quando o despertador tocou. A essa hora, a cidade de São Paulo já despertou, pelo barulho dos motores de automóveis que ouço, no décimo terceiro andar, enquanto a cafeteira espalha o cheiro do café passado e o pão se torna crocante, no forninho elétrico.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A combinação é irmos de táxi até a casa de Malu e Ará,  de quem seremos “caronas”, na viagem. Durante o trajeto até o Butantã, fica comprovada a necessidade de sair cedo, pois o trânsito já é intenso, apesar do horário. O banho matinal também cumpriu sua missão e já estou alerta e pronta para curtir cada novidade. O destino é Araxá, em Minas Gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às sete horas, saímos de São Paulo pela Rodovia dos Bandeirantes; logo o trânsito estará impraticável. Alguns quilômetros adiante, encontramos os outros companheiros de viagem, Lulu e Juka. No meio da manhã, paramos para um café no Shopping Premium Outlet, localizado próximo a um parque aquático. Seguimos viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrada, em duas vias, é bonita e bem cuidada, com grama aparada na lateral até os aramados de limitação. Há extensas plantações de cana-de-açúcar em ambos os lados da rodovia. A terra, chamada “roxa”, é avermelhada. Vejo alguns jequitibás, símbolo de São Paulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuamos pela Rodovia Cândido Portinari. Próximo a Franca, a paisagem fica ainda mais bonita, em virtude da topografia irregular, com os campos totalmente cultivados com cana. Até aqui, contamos com os conhecimentos de Juka sobre a região; na continuação, ele prefere ligar o GPS, que não se mostra tão eficiente como aqueles utilizados no exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Rifaina, vemos um vale profundo e uma construção importante, com grande movimentação de máquinas. Procurando me informar, lerei, depois, que, após grande demora, iniciou a obra de construção de viadutos, neste trecho, conhecido como “Curva da Morte”, em virtude da quantidade de acidentes.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Atravessamos a ponte sobre o Reservatório Jaguara. Já estamos em Minas Gerais, na Rodovia MG 428, mas não notei nenhuma placa indicativa da divisão de território. Logo adiante, paramos para almoçar em um restaurante simples, à beira da barragem do Rio Grande, no Parque Náutico de Jaguara, a 88km de Araxá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final do 2º festival de Inverno, a região parece bem preparada para o turismo, demonstrando o senso de oportunidade dos locais no aproveitamento dos recursos topográficos. No Parque Náutico, há várias opções de programas: passeios de catamarã; esportes náuticos; mergulhos no Lago; aluguel de caiaques, mobiletes, bicicletas; trilhas na mata para caminhadas; passeios de charrete; visitas à Hidrelétrica, à gruta dos Palhares e à Serra da Canastra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, saberei que o potencial náutico de Rifaina é grande. A represa, que deu origem à praia de Rifaina, foi formada pela construção da Hidrelétrica de Jaguara, que entrou em operação em 1970. O reservatório de Jaguara possui cerca de 33 km² de extensão, com variação de apenas 2 metros em seu nível, tornando a região apropriada para investimentos turísticos. Mas nada teria acontecido, sem a conscientização e o empreendedorismo dos seus cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos viagem e logo chegamos ao nosso destino, o Tauá Grande Hotel Termas &amp; Convention, em Araxá, MG, mas essa já é outra história. Foi excelente a idéia de vir por terra. Gostei de conhecer um pouco do interior de São Paulo e de Minas Gerais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-3703856993972672171?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/3703856993972672171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/06/com-o-pe-na-estrada.