25 de dez de 2011

Chegou o Natal

Novembro me encontrou sem paciência para outro Natal. Nem me recuperei bem do anterior e já tenho este para enfrentar? O ano se foi num relance e me deixou com projetos ainda por realizar. Além do mais, todos à volta parecem cansados e sem forças para começar a correria às lojas, atrás de presentes que os presenteados, muitas vezes, deixam esquecidos numa gaveta qualquer, porque realmente não precisavam de mais um cinto ou outra bijuteria.

Mas dezembro chegou e a velha magia tomou conta do ar. Tempo de confraternização, de abraço apertado, votos de felicidade, saúde e paz, novos abraços, cheios de emoção, porque a data mexe com o emocional, desperta a criança que acreditava em Papai Noel. Quem sabe, lá no fundo, a gente ainda acredita? E por isso espera um milagre que nem sabe qual é.

E o Natal foi chegando, nas lojas o Papai Noel distribuiu balas às crianças e falou que o presente viria depois. Recomendou ao menino que dormisse sem fraldas, disse à menina para deixar a chupeta, obedecendo às recomendações das mães, que bem podiam ter pedido ao Velhinho um pouco de bom senso e energia, pois se não sabem como agir com guris de três anos, imagine quando tiverem dezesseis.

O Correio fez a sua programação de Natal e milhares de pessoas corresponderam, realizando os pedidos de crianças que, de outra forma, talvez nada fossem receber do Papai Noel. Nas entidades assistenciais, as crianças também foram presenteadas por inúmeras instituições imbuídas do espírito social. A mulher desconhecida considerou que os filhos, já crescidos, não se importariam de ter os presentes que acaso fossem receber substituídos pelas bicicletas pedidas por outras crianças. E, num passe de mágica, meninos e meninas de famílias sem recursos se viram presenteados com bicicletas e laptops. Tudo porque é Natal e, nessa data, as pessoas abrem os corações.

Que bom, então, que o Natal acontece, pelo menos uma vez por ano. Bom seria se, em todos os corações, ele se estendesse pelo ano todo, mas isso já é pedir demais. Verdade que, a cada dia, mais gente se mobiliza, num mutirão de solidariedade, e isso é o melhor.

Por isso, deixei-me impregnar pelo espírito de Natal, acompanhei a montagem da árvore e do presépio, enfeitei a casa com flores e o coração com esperança. Perguntei à menina se escreveu a sua cartinha e colocou no Correio, e o mais importante: sabe quem dorme no Presépio? Conhece a história do Menino que nasceu na estrebaria e foi aquecido pelo bafo dos animais, porque toda a gente lhe negou asilo? Diante dos olhinhos espertos e das respostas afirmativas, dispus-me a aproveitar o momento, sem lhe contar que ainda hoje isso acontece.

Mas que bom que chegou o Natal, tempo de encontro e solidariedade. Ao Papai Noel, peço paz em todos os lares, alegria por tudo que a vida nos oferta e sabedoria para aceitar que alguns presentes desejados não estejam ao pé da árvore. Aliás, a esta altura, sei com certeza que o melhor presente ainda é o abraço apertado e sincero. Seja este, portanto, o meu presente a quem souber apreciá-lo.

Um comentário:

Ruthe disse...

O Natal é uma festa de muita magia. Apenas acho que a figura de Jesus deveria ser mais cultuada.
beijos