19 de jul de 2010

Museu TAM



Após breve estada no Tauá Grande Hotel & Termas de Araxá, chegou a hora de retornar a São Paulo. É sábado e bem gostaríamos de permanecer mais uns dias, mas o hotel está com lotação esgotada para o final de semana. Assim, aproveitamos a manhã para caminhar à beira do lago e percorrer as várias lojinhas de artesanato, localizadas na área externa do hotel; após o almoço, começamos o retorno a São Paulo.

A idéia é pernoitar em Ribeirão Preto, onde seremos apresentados ao chopp do Pinguim, pois os companheiros de viagem, paulistas, consideram uma falha na educação deste casal de gaúchos o fato de não conhecermos a Chopperia e seu produto famoso. Inaugurada em 1937, a Chopperia Pinguim é das mais tradicionais do Brasil e seu chopp corresponde à fama. Note-se o detalhe que os motoristas do grupo tiveram o cuidado de escolher um hotel bem próximo da Chopperia, para se permitirem bebericar sem cuidados.

No dia seguinte, continuamos a viagem. Entre Ribeirão e São Carlos, a estrada é duplicada, com faixas adicionais em pontos estratégicos. À volta, extensas plantações de cana-de-açúcar, uma grande plantação de laranjeiras. No meio da manhã, chegamos ao ponto alto do percurso, o Museu TAM, localizado dentro do complexo Tecnológico da TAM, na área rural de São Carlos, a cerca de 250km da capital paulista.

Maior museu de aviação aérea mantido por uma companhia privada, ocupando o prédio de uma antiga fábrica de tratores, o Museu se constitui em agradável experiência. Sendo domingo, há muitos visitantes, famílias inteiras, crianças, mas tudo obedece à maior organização.



Aberto ao público em novembro de 2006, o Museu logo necessitou obras de ampliação, sendo reaberto em junho de 2010. No momento, comporta mais de 70 aeronaves, a maioria em condições de vôo. Exemplares são trocados com outros museus, para ampliar o acervo. Também há uma Oficina de Restauração, em que as aeronaves são reconstruídas ou reformadas, conforme as necessidades.

Homenageando criadores, construtores, mecânicos e pilotos, o Museu conta a história da aviação, desde os primeiros construtores de balões; dedica merecido espaço a Santos Dumont, conseguindo transmitir o idealismo, aliado à perseverança e à determinação; estende-se a outros pioneiros, todos com a característica de fé inabalável na perseguição de seu sonho.



Entre muitas outras, uma frase do Pai da Aviação, rabiscada na parede com a sua letra, chama a atenção: “A minha passagem, tanto na ida como na volta, despertou uma onda de aplausos; ouvi a gritaria e vi lenços e chapéus arrojados ao ar: eu distava da terra apenas de 50 a 100 metros”. Referia-se ao voo no Dirigível 6, realizado em Paris, em torno da Torre Eiffel, que lhe valeu o Prêmio Deutsch. O prêmio seria concedido a quem, no espaço de tempo entre maio de 1900 e outubro de 1903, conseguisse circundar a Torre Eiffel, em não mais que trinta minutos, retornando ao ponto de partida, por seus próprios meios, sem tocar o solo uma única vez. Parece incrível que isso aconteceu há pouco mais que cem anos.

Conhecer o Museu TAM é se permitir um retorno no tempo, conhecer homens e mulheres cheios de força interior, gente capaz de acumular fracassos, sem desistir das suas crenças. Persistência justificada no pensamento expresso por Rolim Adolfo Amaro, fundador da TAM Linhas Aéreas e, junto com seu irmão, do Museu TAM: “Um homem sem um sonho é um homem sem futuro”.

4 comentários:

Ruthe disse...

Sonhar é preciso! A vida sem sonhos, é um trajeto inútil!Não é preciso ter grandes sonhos, pois muitas vezes, o pequeno pode ser o mais gratificante...

Beijos

DELIO disse...

Oi Marta. O seu texto nos leva a viajar junto. Senti-me em São Carlos entrando no Museu da Tam. Na sua percepção, você teria algum hotel próximo ao Museu da Tam?

Abraços,

Délio
Vitória-ES

Marta disse...

Oi, Délio.

Respondendo a sua pergunta: nós ficamos em Ribeirão, como conto na crônica, mas São Carlos é uma cidade boa, deve ter bons hotéis.

Desculpe não escrever para o seu email, mas o blog não me dá acesso a ele.

Um abraço e boa viagem

Marta disse...

Oi, Délio.

Respondendo a sua pergunta: nós ficamos em Ribeirão, como conto na crônica, mas São Carlos é uma cidade boa, deve ter bons hotéis.

Desculpe não escrever para o seu email, mas o blog não me dá acesso a ele.

Um abraço e boa viagem