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/3703856993972672171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/3703856993972672171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/06/com-o-pe-na-estrada.html' title='Com o pé na estrada'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-7492426030499000550</id><published>2010-06-22T14:02:00.002-03:00</published><updated>2010-06-22T14:06:27.156-03:00</updated><title type='text'>Em tempo de Fenadoce</title><content type='html'>Neste ano, tive oportunidade de visitar duas vezes a Feira Nacional do Doce, realizada em Pelotas. Circulei pelos diversos stands, fiz compras,  conversei com os expositores, muitos de fora de Pelotas (Bento Gonçalves, Novo Hamburgo, Florianópolis), todos contentes com as vendas e dispostos a voltar, no próximo ano. &lt;br /&gt;Sucesso de público e de vendas, a 18ª Fenadoce proporcionou lotação esgotada aos hotéis e incrementou a economia da cidade. Mas o mais gostoso foi ver a participação das diferentes pessoas, a animação. Grupos estudantis se apresentavam no palco da Praça de Alimentação, nas duas vezes em que lá estive. Crianças e adolescentes dançavam, cada um vestido ao seu modo,  transmitindo alegria de viver, nos  gestos sincronizados, nas carinhas felizes. Pede-se mais que isso? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pais passeavam com seus bebês, muitos dormindo nos  carrinhos alugados à entrada; circulavam, sem dificuldade,  pelos corredores largos e limpos. Crianças corriam de um brinquedo a outro, no Parque de Diversões. Enquanto isso, na Praça de Alimentação e no Café, grupos de amigos punham a conversa em dia, à volta de mesas concorridas. No palco da Cidade dos Doces, a velha guarda tocava e cantava músicas sempre atuais, despertando lembranças e sorrisos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Talvez Pelotas ainda não esteja plenamente consciente de que seu coração bate mais forte, em tempo de Fenadoce. As pessoas combinam encontros com os amigos, se presenteiam com tempo para passear sem compromisso, têm oportunidade de apreciar inúmeras novidades. “Saem da toca” aqueles que costumam ficar em frente à TV, temerosos de enfrentar a violência das ruas. Por alguns dias, a cidade se sente possuidora de um “ponto de encontro”, um lugar onde confraternizar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A primeira Feira Nacional do Doce aconteceu em 1986, criada pelo Poder Público, em cooperação com outras entidades. Em 1995, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) assumiu o evento. Inicialmente, a Fenadoce ocorria a cada dois anos, sempre em locais diferentes. A partir do ano 2000, tornou-se anual e conquistou endereço permanente, com a compra do terreno próximo ao trevo de entrada da cidade, transformado em Centro de Eventos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em sua décima oitava edição, a Fenadoce mostrou que está no caminho certo, buscando se aprimorar, para corresponder a um público que se torna cada vez mais exigente. Enquanto os locais desejam a participação de comerciantes de outras cidades, para terem novidades, os visitantes esperam levar para suas localidades os produtos só encontrados aqui. Para ser bem administrado, esse jogo de interesses exige a maestria de profissionais.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por outro lado, a importância assumida pelo evento também merece o aperfeiçoamento de detalhes, que podem fazer a diferença, como sabem seus organizadores. Como contribuição, deixo a sugestão de um local perene em que seja reconhecido o valor das primeiras doceiras de Pelotas, com seus nomes, além de fotos suas e das famosas bandejas com os doces tradicionais. Também seria simpático se o ingresso voltasse a proporcionar a aquisição de um doce, como anteriormente, e se o doce custasse menos do que custou, nesta edição; menos que no comércio local, inclusive. A idéia seria ganhar na quantidade, favorecendo o consumidor. Para isso, alguns doces também poderiam ser menores, como os tradicionais. Sendo mais baratos, quem desejasse compraria o segundo. Mas isso são idéias, o importante é que a Feira foi um sucesso. Espero a 19ª, com certeza de que será ainda melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-7492426030499000550?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/7492426030499000550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/06/em-tempo-de-fenadoce.