30 de mar de 2011

ALLURE OF THE SEAS – MARÇO DE 2011



Na intenção de atrair um público cada vez mais exigente e sedento por novidades, empreendedores se obrigam a continuamente construir “o maior navio do mundo”, “o maior edifício do mundo” e outros do gênero. Em maio de 2009, curiosos sobre a organização possível num transatlântico com 4.500 passageiros e cerca de 1.400 tripulantes, viajamos no FREEDOM OF THE SEAS, da Royal Caribbean, na época considerado o maior do mundo, e a experiência foi excelente. Logo após, a Royal inaugurou o transatlântico OASIS OF THE SEAS, maior que o FREEDOM, e, em novembro de 2010, a companhia inaugurou o seu irmão-gêmeo, o ALLURE OF THE SEAS, diferenciando-o do OÁSIS pelas parcerias conseguidas no setor de entretenimento.
Em marco de 2011, mais curiosos que nunca sobre o que nos aguardaria num transatlântico dessas proporções, embarcamos no ALLURE, cientes de que talvez tivéssemos que fazer concessões e aceitar filas imensas, espera e outras situações ocorridas no último cruzeiro, realizado no Costa Serena, navio bem menor, mas com número de passageiros desproporcional ao espaço disponível.  Com cerca de 6.000 passageiros e 2.296 tripulantes, pertencentes a 79 diferentes nacionalidades, o ALLURE administra população maior que a de algumas cidades brasileiras.
Para nossa surpresa, no ALLURE, o check in foi rápido e organizado como é costume nas viagens marítimas, salvo raras exceções. Entre a chegada no porto, às 13h40’, e estarmos comodamente almoçando no restaurante do deck 16 (após despacho das malas, passagem na alfândega, chegada à cabine para deixar as bolsas), não demorou 40 minutos.
Como o embarque para o cruzeiro seria no porto de Fort Lauderdale, próximo a Miami, optamos por desembarcar no aeroporto de Miami, pegar o automóvel alugado no Brasil e, com o auxílio do GPS, chegar ao endereço do hotel, em Fort Lauderdale. No aeroporto, embarcamos no Rental Car Shuttle, o ônibus que nos levou direto a Central das locadoras de carros, agora todas juntas no mesmo espaço: AVIS, DOLLAR, BUDGET, HERTZ, etc. “Como em Las Vegas”, observou a amiga. Há dois anos, cada locadora possuía transporte e endereço diferenciados.  
Com o auxílio do GPS, chegamos facilmente ao Fort  Lauderdale Beach Resort, próximo a praia. O apartamento é excelente, nada a ver com a recepção, no térreo. Outra opção interessante, para quem prefere não alugar carro, seria ir de avião até Fort Lauderdale, pegar um táxi para o hotel e, no momento adequado, outro táxi para o porto. Nesse caso, é importante a localização do hotel, de preferência próximo ao Las Olas Boulevard, ponto dos bares, restaurantes e lojas, onde o automóvel não se mostra necessário.



No dia seguinte, pela manhã, vamos conhecer o Wall Mart local, tipo de supermercado, enorme, onde se encontra desde produtos alimentícios até roupas, calçados, computadores e material para camping. Depois, vamos ao aeroporto de Fort Lauderdale, entregar o carro alugado, e pegamos um táxi para o porto, que não fica longe. Observamos que a locadora Dollar possui um ponto de recebimento ao lado do porto, o que teria facilitado. Decerto por essa razão era a locadora mais concorrida, no aeroporto de Miami.




O ALLURE OF THE SEAS impressiona, à primeira vista, pelo tamanho. Após conhecê-lo um pouco (uma semana não parece suficiente para conhecê-lo totalmente), impressiona pela tecnologia empregada nos menores detalhes. Compreende-se, com um mínimo de observação, que não houve apenas o objetivo de vencer a corrida para “o maior navio do mundo”, mas a preocupação em proporcionar aos hóspedes um cruzeiro muito além da imaginação.

martafcosta@gmail.com

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