28 de fev de 2007

Um pouco da Ásia - parte XVII- Bagkok

Bangkok, cujo nome significa “Cidade das ameixeiras silvestres”, capital e principal porto da Tailândia, é uma das mais lindas e coloridas cidades do Oriente. O povo é cordial. A Tailândia, antigo reino do Sião, é considerada o país mais amigável de todo o Sudeste Asiático.
A nossa recepção no aeroporto inclui um colar de orquídeas naturais. O cumprimento é “Sawrasdee”, que significa “Bem-vindo”.

A guia local, Cris, é uma moça muito gentil, educada e preocupada em servir bem e agradar. Deseja nos proporcionar a melhor impressão de seu país. Com a sua maneira suave e profissional, saberá contornar os inúmeros problemas e inconvenientes criados por Máximo, o guia da companhia turística.

O vôo de Cingapura a Bangkok estava marcado para doze e trinta, com chegada às treze e quarenta e cinco e resto da tarde livre. Alterado pela companhia turística, sem prévio aviso, para as vinte e três horas, essa mudança causou aos turistas o desconforto de permanecer no saguão do Hotel Conrad Singapore por várias horas, pela necessidade de desocupar os apartamentos ao meio-dia. Além da redução do tempo para turismo em Bangkok, pela perda da primeira tarde.

Completados os trâmites da chegada a Bangkok, a 1h30’a.m., extenuados pela espera e pelo horário tardio, somos informados de que o city-tour, previsto para o dia seguinte, foi antecipado para a manhã da chegada. Assim, deveremos despertar às sete horas para o café da manhã, com saída para o passeio logo após. Há comentários contrariados, enquanto o elevador conduz cada um ao seu andar. Mas não vale a pena, em viagem é melhor procurar levar tudo com bom-humor. Aliás, em qualquer situação, embora nem sempre seja possível. Nesse ponto da viagem, por exemplo, a falta de consideração demonstrada pela companhia turística ameaça levar os ânimos ao extremo.

O Montien Hotel, na 54 Swrawongse Road, apesar de localizado em plena área de comércio ambulante, é confortável e luxuoso.Os funcionários são atenciosos e prestativos. A localização do hotel não chega a ser problema, mas as chegadas e saídas são um pouco dificultadas pelo comércio informal muito próximo. Por outro lado, após o retorno das excursões, os turistas ainda podem efetuar algumas compras, nas banquinhas cheias de mercadorias, colocadas no meio da rua e nas calçadas.

A temperatura média é de 28 graus, o verão tailandês vai de maio a outubro. Estamos no verão,portanto.

Após algumas horas de sono profundo, entramos no ônibus para a realização de uma visita panorâmica pela cidade, acompanhados pela Cris. Pelo caminho, ela fala sobre os costumes tailandeses.

Primeiro, ensina como cumprimentar à moda tailandesa: juntar as palmas das mãos, encostar os polegares nos lábios e fazer uma pequena reverência.Diz-se “Khob Khun”, correspondente a “Obrigado”.

Depois, acrescenta outras informações importantes. Assim, ficamos sabendo que não se deve tocar na cabeça das pessoas, sequer nas crianças: é parte sagrada do corpo. Caso, por acidente, isso ocorra, deve-se pedir desculpas de imediato, sob risco de parecer muito grosseiro.
Beijos não são aceitos e abraços também representam ofensas.

Ao contrário, os pés são considerados a partes mais inferior do corpo, tanto física como espiritualmente. Portanto, é sinal de grande ofensa colocar os pés sobre a mesa ou sobre um banco, bem como tocar alguém com o pé.

Balançar a cabeça de um lado para o outro pode significar “sim”. Portanto, cuidado com as cabeças: não tocar, nem sair balançando por aí. Coisa que eu não cogitava fazer, aliás. Mas é bom conhecer os costumes do país, para não causar vexames desnecessários.

A religião oficial é o budismo. Os cultos são realizados uma vez na semana, de acordo com a lua. Há diferentes tipos de Buda, pois a imagem depende da imaginação de cada país. As duas comunidades mais fortes são a hindu e a chinesa.

Os templos costumam possuir duas partes: a pública, externa, com a capela principal, onde se tira os sapatos para entrar; a interna, com visitação proibida.

Salvo algumas exceções, não se deve tocar no Buda. No monge, jamais se pode tocar; ele também não pode tocar em mulheres.

A culinária tailandesa é rica em variedades, que incluem a sopa de ninho de passarinho e o sangue de cobra, ótimo para fortalecer a potência sexual masculina.

A Tailândia é famosa pela lapidação das jóias; recebe as gemas de outras localidades, como Angola, Amsterdam, Colômbia, Bélgica, para se responsabilizar pelo excelente trabalho de lapidação.

Cada pedra tem um significado. Rubi significa êxito; safira amarela, amor; esmeralda e jade, felicidade.

Como o ouro que possui não é suficiente, o país compra da África do Sul, pois, além de utilizarem na confecção das jóias, os próprios tailandeses gostam de comprar.

_ Não para usar, que não é nosso costume _ explica Cris _ apenas para guardar.

Cris, que fala espanhol, conta que está aprendendo português, em lenta aprendizagem. Cursos para ensino da língua portuguesa são proporcionados somente na Embaixada Brasileira, um por ano, durante três meses. Nas universidades, a língua ensinada é o inglês.

Na próxima semana, continuaremos o passeio.

2 comentários:

Ruthe disse...

Marta!

Meu filme predileto até os dias de hoje é ANA E O REI DO SIÃO,não tanto pelo enredo em si como pelas belezas do lugar, seu povo, suas vestes, seu modo de ser e pelas belezas de sua arquitetura.
que maravilha poder ver tudo isto ao vivo e à côres!

Beijos da Ruthe

Blog do Simeão disse...

Marta:
Gostei muito.
Se no Brasil levassem o ensino da geografia, bem que poderiam usar os artigos sobre viagens do teu site como material didático (sempre atualizado e com muitas novidades). Parabens.
Simeão