2 de dez de 2010

Ainda em Milão



Em crônica anterior, contei um pouco sobre a estada em Milão. No Teatro alla Scala, onde assistimos à ópera Carmen, o comportamento é o comum nos grandes centros internacionais: sendo o espetáculo marcado para as 20h30’, a entrada é marcada para as 20h, quando todos chegam, confraternizam um pouco, depois se acomodam em seus lugares. Exatamente às 20h30’, as portas do salão se fecham e ninguém mais entra, para não perturbar os artistas e o público. No Brasil, é comum as pessoas chegaram atrasadas e ainda pretenderem ocupar os seus lugares, atrapalhando aos que obedeceram ao horário. Também desperta a atenção o silêncio absoluto, enquanto a peça se desenvolve. Povo educado, acostumado a prestigiar os seus artistas.




Na manhã seguinte, em continuação ao turismo, contratamos um carro com motorista e vamos até Lugano, na Suíça. Cidade charmosa, à beira do lago do mesmo nome, rodeada de montanhas com picos de neve, Lugano possui comércio sofisticado.



No retorno a Milão, vamos caminhar no Corso Buenos Ayres, avenida com comércio excelente, a preços bem mais acessíveis que os das lojas próximas à Catedral de Milão, aquelas mais sofisticadas. As roupas têm preços melhores que no Brasil.
A partir do segundo dia da estada em Milão, chove dia sim, dia não, o que atrapalha nossos planos turísticos.

Assim, optamos por conhecer o Palazzo Reale, antiga residência dos governantes de Milão, hoje transformada em importante museu.

Também teríamos apreciado conhecer a Santa Ceia, de Leonardo da Vinci, localizada na Igreja Santa Maria delle Grazie, mas estavam esgotados os ingressos até janeiro, quando procurados no início de outubro. Juka, nosso companheiro de viagem, comenta que, entre 1968 e 1972, vindo a trabalho a Milão, inúmeras vezes passou em frente à igreja, sem que houvesse o menor público. Naquela época, não era preciso pagar para ver o quadro célebre. Hoje, além de ser cobrado, é difícil conseguir ingresso, graças ao livro Código da Vinci, que despertou o interesse pela obra.

Milão transmite a impressão de cidade segura, caminhando pelas ruas e pelas estações do metrô, inclusive tarde da noite. Mais tarde, saberemos que uma brasileira teve sua bolsa roubada, na saída do hotel em que estava hospedada, quase perdendo o navio.

No momento de partir, enquanto esperava o ônibus que a conduziria, com outros participantes da excursão, a Savona, para embarcar no navio Costa Serena, com destino ao Brasil, ela, acostumada a levar a bolsa a tiracolo, descuidou-se por um instante, deixando-a, com todos os documentos, sob uma sacola, em cima da mala. Quando o ônibus chegou, cadê a bolsa? Obedecendo ao horário, o ônibus turístico partiu. Desesperada, junto com uma amiga, ela correu para a Embaixada Brasileira, onde foi atendida com gentileza, conseguindo bloquear o cartão de crédito e obter um passaporte novo. Graças ao atendimento agilizado, pôde pegar um táxi até Savona e chegar a tempo de embarcar. Ponto para o Brasil.

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