8 de fev de 2007

Um pouco da Ásia - parte XIV - Final do cruzeiro marítmo


Hoje, usufruo a última noite no navio. Percorro os diversos locais, em despedida. Vou até a biblioteca, onde os livros são quase todos em idiomas orientais. Passo pela academia de ginástica, que freqüentei pelas manhãs, exercitando-me na esteira em frente à grande janela envidraçada, distraída com o movimento dos inúmeros navios.
Depois do jantar, caminhamos pela proa,na noite escura.Há sempre uma sensação de tristeza, nas despedidas. Ainda que as expectativas sejam boas para o futuro.

Durante a madrugada, serão colocados nas cabines, por baixo das portas, os extratos com as despesas extras feitas durante o cruzeiro. Quem liberou o pagamento pelo cartão bancário, é só conferir; quem preferiu pagar com dinheiro vivo, deverá fazê-lo pela manhã, antes de receber o passaporte.

Na manhã do desembarque, assisto a uma divertida aula de dança, com a participação quase exclusiva de japoneses. Na última parada em Cingapura, embarcaram muitos japoneses e eles parecem mais alegres e divertidos que os chineses.

Como o transatlântico é muito grande, só na última manhã nos interessamos em conhecer o cassino. Lá estão os outros passageiros, compulsivamente acionando as máquinas de caça-níqueis. O jogo é frenético. A porta da sala onde acontece o jogo mais alto é interditada aos curiosos. Assim, no instante derradeiro, descobrimos a charada: era no Cassino onde permanecia, a maior parte do tempo, a grande população do navio.

No desembarque, ocorre um acidente desagradável. Colocada a certa distância, assisto à cena. Vejo dona Lourdes, a idosa companheira de viagem, se aproximar da escada, puxando a malinha com rodas, enquanto se equilibra com elegância sobre os sapatos de salto alto, que não dispensa. Num relance, desejo que algum dos guias perceba o perigo e acorra; estamos longe demais para interceder. Mas logo assisto à sua queda, despencando do alto da escada, ela e a mala.

Há um momento de pânico, em que todos se precipitam, preocupados em socorrê-la. Para sua sorte, ela é mais forte do que aparenta e logo se restabelece. Por ordem do comandante, é conduzida para exame médico, antes de ser liberada a sua partida.

Estamos de volta a Cingapura.

Um comentário:

Ruthe disse...

Marta!
Adorei cada momento desta viagem. Espero que possa fazer outro cruzeiro, contigo, em breve!

Beijos e até o próximo passeio!