31 de mar de 2011

ALLURE OF THE SEAS – II parte


Em março de 2011 _ como contei em crônica anterior _ realizamos um cruzeiro pelo Caribe, no transatlântico ALLURE OF THE SEAS, da Royal Caribbean, inaugurado no final de 2010. Construído na Finlândia, como seu irmão mais velho, o OÁSIS, o transatlântico ALLURE é um show de tecnologia e organização, com muito entretenimento, excelente culinária e espaços charmosos.



A Royal Promenade, no Deck 5, simula uma rua chique, repleta de bares, restaurantes, lojas de grife e amplo espaço para circular, com bancos estrategicamente colocados entre as plantas decorativas. Embora o grande número de passageiros, inexplicavelmente não há filas, talvez pelas várias atividades e locais à disposição. Na Royal Promenade e em outros decks, entre alguns restaurantes e bares pagos, há vários onde se pode chegar, a qualquer hora, servir-se ou ser servido, ocupar alguma mesa e desfrutar do ambiente gostoso, sem o menor atropelo ou gasto adicional.



No Deck 8, o Central Park é um espaço ao ar livre, com árvores, arbustos, flores, trinar de pássaros e, à noite, barulho ocasional de grilos. Há recantos com cadeiras confortáveis, sob estruturas de aço e vidro, onde se pode apreciar um concerto de violinos; um bar que se movimenta entre o sexto e o oitavo deck, cedendo espaço para a apresentação de uma banda ou para uma parada com personagens da DreamWorks, como Shreck e outros; alguns restaurantes e bares, com muita privacidade; aquecedores entre as plantas, garantindo o bem-estar, à noite.




Para as crianças e jovens, há inúmeras atividades: muro de escaladas, 60 metros acima do nível do mar; patinação no gelo; parque de diversões; cinema em terceira dimensão, além da oportunidade de fazer uma tatuagem provisória, ter o rosto pintado, ser fotografado com algum personagem da DreamWorks, praticar karaokê, entre muitas outras.


Num navio dessas proporções, tudo precisa ser gigantesco, naturalmente: na cozinha, trabalham 20 cozinheiros-chefes, 222 cozinheiros e 102 tripulantes encarregados da limpeza, responsáveis  pela imensa variedade de deliciosos pratos constantemente oferecidos e renovados; na confeitaria, como todos os pães e bolos oferecidos são frescos, a máquina apropriada se encarrega de confeccionar 4.000 unidades por  hora.


Óbvio que, para que tudo funcione a contento, é necessária muita organização, da qual nos inteiramos aos poucos. Na  preparação da viagem, fomos informados da necessidade de marcar lugares para os shows que desejássemos assistir, em virtude do grande número de interessados, mas pela internet cada casal só conseguiu reservar para um espetáculo. No navio, a informação é para que todos os possuidores de ingressos cheguem no mínimo com 15’de antecedência, para os lugares vagos serem liberados  10’antes de o espetáculo começar. Com esse critério, os interessados conseguem assistir a shows famosos, como o musical da Broadway, Chicago, o OceanAria Aqua Show e o Ice Games, espetáculo de patinação no gelo, na maior tranqüilidade.

No ALLURE, ao contrário de outros cruzeiros, inclusive pelo Caribe, o forte da programação acontece no interior do transatlântico ou em ilhas pertencentes a Royal Carribbean, como a  Labadee, no Haiti, onde o pessoal do navio monta toda a estrutura necessária para proporcionar conforto e prazer aos hóspedes. No roteiro pelo Caribe oeste, o navio também aporta em Costa Maya e em Cozumel, no México.
Por tudo o que proporciona e pelo excelente atendimento, o  ALLURE é experiência que vale a pena repetir.

O único detalhe que eu mudaria, se possível, seria a modalidade escolhida para as refeições no restaurante formal: no nosso caso, o horário era livre, o que obriga à espera pela mesa disponível para aquele número de pessoas. Situação que contornamos, chegando mais cedo ou jantando no variado self-service do deck 16. Nessa situação, as gorjetas precisam ser pagas no Brasil, anteriormente.
No check out, como em alguns outros navios, se o passageiro estiver somente com uma mala, que não se incomode de carregar, terá prioridade no desembarque, no primeiro horário. Mas, em qualquer circunstância, o ALLURE OF THE SEAS é uma experiência imperdível.
martafscosta@gmail.com  

4 comentários:

o mar e a brisa do prazer de aprender disse...

Gostei de passar por aqui. Bjs

Rogério disse...

olá Marta
Seus textos continuam sendo publicados no Jornal Prisma, aqui de Ipê.
Nossa família participou de um cruzeiro neste início de ano. Foi sensacional.

Abraços
Rogério

Luiz Carlos Amorim disse...

Marta, gostei muito de passear pelo Allure. Ando louco para pegar uma viagem nele. Obrigado pela crônica.
Você viu a Mariza passando por aqui? Você a conhece? Ela é uma pessoa fantástica, você vai gostar dela.
Abraço do Amorim

Ruthe Nudilemom peters disse...

Adorei o novo blog. Agora além de ler, podemos ver - bárbaro!
Beijos e parabéns!