18 de jan de 2009

Cá estamos nós - cruzeiro pela Terra do Fogo e pela Patagônia



Cá estamos nós, a bordo do Celebrity Infinity, atendendo à sugestão de amigos:um cruzeiro pela costa da Argentina e do Chile. O navio partiu de Buenos Aires, onde chegamos na ante-véspera, para dedicar um dia inteiro à capital. Anteriormente, fizemos de automóvel o percurso entre Pelotas e Montevideo, com breve parada em Punta Del Este _ viagem prazerosa, tanto pelas boas estradas como pela familiaridade com as paisagens. No aeroporto, pegamos o vôo da noite para Buenos Ayres, depois de enfrentar uma enorme burocracia, nada condizente com os tempos atuais. Isso sem falar nas moscas extremamente domesticadas da cafeteria onde experimentamos nos alimentar, por falta de melhor opção. Saudade dos aeroportos brasileiros, pode acreditar?

No extremo oposto, a entrada no navio se processou da forma mais rápida e civilizada possível. Para facilitar, fizemos o check in pela internet. Assim, foi só mostrar o papel impresso, entregar as duas malas ao funcionário responsável, passar pela aduana e entrar no navio. As malas foram deixadas à porta da cabine, mais tarde.
Fomos privilegiados com a cabine 9126, mais ampla do que as que estamos acostumados, com uma varanda externa, concessão feita às belas paisagens que nos esperam. Isso talvez seja motivo de problemas futuros, pois até agora acreditávamos, com inocente convicção, que as cabines internas, mais econômicas, eram ótimas e nada mais se precisava. Acabamos de descobrir o prazer de olhar o mar a toda hora, sem precisarmos nos deslocar até o convés. Além da alegria de assistir, na intimidade, às chegadas e partidas dos portos.

Isso faz lembrar as pessoas que falam, com semelhante convicção, que não apreciam viagens marítimas, sem jamais terem feito alguma. É engraçado como firmamos conceitos sobre coisas de que não temos conhecimento. Mas essa história da varanda vai necessitar profundos estudos, no futuro.

Para nossa surpresa, os passageiros, em sua maioria, são europeus e americanos, inclusive muitos canadenses; esperávamos grande número de brasileiros e argentinos, mas somos minoria entre os 2.030 passageiros. Como costuma acontecer a muitos viajantes, tínhamos receio do comportamento dos compatriotas, pelos maus modos que alguns se esforçam em demonstrar. Mas essa turma contrariou todas as más expectativas, inclusive por pouco se darem a conhecer como brasileiros, também eles receosos dos seus iguais.

A primeira parada do navio foi em Montevideo, onde preferimos fazer apenas uma caminhada pela cidade velha, sem maior interesse pelo já conhecido. Mas diversos pacotes de excursões eram oferecidos, inclusive com a oportunidade de conhecer uma estância, para saborear o assado uruguaio e dançar ao som das canções tradicionais.
Passamos o segundo dia em alto-mar, aproveitando as mordomias, os shows musicais, o SPA, o cinema e a excelente comida. Na primeira noite, ao jantar, junto com o casal de amigos, fomos favorecidos com uma mesa posicionada junto à janela envidraçada, onde desfrutamos do belo pôr-do-sol, às 21h30’. Na noite seguinte, aceitamos trocar de mesa, para poder confraternizar com os outros quatro companheiros. Boas companhias são mais importantes que lugares privilegiados.

Na próxima semana, se a internet a bordo se portar direitinho, contarei mais um pouco. Hoje aportaremos em Puerto Madryn, na Patagônia.

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