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/7492426030499000550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/7492426030499000550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/06/em-tempo-de-fenadoce.html' title='Em tempo de Fenadoce'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-8032515539542050520</id><published>2010-06-18T00:51:00.003-03:00</published><updated>2010-08-04T10:00:26.490-03:00</updated><title type='text'>O trabalho infantil e o politicamente correto</title><content type='html'>Comentei, em crônica anterior, sobre a dificuldade de falar sobre temas “politicamente corretos”. O trabalho infantil é desses temas melindrosos. Lógico que seria bom se nenhuma criança ou jovem precisasse trabalhar; que todos, além das horas dedicadas ao estudo, tivessem outras de lazer. Esse seria o mundo ideal, principalmente se a essas crianças ainda fossem oferecidas tarefas extracurriculares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia 12 de junho, além de dedicado aos namorados, é o  Dia Internacional e Nacional da Luta contra o Trabalho Infantil. Segundo estudos desenvolvidos pelo Departamento de Medicina Social da Universidade Federal de Pelotas,  preocupa a incidência do trabalho infantil, nas classes sociais mais baixas. Na faixa etária dos 10 aos 13 anos, 7,3% das crianças executam serviços, principalmente no comércio e domésticos. Na faixa entre 14 a 17 anos de idade, 20,7% dos jovens trabalham em atividades como ajudante de pedreiro, ajudante em restaurantes, vendedores, limpeza de pátios, babás e empregadas domésticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior preocupação do estudo se dirige, com razão, à desistência escolar, manifestada em grande parte dessas crianças. Por outro lado, o estudo também detectou que, em geral, o trabalho infantil se origina na extrema necessidade financeira, sendo realizado principalmente em famílias de baixa renda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proporcionar condições, fiscalizar e obrigar todas as crianças a freqüentarem a escola é tarefa do Estado. Mas isso não impede que, em outro turno (aquele em que crianças e jovens costumam ficar por sua conta, quando os pais estão no trabalho) eles possam executar serviços leves, auxiliando no trabalho doméstico ou aprendendo os primeiros passos em alguma profissão, sob a orientação de alguém da confiança dos pais. Isso é muito melhor, convenhamos, que deixá-los à própria sorte, já que pessoas de baixa renda experimentam maior preocupação justamente com o tempo livre dos filhos. Pessoas de maior nível financeiro têm possibilidades de encaminhar os filhos para cursos de línguas, natação, esportes em geral, de forma a gastarem a sua energia de forma sadia. Sobram quais opções para as famílias onde às vezes até a comida é pouca? Não é melhor um rapagão de 14 anos aprender jardinagem que ficar na rua, à mercê do crack e das más companhias? Ou passar a tarde em frente à TV, frustrando-se com todos os bens de consumo a que não tem acesso? Se a lei permitisse, não seria melhor uma menina de 12 anos servir de babá, no turno inverso ao estudo, recebendo o seu salário, sendo bem alimentada e com todos os benefícios proporcionados, em inúmeras casas de família, aos domésticos? Porque _ convenhamos, novamente _ meninas de 12 anos já são mocinhas bem espertas, em nossa cultura, bem como meninos de catorze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa idade, catorze, meu filho pediu para trabalhar, nas férias, por um mês. Participou de um trabalho de pesquisa sobre o movimento de determinada linha de ônibus; era fiscal. Muito orgulhoso, pegava o serviço às 6h da manhã. Sendo opção sua, era acordado pelo  despertador, tomava o café e percorria oito quadras até o serviço. Aprendeu muitas coisas, inclusive que os colegas sonhavam com o salário para adquirir determinado jeans ou tênis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa idade ou pouco mais, meus irmãos trabalhavam como office-boys, de bicicleta de um lado a outro da cidade, também orgulhosos e felizes com o seu salário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo ideal, crianças brincariam à vontade e adultos só trabalhariam por prazer. No mundo real, crianças e adolescentes preparados para enfrentar dificuldades se tornam adultos mais saudáveis e bem-sucedidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-8032515539542050520?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/8032515539542050520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/06/o-trabalho-infantil-e-o-politicamente.