8 de ago de 2008

Sobre as universidades para o MST

O livro “Adeus, China”, escrito pelo chinês Li Cunxin, um dos últimos bailarinos da era Mao, desvenda passo a passo a maneira utilizada para “fazer a cabeça” do povo chinês, principalmente dos jovens e crianças, através de slogans repetitivos, gritos de guerra, propaganda enganosa, proibição sob pena de morte de conhecer outras realidades. Nas escolas, a maior ênfase era dada ao livro vermelho de Mao. Adultos que não concordassem com essas idéias precisavam se calar, se não quisessem se transformar em exemplo, mortos diante da população, como o menino viu acontecer.

A história nos transmite as melhores lições, só é lástima que ela demore tanto a vir à tona, encoberta pelo medo ou por outros interesses.

Enquanto acabava a leitura de “Adeus, China”, li no jornal Estado de São Paulo sobre os cursos universitários para assentados do Movimento dos Sem-Terra (MST), cursos esses financiados pelo governo federal. Por nós, portanto. Desde 2007, quando participei, em Pelotas, de um grupo de pessoas que se opunha à criação de um curso de Medicina Veterinária direcionado unicamente para assentados, sob normas diferenciadas dos outros estudantes, lamentei não ter maior conhecimento sobre o assunto, para trazê-lo à discussão. Agora, para esclarecimento de todos os interessados, em suas edições de 27 e 29/7, o Estadão expõe a realidade de um outro estado a se desenvolver dentro do Estado.

Os cursos para assentados estão subordinados ao Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), criado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1998, e vinculado ao INCRA. “Quando o presidente Lula tomou posse, em 2003, já existiam 13 cursos universitários para assentados, todos na área pedagógica, com 922 alunos matriculados. Hoje, são 3.649 estudantes em 49 cursos, que vão da agronomia ao direito” _ dados do Estadão.

Em 2003, o Pronera recebeu R$9.000.000,00(nove milhões de reais); em 2008, o orçamento é de R$54.000.000,00 (cinqüenta e quatro milhões), mais R$4.000.000,00 (quatro milhões) para bolsas de pesquisa.

Os cursos para assentados obedecem a regras especiais: os estudantes não ingressam nos cursos por mérito, mas por indicação, uma vez que o vestibular é específico para eles e as vagas só podem ser ocupadas por aqueles que apresentem atestado do INCRA comprovando o vínculo com a reforma agrária. O calendário escolar é diferenciado, possibilitando conciliar atividades acadêmicas com as no campo; a maioria dos estudantes conta com alojamentos especiais e ajuda de custo mensal de R$300,00. Privilégios sonhados por milhares de estudantes brasileiros, concedidos apenas aos alistados no MST, entidade sem existência legal.

Além disso, somente professores afinados com a ideologia do MST são convidados a lecionar. “Com isso, em vez de oferecer formação técnica para assentados, esses cursos visam a doutrinação, formando militantes políticos do MST”_ ainda segundo o Estadão.

Na China de Li Cunxin, até a morte do líder Mao, crianças e jovens sofriam verdadeira lavagem cerebral, para se constituírem em massa de manobra. No Brasil, abaixo dos nossos olhos, situações semelhantes acontecem. Pelo bem da democracia, algumas reações têm acontecido. É tempo de buscarmos informações, antes que seja tarde demais.

5 comentários:

brother disse...

bah ... eu tenho pena de uma pessoa como vc ... que nao conhece a atual realida do nosso pais ...
mas deve ser bem bacana escutar uma critica da elite ... tomando um bom vinho do porto ..
terra é de quem trabalha ... trabalha ... trabalha

Carlos Eduardo da Maia disse...

Ninguém vai melhorar o Brasil com discurso revanchista e carregado de ressentimento. É uma aula de catequese ideológica patrocinado pela eliste MST com dinheiro público. O que é grave é o pensamento único, qualquer pessoa, qualquer professor que tenha voz discordante e colocada para fora.

Anônimo disse...

Terra é para quem produz e trabalha na terra, e não para aqueles que fazem de conta, sendo sustentados por verbas públicas (MST), as quais alimentam o discurso e não estimulam a efetiva produção de riquezas. A realidade que vemos do MST não é de luta pela terra para trabalhar, mas de um discurso que alimenta o ódio...

Anônimo disse...

Sou veterinário e concordo e assino com o que escreveste, é uma vergonha o que estão fazendo, nós que passamos em um vestibular por méritos e estudo, quando na faculdade mal temos tempo para realizar um estágio, enquanto "eles" tem tempo de sobra e ainda recebem ajuda financeira patrocinada por nós.... Uma pena, mas é o país que vivemos, mas também, com o presidente que temos, vamo esperar o que, com essa politica e com os bolsas voto ele se mantém no governo, não com o meu voto...

Esperança disse...

Vichiiiiiiiiii vc tem um monte de fãs petralhas!

Concordo com tudo que escreveu. Infelizmente a lavagem cerebral já foi feita. É só ler os comentários para comprovar.


A REVOLUÇÃO SILENCIOSA
por Diego Casagrande

http://www.diegocasagrande.com.br/index.php?flavor=lerArtigo&id=419