29 de mai de 2009

Palhaçada

Numa manhã de segunda-feira, resolvi mudar o lugar costumeiro das compras de gêneros alimentícios e fui ao macro-atacado BIG.

Costumo fazer compras semanais em outros estabelecimentos, por sempre ter considerado o BIG grande demais e recear perder tempo demasiado e cansar, deslocando-me entre os longos corredores. Mas, nessa manhã, como as compras eram diferenciadas, visto que pretendia receber amigos e havia imaginado determinado cardápio, julguei que lá haveria maior probabilidade de encontrar todos os ingredientes necessários.

Para minha surpresa, não tive demora em achar tudo, tanto por já conhecer um pouco o lugar das coisas, como pelo atendimento gentil dos funcionários a quem perguntei por um ou outro produto.

Enchi o carrinho e me dirigi à caixa, encantada com a minha eficiência. Ali tive a primeira surpresa desagradável: todas as caixas estavam com uma boa fila, cerca de cinco pessoas em cada, a maioria com os carrinhos repletos. Na caixa preferencial, então, a fila em zig-zag era um absurdo.

Observei que, enquanto as caixas em atividade estavam congestionadas, havia outras desativadas, inclusive na fila preferencial.

Escolhi a caixa que me pareceu melhor (cinco pessoas à minha frente, carrinhos cheios)e me dispus a esperar.

Passados alguns minutos, a situação continuava a mesma, todas as filas paradas no mesmo ponto. Na em que eu estava, pude notar que havia algum problema, pois outro funcionário foi chamado, falou qualquer coisa e desapareceu, a moça da caixa e a cliente só se olhando, á espera de alguma coisa. Os clientes aborrecidos, sem entender.

Imaginei que fossem abrir a caixa do lado, mas isso não ocorreu.

Olhei para as outras caixas, na intenção de mudar de fila, mas todas continuavam aparentemente paradas. Esperei cerca de vinte minutos, a fila não andou e desisti. Deixei o carrinho cheio e fui embora.

No primeiro momento, ocorreu-me: palhaçada. Alguém se dar ao trabalho de construir um estabelecimento desses, com toda a burocracia e trabalheira correspondentes; encher de mercadorias, muitas perecíveis, com prazo de validade curto, como algumas das que abandonei, após ter escolhido _ e depois não mostrar empenho em atender ao cliente.

O segundo pensamento foi de que eu ainda não fizera as compras necessárias e, como já eram quase 11h30´ e, à tarde, pretendia fazer as sobremesas para a tal reunião com os amigos, agora estava com um problema, que exigia rápida solução.

Por sorte, Pelotas ainda é uma cidade de rápido deslocamento entre um ponto e outro. Assim, optei por ir ao extremo oposto de onde me encontrava, para mudar a linha do estabelecimento e, pelo menos, não sentir que estava fazendo papel de boba.

Tive sorte, achei todos os produtos no outro supermercado, paguei as mercadorias sem a menor espera e, com essa parte resolvida, me senti melhor.

Passados alguns dias, recebi um telefonema, para participar novamente de pesquisa sobre atendimento nos supermercados. Dei nome, CPF; perguntei: “Você acredita que vai melhorar”? Aí lembrei de novo: palhaçada. Inclusive a pesquisa, se não serve para nada.

2 comentários:

Ruthe disse...

Fiquei tão feliz, quando soube da inauguração do Supermercado BIG, perto de casa! Esta felicidade durou pouco, pois era impossível, para mim esperar em longas filas, com jovens nas caixas de idosos e mil e outros erros, que desacreditavam a casa. Optei por outro super, mais simples, porém sem palhaçadas!

Blog do Simeão disse...

Trata-se do obvio ao contrário: a ouvidoria não ouve e nem responde é como uma faca que não corta, uma gaveta, janela ou porta que não abre nem fecha direito.
O comércio vive dos clientes mas pouco se importam com a eficiência no bom atendimento.
Na hora daquela enorme fila em supermercados e bancos - eles diminuem funcionários para cortar custos e até interrombem para controles internos.
E quando tem promoções e ofertas - aí começa o caos com aquele povão recheado de mal educados.