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/8032515539542050520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/8032515539542050520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/06/o-trabalho-infantil-e-o-politicamente.html' title='O trabalho infantil e o politicamente correto'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-6674291261635209924</id><published>2010-06-13T22:12:00.000-03:00</published><updated>2010-06-13T22:14:36.715-03:00</updated><title type='text'>As cadeirinhas e o politicamente correto</title><content type='html'>Há coisas sobre as quais manda o bom-senso não se fale, se não se quiser passar por louco, retrógrado, alienado ou “fora da casinha”. Situações estranhas acontecem, sob nossos olhos, e muitas vezes optamos por não enxergar, para não precisarmos nos posicionar contra o considerado “politicamente correto”. Em outras, o absurdo da questão parece tão grande, que não resistimos a emitir uma opinião. Talvez pela esperança de que melhores argumentos nos sejam colocados, provando a seriedade de medidas não compreendidas por nós. Ou que, se muitas pessoas se manifestarem com o mesmo pensamento, aquelas responsáveis pelas decisões se vejam compelidas a pensar mais sobre o tema.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É o caso do uso obrigatório das cadeirinhas e “bebês conforto” em automóveis, transformada em determinação a ser cumprida, em todo o país, sob risco de multa e perda de pontos na carteira de habilitação, caso algum motorista seja flagrado sem ela, tendo uma criança (até sete anos) no interior do seu veículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num primeiro momento, a determinação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) poderia soar pertinente, pela argumentação de que grande parte dos acidentes com morte, de que as crianças são vítimas, acontece em razão da falta do transporte adequado. Por outro lado, é preciso observar a viabilidade da determinação, se ela pode ser cumprida, na prática, e todos os possíveis desdobramentos da obrigatoriedade. Alertar sobre a conveniência de qualquer atitude; educar, para que ela se torne uma necessidade, é serviço de utilidade pública; obrigar, com ameaças de represálias, retirando qualquer alternativa, foge ao bom senso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda num primeiro momento, a situação ideal é essa mesma: crianças transportadas em  segurança, cada uma na sua cadeirinha. Epa! “Cada uma na sua cadeirinha”? E se alguém tiver três filhos? Ninguém tem? E se forem gêmeos, trigêmeos? Trigêmeos bebês ainda poderiam usar três bebês conforto, ocupando todo o banco traseiro do automóvel; só a babá (caso houvesse) ou a avó-auxiliar é que precisaria ter paciência e ir de táxi (ou de ônibus), a cada vez que a família precisasse se locomover. Inclusive para ir ao postinho ou ao hospital. A partir de um ano, trocado o bebê conforto pela cadeirinha, já seria impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso sem falar no preço das cadeirinhas (entre R$400,00 e R$500,00, em território nacional). Será que o Estado pretende criar uma bolsa-cadeirinha?  Ou essa é uma medida para os pobres ficarem em casa, pararem de passear com seus filhos? Transportá-los em motos e bicicletas, como muitas vezes se observa, realmente é loucura, mas agora nem no “fuquinha”? E como será nos táxis? Estuda-se que carreguem a sua cadeirinha, se pretendem aceitar passageiros acompanhados de crianças. Mas, como são três tipos, para serem usados conforme a idade, os táxis precisarão carregar os três? Ainda na hipótese (irreal) de que coubessem, que espaço sobraria para as malas dos passageiros? E os ônibus, teriam bancos específicos para crianças? Surgiu, inclusive, a idéia de que os pais carregassem as cadeirinhas, quando saíssem com as crianças. Haverá idéia mais absurda que uma mãe, necessitando sair com o filho, precisar levar a cadeirinha, além de tudo que já precisa levar? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criança (principalmente se for pobre ou tiver irmãos) tem mesmo é que ficar em casa, segundo alguns legisladores, preocupados com a sua segurança. Mas isso não seria como proibir que jovens freqüentem festas e baladas quaisquer, pois em todas correm o risco de consumir bebidas e drogas? E, se o crack está nas ruas, não seria melhor que ficassem em casa, resguardados? Ou, por outro lado, o certo será educar, conscientizar e criar condições para que as crianças e os jovens sejam protegidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A determinação do Contran, que iria entrar em vigor no dia 9 de junho, foi adiada para setembro, por insuficiência de cadeirinhas à venda. Há tempo, portanto, para que vigore o bom senso. Embora ninguém tenha conseguido segurar a campanha dos Kits de primeiros socorros obrigatórios em todos os automóveis, desencadeada alguns anos atrás. Todos foram obrigados a adquiri-las (possuíssem ou não algum conhecimento sobre primeiros socorros); lucraram aqueles que as vendiam; tornaram-se desnecessárias, depois de adquiridas por milhões de motoristas. Espera-se que o mesmo não ocorra agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: quando a neta comemorou o primeiro aniversário, em lugar de um brinquedo, presenteamos com a cadeirinha, para ser utilizada quando com os pais. Valeu a sua carinha de espanto e felicidade, quando se viu em posição mais alta, sentada para a frente,  podendo observar o que se passava na rua. Recentemente, julguei conveniente ter outra comigo, pela liberdade de passear com os netos, que agora são dois.  Mas isso foi opção pessoal, muito antes da determinação do Contran. Só que o fato de já ser a “feliz portadora” de uma cadeirinha não me impede de ver o problema de outros, sem essa possibilidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27471758-6674291261635209924?l=martasousacosta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://martasousacosta.blogspot.com/feeds/6674291261635209924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/06/as-cadeirinhas-e-o-politicamente.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/6674291261635209924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27471758/posts/default/6674291261635209924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://martasousacosta.blogspot.com/2010/06/as-cadeirinhas-e-o-politicamente.html' title='As cadeirinhas e o politicamente correto'/><author><name>Marta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15924375711926298015</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-lnfhvVHpujw/TuvWivHps9I/AAAAAAAAAtw/aGrIs9t-n0g/s220/IMG_0604.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27471758.post-4021550340217873623</id><published>2010-06-09T21:05:00.002-03:00</published><updated>2010-06-09T21:26:35.097-03:00</updated><title type='text'>Na penumbra</title><content type='html'>Entre o sono e o despertar, há um instante em que a mente tenta achar o caminho, como quem percorre o quarto na penumbra, tateando o contorno dos móveis. Se a última mensagem recebida veio de um sonho delicioso e inacabado, a mente luta para permanecer na modorra, prolongando o prazer. Se um pesadelo provocou a volta à realidade, a mente busca se encher de outras imagens, para afastar os demônios que ainda a angustiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desperta, busca entender. Sonhos bons tanto podem significar que está tudo bem, a vida corre em doce   calmaria, como que há anseios não atendidos e uma fada boa resolveu nos compensar, pelo menos durante o sono, quando  todas as censuras estavam de folga. Da mesma forma, pesadelos tanto podem significar que alguma coisa nos incomoda ou se encaminha para um mau epílogo (embora conscientemente não queiramos admiti-lo), como que não foi boa idéia aquela ingestão de carne de porco e feijão, sem uma boa caminhada para contrabalançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas conclusões simplistas, capazes de causar arrepios a qualquer psicólogo ou profissional da área (é obvio que há muito mais, escondido em cada sonho ou pesadelo, o que justifica o trabalho do profissional)são as que perduram, quando o sono se vai por completo.Permitimo-nos ficar na cama, mais um pouquinho, o suficiente para aprofundar o sentido do sonho e das emoções que o acompanharam. Mais que o sonho, talvez, falam de nós as emoções. Por que aquele pesadelo incomodou tanto? Por que a sensação desagradável permaneceu, após acordados? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos meio aos trambolhões, mais sendo levados pelos acontecimentos que tendo o controle deles. Primeiras impressões são soterradas, ignoradas as luzes de alerta,  porque precisamos sair correndo para atender a outra emergência. Prestigiamos o imediato, as novas solicitações, em detrimento do interno. A mente se faz presente, quando baixamos a guarda, e envia seus sinais.  Se nos fazemos de desentendidos, às vezes ela apela para medidas mais drásticas, ataca fisic
